Brasil acumula 18 meses consecutivos de expansão no tráfego aéreo doméstico; veja dados
País impulsionou a alta do tráfego aéreo doméstico na América Latina em fevereiro deste ano

O Brasil impulsionou a alta do tráfego aéreo doméstico na América Latina em fevereiro deste ano, com 945 mil passageiros adicionais no mês (+9,9%), totalizando 10,5 milhões. O crescimento concentrou-se no mercado doméstico, que acumula 18 meses consecutivos de expansão.
Os dados são de um recente estudo da Alta News, segundo o qual o tráfego aéreo na América Latina alcançou 39,4 milhões de passageiros em fevereiro de 2026, o que representa alta de 6,6% em relação a fevereiro de 2025. Isso equivale a 2,4 milhões de passageiros adicionais. É o melhor resultado mensal desde outubro de 2024.
Veja, abaixo, mais insights sobre o levantamento:
- O crescimento do tráfego aéreo em fevereiro de 2026 foi impulsionado principalmente por Brasil, Colômbia, Argentina e Panamá, que juntos explicaram 74% do aumento líquido de passageiros na região;
- No segmento internacional, o tráfego cresceu 16%, alinhado ao aumento das chegadas de turistas por via aérea (+15,5%). Houve maior fluxo de turistas vindos da Argentina (+19,8%) e do Chile (+14,9%), em um contexto ligado à temporada de Carnaval;
- A Colômbia registrou 377 mil passageiros adicionais, com crescimento de 9,1%, impulsionado pelo tráfego internacional (+12,6%). O mercado Colômbia–Estados Unidos cresceu 9,4%, após um 2025 marcado por quedas;
- No mercado doméstico colombiano, o tráfego cresceu 6,5%, concentrado nas rotas Bogotá–Medellín, Bogotá–Cali e Bogotá–Barranquilla, que responderam por 60% do crescimento líquido. Bogotá–Medellín permaneceu como a rota doméstica de maior volume na região;
- A Argentina foi o terceiro país com maior crescimento líquido, com aumento de 9,5% (+261 mil passageiros), impulsionado pelo tráfego internacional (+18%), o maior nível já registrado para um mês de fevereiro. O mercado Argentina–Estados Unidos cresceu 15,7%;
- O Panamá registrou o maior crescimento percentual da região (+15,5%), com 1,7 milhão de passageiros. O tráfego com os Estados Unidos cresceu 8,3%. O resultado também foi impulsionado pelo aumento da oferta de voos para Argentina (+31%), México (+25%) e República Dominicana (+22%).
Crescimento concentra-se dentro da região
Dois em cada três passageiros adicionais viajaram em rotas domésticas ou entre países da América Latina e do Caribe no período analisado. O tráfego doméstico cresceu 5,4%, enquanto o tráfego internacional intrarregional aumentou 12,8%.
- Alguns mercados domésticos continuam fracos - O Chile caiu 4,6% e acumula oito meses consecutivos de contração. A Bolívia também caiu 14%, após a queda observada em janeiro;
- O tráfego internacional cresceu com força em vários mercados - Argentina, Brasil, Panamá e Colômbia registraram aumentos de dois dígitos. O Brasil alcançou 2,7 milhões de passageiros internacionais e registrou seu melhor fevereiro. A Colômbia cresceu 12,6% e o Panamá 15,5%;
- Os Estados Unidos se mantiveram como o principal mercado internacional - Em fevereiro, 8,5 milhões de passageiros viajaram entre esse país e a região. O crescimento foi de 1,6%, acima do observado em janeiro;
- O tráfego extrarregional também mostrou melhora - Alcançou 13,5 milhões de passageiros e cresceu 6,3%. É o melhor resultado desde junho de 2024.

Panorama regional do tráfego aéreo
- Brasil, México e Colômbia mantiveram-se como os três maiores mercados da região, concentrando cerca de 63% do tráfego total;
- O mercado doméstico representou 52,8% do tráfego total, com 20,8 milhões de passageiros e registrou crescimento de 5,4%. Já o segmento com maior crescimento relativo foi o tráfego internacional intrarregional, que aumentou 12,8%, alcançando cinco milhões de passageiros. Dentro desse segmento, o par de países com maior volume foi Brasil–Argentina, com quase 620 mil passageiros e crescimento de 28,3%;
- O tráfego internacional extrarregional apresentou crescimento de 6,3%. Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal mercado internacional da região: em fevereiro, 8,51 milhões de passageiros viajaram entre os EUA e a América Latina e o Caribe — o equivalente a dois em cada três passageiros em rotas extrarregionais — com crescimento de 1,6%, superior ao registrado em janeiro (0,3%);
- Dentro desse segmento, o par de países com maior volume foi México–Estados Unidos, com 3,15 milhões de passageiros, seguido por República Dominicana–Estados Unidos, com 840 mil passageiros.
Mercados que explicam o crescimento regional
Além dos principais impulsionadores, outros mercados também apresentaram resultados positivos:
- O México registrou 9,4 milhões de passageiros (+0,6%), enquanto o Peru transportou 2,3 milhões (+7,0%);
- Na América Central, Costa Rica (+8,7%) e Guatemala (+7,4%) cresceram, e El Salvador teve alta de dois dígitos (+11,3%);
- No Caribe, a República Dominicana atingiu 1,73 milhão de passageiros, recorde para fevereiro (+9,2%);
- Em contraste, Cuba registrou a maior queda (-56,6%), enquanto a Jamaica caiu 24,5%, mantendo tendência negativa.
Estrutura do tráfego aéreo na região
A estrutura do tráfego aéreo em fevereiro de 2026 foi composta por:
- 52,8% doméstico;
- 47,2% internacional
Dentro do internacional:
- 12,8% intrarregional;
- 34,4% extrarregional
- Em termos de demanda, os RPK cresceram 8,8%. O maior crescimento ocorreu no tráfego intrarregional (+15,7%), seguido pelo extrarregional (+8,3%) e pelo doméstico (+6,7%);
- A capacidade (ASK) cresceu 5,8%, abaixo da demanda, elevando o fator de ocupação médio para 85,3% (+2,4 pp);
- O maior aumento ocorreu no segmento intrarregional (+4 pontos percentuais), seguido pelo extrarregional (+2,6 pontos percentuais) e doméstico (+0,9 pontos percentuais).
Principais mercados internacionais de passageiros
As análises mostram os dez pares de países com maior volume de passageiros nos mercados extrarregionais e intrarregionais.
- No extrarregional, os Estados Unidos dominam: oito dos dez principais mercados incluem o país;
- O principal mercado é México–Estados Unidos, com ampla vantagem;
- O mercado Colômbia–Estados Unidos cresceu 9,4%, após período de queda;
- Fora dos EUA, destacam-se México–Canadá e Brasil–Portugal, sendo este último o que mais cresceu (+29,3%);
- No intrarregional, Argentina–Brasil foi o maior mercado e o que mais cresceu (+28,3%);
- Brasil–Chile cresceu 7,4%, enquanto Argentina–Chile acumulou seis meses de queda;
- Quatro dos dez principais mercados têm origem ou destino na Colômbia e três no Brasil.
Desenvolvimento de novas rotas
Em fevereiro de 2026 começaram a operar 8 novas rotas na América Latina e no Caribe:
- Cinco conectam a região aos Estados Unidos;
- Duas são rotas domésticas
- Uma é uma rota internacional dentro da região.
Para acessar o estudo completo, clique aqui.