TAP celebra 60 anos de Brasil e projeta novo ciclo de expansão com equipe renovada
Empresa quer ampliar ainda mais a sua presença no País, mesmo diante de um cenário de transformação

A TAP Air Portugal comemora 60 anos de operações ininterruptas entre Brasil e Portugal neste ano de 2026. Uma história recheada de premiações e recordes que embalam um novo ciclo de crescimento da companhia portuguesa no Brasil. O objetivo é claro: ampliar ainda mais a sua presença no País, mesmo diante de um cenário de transformação da indústria aérea.
A Tap voa hoje de Lisboa para São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Maceió, Porto Alegre, Recife, Salvador, Florianópolis, Curitiba, São Luís e Manaus, além de ligar o Porto a São Paulo e ao Rio de Janeiro. No total, são 15 cidades do Brasil (17 rotas) que recebem mais de 100 voos semanais da empresa.
Trata-se da maior operação de uma companhia aérea internacional na história da aviação no Brasil, que está devidamente alinhada não só com os investimentos frequentes em frota, mas também com uma equipe dedicada presente no Brasil. São nomes e mais nomes conhecidos do trade e liderados pelo diretor-geral da TAP Air Portugal nas Américas, Carlos Antunes.
A PANROTAS apresenta hoje o Portas Abertas com a TAP, uma matéria super especial e já tradicional aqui em nosso portal que mostra o dia a dia do escritório da empresa no Brasil. Neste especial, conheceremos não só todas as áreas, como cada líder e seus respectivos comandados que formam a equipe da TAP Air Portugal no Brasil.
O comandante desta frota portuguesa no Brasil é Carlos Antunes, diretor-geral da TAP nas Américas. Em entrevista ao Portal PANROTAS, Carlos reafirmou que o mercado brasileiro segue como prioridade absoluta e que mantém os investimentos previstos em seu planejamento de longo prazo, independentemente do processo de privatização em curso em Portugal.
“Continuamos investindo no Brasil como um mercado prioritário. A importância da TAP não se mede apenas nos últimos anos. A TAP cresce no Brasil há 60 anos, e o País continua sendo fundamental para a nossa estratégia. Em dois meses, teremos novamente uma conversa sobre a chegada de uma aeronave mais que especial”
Carlos Antunes, diretor-geral da TAP nas Américas
A companhia portuguesa inclusive prepara novos movimentos para ampliar sua presença no Brasil. Depois de incorporar Curitiba à malha em 2026, retomar Porto Alegre e reforçar a operação em diferentes capitais, a companhia sinaliza que ainda há espaço para crescimento da oferta brasileira.
A expansão acontece em um momento particularmente relevante para a TAP, que atravessa o processo de privatização em Portugal sem, segundo Carlos Antunes, reduzir o ritmo de investimentos no Brasil. A empresa trabalha com um planejamento de dez anos, de 2026 a 2036, que prevê a chegada de novas aeronaves e a continuidade da expansão internacional, incluindo novas frequências em mercados já consolidados.
“Lançar um voo em Curitiba, lançar um em Floripa, retomar o voo de Porto Alegre, ter um voo diário em Belo Horizonte, ter um voo diário em Natal, voar seis vezes por semana para Belém: isso exige uma coragem. Quando a gente lança a rota, quando fazemos os preparativos, é uma sinalização ao mercado que nós fizemos o nosso trabalho de casa, o nosso dever de casa, que há negócio”
Carlos Antunes, diretor-geral da TAP nas Américas

