Tráfego global crescerá mais rápido na região Ásia-Pacífico

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Danilo Teixeira Alves
A região Ásia-Pacífico também receberá a maior parte de novas aeronaves e turboélices entregues até 2029
A região Ásia-Pacífico também receberá a maior parte de novas aeronaves e turboélices entregues até 2029
De acordo com a recente pesquisa da Embraer, o tráfego global de passageiros retornará aos níveis de 2019 apenas em 2024, ainda ficando 19% abaixo do volume previsto ao longo da década até 2029. A recuperação do tráfego de passageiros, medido em passageiros transportados por quilômetro (RPKs), será mais rápida na região Ásia-Pacífico, que crescerá 3,4% ao ano.

Em relação às entregas de jatos, a Embraer revelou que 4.420 novos jatos de até 150 assentos serão entregues até 2029 e que 75% das entregas substituirão aeronaves antigas, enquanto 25% representará o crescimento do mercado. A maior parte das entregas será para companhias aéreas da América do Norte (1.520 unidades), China e Ásia-Pacífico (1.220 unidades). Além disso, 1.080 novos turboélices serão entregues até 2029, sendo que a maior parte será direcionada às companhias da China e Ásia-Pacífico (490 unidades) e Europa (190 unidades).

"O impacto de curto prazo da pandemia global tem implicações de longo prazo na demanda por novas aeronaves. Nossa previsão reflete algumas das tendências que já estamos observando – a aposentadoria antecipada de aeronaves mais antigas e menos eficientes, a preferência por aviões menores para atender à demanda mais baixa de forma lucrativa, e a crescente importância das rotas domésticas e regionais para as companhias na restauração do serviço aéreo. Aeronaves com até 150 assentos serão essenciais para a rápida recuperação da nossa indústria", disse o presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer.

O levantamento da Embraer também identificou algumas tendências emergentes que influenciarão no crescimento do setor, como o redimensionamento da frota, especialmente para aeronaves de menor capacidade para atender à baixa demanda; a regionalização, já que as empresas que buscam proteger suas cadeiras de suprimentos contra choques externos realocarão os negócios regionalmente, gerando novos fluxos de tráfego; o comportamento do passageiro, com preferência por voos de curta distância; e o meio ambiente, com foco renovado em modelos de aeronaves mais eficientes e sustentáveis.
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