Karina Cedeño   |   11/06/2026 09:58

Setor aéreo está entre os que mais devem se beneficiar da Copa do Mundo 2026; veja ganhos

Companhias aéreas podem registrar aproximadamente US$ 1 bilhão em receitas adicionais durante o período


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Capacidade de assentos aéreos no Brasil deve crescer 2,7% no segundo trimestre de 2026 na comparação anual
Capacidade de assentos aéreos no Brasil deve crescer 2,7% no segundo trimestre de 2026 na comparação anual

O transporte aéreo está entre os setores que mais devem se beneficiar da Copa do Mundo 2026. A expectativa é que as companhias aéreas registrem aproximadamente US$ 1 bilhão em receitas adicionais durante o período, impulsionadas pelo aumento do fluxo de passageiros entre as cidades-sede e pela elevada demanda por voos internacionais.

Os dados são do levantamento From kickoff to cash flow – Economic spillovers from the Football World Championship 2026, realizado por economistas da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade.

O estudo mostra que as companhias aéreas dos países anfitriões do torneio (Estados Unidos, México e Canadá) entrarão no período da competição com crescimento relativamente limitado na oferta de assentos. Nos três países, a expansão da capacidade permanece abaixo de 2,1%, cenário que tende a favorecer taxas mais elevadas de ocupação e maior poder de precificação para as empresas do setor.

Além da questão operacional, a pesquisa também aponta fatores que podem influenciar o comportamento dos viajantes brasileiros. Entre eles, está o aumento das taxas de recusa de vistos americanos para viagens de Turismo e negócios. O Brasil aparece entre os países classificados para a Copa do Mundo que registram índices relevantes de negativa para a categoria B (Turismo e Negócios).

Para os economistas, esse cenário pode influenciar o planejamento dos torcedores brasileiros e impactar a dinâmica da demanda por viagens para o torneio, especialmente diante da concentração da maior parte das partidas em território norte-americano.

Capacidade de assentos aéreos no Brasil deve crescer 2,7%

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Brasil se destaca entre os mercados com maior expansão da oferta aérea nas América  no segundo trimestre de 2026
Brasil se destaca entre os mercados com maior expansão da oferta aérea nas América no segundo trimestre de 2026

O levantamento também revela que a capacidade de assentos aéreos no Brasil deve crescer 2,7% no segundo trimestre de 2026. O estudo coloca o País entre os mercados com maior expansão da oferta aérea nas Américas, atrás apenas da Colômbia, que registra crescimento projetado de 3,4%.

O cenário ocorre em meio ao aumento da demanda por viagens internacionais impulsionada pela Copa do Mundo. A edição de 2026 será a maior da história e deve atrair cerca de 2,6 milhões de visitantes estrangeiros ao longo da competição.

O torneio contará com 48 seleções, 104 partidas e público estimado de 6,5 milhões de espectadores nos estádios. Além dos impactos esportivos, a competição deve movimentar diversos segmentos ligados à mobilidade, Turismo e serviços, ampliando a relevância do setor aéreo para a infraestrutura do evento.

Copa do Mundo de 2026 deve injetar US$ 9,1 bi na economia da América do Norte

A Copa do Mundo de 2026 deve gerar um impacto econômico de aproximadamente US$ 9,1 bilhões na América do Norte durante os meses de junho e julho, segundo o levantamento

Os Estados Unidos devem concentrar a maior parcela dos ganhos, com impacto estimado de US$ 6,1 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB). O México deve registrar incremento de US$ 1,7 bilhão, enquanto o Canadá deve somar aproximadamente US$ 1,3 bilhão.

Gastos relacionados ao Turismo devem alcançar US$ 8 bilhões durante a competição. Desse total, US$ 6,8 bilhões devem vir de visitantes estrangeiros e US$ 1,2 bilhão de turistas domésticos. Os visitantes internacionais devem permanecer entre oito e dez dias nas cidades-sede, com gastos diários médios de US$ 350 nos Estados Unidos, US$ 280 no Canadá e US$ 180 no México.

Hotelaria será beneficiada com a Copa do Mundo 2026

Entre os setores mais beneficiados, a hotelaria aparece como um dos principais destaques. A expectativa é que a ocupação dos hotéis nas cidades-sede fique entre 90% e 95% durante a competição. Em alguns destinos, os preços dos quartos já registraram altas entre 15% e 20% após a definição dos grupos do torneio, com aumentos superiores a 20% em determinadas cidades mexicanas.

Além da movimentação econômica direta, a Copa de 2026 deve representar um marco comercial para a Fifa. A entidade projeta receitas recordes de US$ 13 bilhões no ciclo 2023-2026, impulsionadas principalmente pelos direitos de transmissão, hospitalidade, venda de ingressos e patrocínios.

Para a Allianz Trade, o torneio reforça o papel dos grandes eventos esportivos como catalisadores de consumo, Turismo e atividade econômica em diversos setores de serviços, com efeitos que se estendem para além das cidades-sede e do período da competição.

Para acessar o estudo completo, clique aqui.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.