Antunes deixa claro que a estratégia não é simplesmente colocar capacidade onde existe uma demanda evidente, mas também criar novos mercados e trabalhar em conjunto com o trade e os parceiros locais. A companhia, diz ele, não pode abrir uma rota pensando em fechá-la posteriormente.
A chegada a São Luís, prevista para outubro, é um exemplo disso. A rota terá inicialmente duas frequências semanais, com planos de chegar a três por semana em 2027, conectando o Maranhão à Europa. O voo será operado em combinação com Fortaleza, estratégia que promete reduzir o risco inicial da operação e permite desenvolver a demanda até que São Luís possa eventualmente ganhar maior autonomia dentro da malha.
A expansão, no entanto, não significa crescimento a qualquer custo. O diretor da TAP nas Américas coloca a rentabilidade como uma das principais prioridades da empresa no novo ciclo e afirma que o desafio é equilibrar oferta, competitividade e qualidade de serviço em uma indústria de margens estreitas.
“Precisamos de aeronaves novas, precisamos remunerar bem o nosso pessoal, e tudo isso tem que vir com NPS e qualidade de serviço. A aeronave nova vai nos trazer competitividade, vai nos trazer menos custos de manutenção e de refresco, vai trazer a tecnologia que o mercado precisa. Já o nosso pessoal é importante que esteja motivado, que esteja sendo bem pago. Porque não é só a aeronave nova, o Wi-Fi, a internet a bordo. Nossa equipe é o fator principal, é quem entrega o serviço. E nós estamos conscientes da responsabilidade que é esse investimento da empresa no Brasil"
Carlos Antunes, diretor-geral da TAP nas Américas
Vendas

À frente de Vendas da TAP no Brasil e também da gestão de grupos, Renata Di Bernardo coordena uma equipe de 12 pessoas distribuída pelo País. A estrutura, segundo ela, permite à companhia estar próxima do trade em diferentes regiões e transformar o conhecimento de cada mercado em negócios para a TAP.
“Temos uma equipe de 12 pessoas, seis delas distribuídas pelo Brasil, três executivos em São Paulo e mais a nossa equipe interna, que atua com grupos e Inside Sales. O grande diferencial da TAP no mercado é essa distribuição que a gente tem. Devido à capilaridade dos voos, conseguimos ter a equipe distribuída pelo Brasil e chegar a regiões do interior da Bahia, do interior de Pernambuco, que muitas vezes não têm esse acesso. Com isso, conseguimos entender cada particularidade do mercado, cada segmentação, com muito detalhe, e transformar isso em negócios para a empresa"
Renata Di Bernardo, gerente de Vendas da TAP no Brasil

Para Renata, a proximidade construída pela equipe de Vendas com o mercado também é parte importante do legado de seis décadas da TAP no Brasil. A executiva destaca o trabalho realizado pelas gerações anteriores e vê na manutenção dessa relação próxima com o trade um dos caminhos para o próximo ciclo da companhia.
“Nos 60 anos, a gente não pode esquecer todo o pessoal que passou por Vendas e fez um trabalho muito consistente no mercado, de muita representatividade e muita proximidade. Eles deixaram um legado muito forte, e a gente tem que dar continuidade nisso agora, nos mantendo muito próximos de quem trouxe a gente até aqui", completou Renata Di Bernardo, gerente de Vendas da TAP no Brasil.
Marketing e Inteligência de Mercado

À frente de Marketing e Inteligência de Mercado, a gerente Suelda Vicente vê a integração entre as duas áreas como fundamental para aproximar comunicação e negócio. A partir da análise de dados, do comportamento do consumidor, de vendas e de oportunidades, a equipe busca transformar informação em insights para orientar decisões e tornar as ações de marketing mais assertivas.
“Não dá para fazer comunicação sem olhar para dados, números, vendas e para o negócio. A partir da análise de mercado e do consumidor, conseguimos transformar essas informações em insights para a tomada de decisão. Quanto mais entendemos o negócio, as pessoas, os comportamentos e as oportunidades, mais conseguimos comunicar de forma assertiva e desenvolver ações de mercado que realmente façam sentido", disse Suelda Vicente, gerente de Marketing e Inteligência de Mercado da TAP no Brasil.

Já para o próximo ciclo, a executiva coloca a construção da marca e a capacidade de permanecer relevante para novas gerações no centro da estratégia. A missão, diz ela, é fazer com que o marketing acompanhe a evolução da companhia sem perder de vista a história construída pela TAP ao longo das décadas.
“Vamos continuar construindo uma marca preparada para os próximos 60 anos. Então, olhar para frente e pensar como continuamos a ser relevantes para as próximas gerações, para os clientes e para os parceiros. Eu acho que esse é o grande desafio. Quando a gente fala de construir uma marca, a gente não fala de construir uma marca agora. A TAP, como um todo, tem 80 anos. Aqui no Brasil, temos 60 anos. Então imagina essa construção que começou lá atrás para a gente chegar até aqui da forma como nós estamos, com as operações que nós temos, com a frequência de voo. É continuar trabalhando e falando das novas gerações para que a TAP continue sendo relevante para o futuro e para os próximos capítulos da Companhia"
Suelda Vicente, gerente de Marketing e Inteligência de Mercado da TAP no Brasil
Produtos e Estratégias

À frente de Product & Strategy para as Américas, Carolina Margherita Migliore tem como principal frente de desenvolvimento a implementação e evolução do NDC no mercado brasileiro. A proposta é avançar para uma distribuição mais eficiente, padronizada e personalizada, com conteúdo mais rico, além de adaptar estratégias e produtos às características de cada segmento de cliente.
“O meu maior produto de desenvolvimento é o NDC, é trazer o NDC para o mercado brasileiro e trabalhar com uma distribuição mais eficaz, mais padronizada, personalizada, com um conteúdo mais rico. É óbvio que o meu foco é no Brasil, mas eu acabo levando isso para todas as Américas também e traçando estratégias que sejam personalizadas para cada tipo de cliente", disse Carolina Migliore, coordenadora de Produtos e Estratégias da TAP no Brasil.
Para o próximo ciclo da TAP, Carolina destaca a modernização e a criação de soluções que tenham aplicação prática para diferentes perfis de clientes, além de levar produtos desenvolvidos no Brasil para outros mercados das Américas. “É exatamente isso: modernização, inovação, trazer soluções que sejam palpáveis para todos e que contribuam para cada tipo de cliente", completou ela.
Loyalty e Parcerias Estratégicas

À frente de Loyalty e Parcerias Estratégicas, a gerente Cibelle Ribeiro tem como missão ampliar o ecossistema de produtos e parceiros da TAP no Brasil, com foco tanto no acúmulo quanto no uso de milhas e na melhoria da experiência dos clientes frequentes. Entre os movimentos recentes estão o cartão cobranded TAP BTG Pactual Black e novas parcerias com Santander, Airbnb e Booking.com.
“Enquanto Loyalty, a nossa missão é criar uma boa experiência e um bom ecossistema de parceiros, produtos e serviços para os nossos clientes frequentes do Brasil, para que eles possam escolher e perceber o valor e o porquê de viajar com a TAP mais vezes. Uma das nossas prioridades hoje é aumentar esse leque de produtos e parceiros estratégicos no Brasil para aumentar a proposta de valor para os nossos clientes frequentes", disse Cibelle Ribeiro, gerente de Loyalty e Parcerias Estratégicas.

Para o próximo ciclo da companhia, a área também terá papel estratégico no uso dos dados para conhecer melhor os clientes e transformar essas informações em ofertas e serviços personalizados. A ideia, segundo Cibelle, é tornar a relação com o passageiro mais simples e integrada. “O Loyalty tem um ativo importante para para gerar uma melhor experiência aos nossos passageiros frequentes", completou Cibelle.
Atendimento ao Cliente

À frente de Customer Care B2C e B2B, Nubia Rebello tem como missão acompanhar a experiência do cliente em todas as etapas da jornada. A área também atua a partir dos feedbacks recebidos, identificando oportunidades de melhoria e buscando atender tanto passageiros quanto agências de viagens.
“A nossa missão é garantir o atendimento ao cliente em todas as etapas, desde quando ele adquire a passagem até o término da viagem. É entender e garantir a experiência dele em todas essas fases, estar sempre em contato com o cliente e identificar oportunidades de melhoria dentro da empresa a partir dos feedbacks que eles nos passam. Hoje a tecnologia está aí, mas a nossa missão é garantir também um atendimento humano. Então, o primordial hoje é equilibrar a tecnologia com o atendimento humano", disse Nubia Rebello, gerente de Customer Care B2C e B2B da TAP no Brasil.

Para o próximo ciclo da TAP, Nubia vê a tecnologia como uma aliada, mas reforça que ela não substitui a capacidade de entender situações que exigem uma abordagem individual. A experiência acumulada pela área, segundo ela, ajuda a identificar essas necessidades e manter o contato humano quando ele é necessário.
“Eu pude, desde o início, acompanhar essa evolução do cliente, desde as exigências do passado comparadas com as exigências de hoje, essa evolução da tecnologia e essa percepção do cliente. Eu tenho esse feeling de entender e tentar solucionar o problema lá na frente. A tecnologia veio para ficar, mas, acima de tudo, é importante ter esse feeling que a tecnologia hoje não vai te dar. Tem horas em que o cliente quer falar com alguém, quer ter o problema dele resolvido. O investimento em tecnologia é muito importante, mas nós vamos continuar proporcionando esse contato humano"
Nubia Rebello, gerente de Customer Care B2C e B2B da TAP no Brasil
Aeroporto

À frente da área de Aeroportos, Vilma Vargas destaca o papel da equipe na garantia dos padrões de serviço, segurança e qualidade da TAP no Brasil. A operação envolve desde o cumprimento de legislações e protocolos de Safety e Security até a verificação rigorosa de tudo o que entra na aeronave, em uma atuação que combina exigência técnica e atenção à experiência do passageiro.
“A área de Aeroportos é responsável por certificar-se de que todos os padrões de serviços e qualidade, que incluem legislação, Safety e Security, estejam completamente cumpridos por funcionários e prestadores de serviços. Todo insumo que entra na aeronave passa por um processo rigoroso de verificação. Apesar desse perfil técnico de segurança de voo, o funcionário de aeroporto deve possuir o perfil de acolhimento e gentileza. Este é o primeiro contato real do cliente com a TAP e, por isso, todo colaborador deve ter esse perfil e saber usá-lo por meio do sorriso, da gentileza e da empatia"
Vilma Vargas, gerente de Aeroportos da TAP no Brasil
Segundo Vilma, a companhia também investe na formação das equipes para garantir que esse padrão seja incorporado à rotina dos aeroportos. O resultado, afirma a gerente, aparece nos indicadores de satisfação dos passageiros: “Investimos em treinamento on the job. A TAP no Brasil tem o melhor NPS em todos os aeroportos em que operamos, e isso nos orgulha muito como brasileiros", complementou Vilma Vargas.
Administrativo e Financeiro

À frente das áreas Administrativa, Financeira, Jurídica e de Recursos Humanos, Rodolfo Handa tem atuação transversal dentro da TAP no Brasil, dando suporte às demais equipes para que a operação da companhia funcione. A área conecta diferentes departamentos e garante as condições necessárias para que o negócio avance.
“Nosso trabalho é dar todo o suporte necessário para as outras equipes conseguirem trabalhar e exercer a função principal, que é o transporte. Nós somos uma equipe bastante transversal, temos contato com todas as outras equipes da TAP, tanto Vendas quanto Aeroportos e Manutenção, e fazemos todo esse gerenciamento para fazer a engrenagem rodar", disse Rodolfo Handa, gerente Administrativo e Financeiro da TAP.

Além do suporte interno, a área funciona como uma ponte entre as estruturas da TAP em Portugal e no Brasil, especialmente diante das particularidades regulatórias, trabalhistas e tributárias do mercado brasileiro. Para o próximo ciclo, Rodolfo destaca a continuidade desse trabalho e a busca por eficiência.
“Somos uma ponte entre Portugal e Brasil. Muitas vezes trabalhamos como um suporte no sentido de traduzir as nossas questões específicas brasileiras para Portugal e fazer tudo isso funcionar dentro da estrutura da TAP. Temos questões regulatórias específicas do Brasil, questões trabalhistas e agora a reforma tributária. Nosso trabalho é sempre buscar melhorias e eficiência para o sucesso da empresa”
Rodolfo Handa, gerente Administrativo e Financeiro da TAP