Setor aéreo está entre os que mais devem se beneficiar da Copa do Mundo 2026; veja ganhos
Companhias aéreas podem registrar aproximadamente US$ 1 bilhão em receitas adicionais durante o período

O transporte aéreo está entre os setores que mais devem se beneficiar da Copa do Mundo 2026. A expectativa é que as companhias aéreas registrem aproximadamente US$ 1 bilhão em receitas adicionais durante o período, impulsionadas pelo aumento do fluxo de passageiros entre as cidades-sede e pela elevada demanda por voos internacionais.
Os dados são do levantamento From kickoff to cash flow – Economic spillovers from the Football World Championship 2026, realizado por economistas da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade.
O estudo mostra que as companhias aéreas dos países anfitriões do torneio (Estados Unidos, México e Canadá) entrarão no período da competição com crescimento relativamente limitado na oferta de assentos. Nos três países, a expansão da capacidade permanece abaixo de 2,1%, cenário que tende a favorecer taxas mais elevadas de ocupação e maior poder de precificação para as empresas do setor.
Além da questão operacional, a pesquisa também aponta fatores que podem influenciar o comportamento dos viajantes brasileiros. Entre eles, está o aumento das taxas de recusa de vistos americanos para viagens de Turismo e negócios. O Brasil aparece entre os países classificados para a Copa do Mundo que registram índices relevantes de negativa para a categoria B (Turismo e Negócios).
Para os economistas, esse cenário pode influenciar o planejamento dos torcedores brasileiros e impactar a dinâmica da demanda por viagens para o torneio, especialmente diante da concentração da maior parte das partidas em território norte-americano.
Capacidade de assentos aéreos no Brasil deve crescer 2,7%

O levantamento também revela que a capacidade de assentos aéreos no Brasil deve crescer 2,7% no segundo trimestre de 2026. O estudo coloca o País entre os mercados com maior expansão da oferta aérea nas Américas, atrás apenas da Colômbia, que registra crescimento projetado de 3,4%.
O cenário ocorre em meio ao aumento da demanda por viagens internacionais impulsionada pela Copa do Mundo. A edição de 2026 será a maior da história e deve atrair cerca de 2,6 milhões de visitantes estrangeiros ao longo da competição.
O torneio contará com 48 seleções, 104 partidas e público estimado de 6,5 milhões de espectadores nos estádios. Além dos impactos esportivos, a competição deve movimentar diversos segmentos ligados à mobilidade, Turismo e serviços, ampliando a relevância do setor aéreo para a infraestrutura do evento.
Copa do Mundo de 2026 deve injetar US$ 9,1 bi na economia da América do Norte
A Copa do Mundo de 2026 deve gerar um impacto econômico de aproximadamente US$ 9,1 bilhões na América do Norte durante os meses de junho e julho, segundo o levantamento
Os Estados Unidos devem concentrar a maior parcela dos ganhos, com impacto estimado de US$ 6,1 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB). O México deve registrar incremento de US$ 1,7 bilhão, enquanto o Canadá deve somar aproximadamente US$ 1,3 bilhão.
Gastos relacionados ao Turismo devem alcançar US$ 8 bilhões durante a competição. Desse total, US$ 6,8 bilhões devem vir de visitantes estrangeiros e US$ 1,2 bilhão de turistas domésticos. Os visitantes internacionais devem permanecer entre oito e dez dias nas cidades-sede, com gastos diários médios de US$ 350 nos Estados Unidos, US$ 280 no Canadá e US$ 180 no México.
Hotelaria será beneficiada com a Copa do Mundo 2026
Entre os setores mais beneficiados, a hotelaria aparece como um dos principais destaques. A expectativa é que a ocupação dos hotéis nas cidades-sede fique entre 90% e 95% durante a competição. Em alguns destinos, os preços dos quartos já registraram altas entre 15% e 20% após a definição dos grupos do torneio, com aumentos superiores a 20% em determinadas cidades mexicanas.
Além da movimentação econômica direta, a Copa de 2026 deve representar um marco comercial para a Fifa. A entidade projeta receitas recordes de US$ 13 bilhões no ciclo 2023-2026, impulsionadas principalmente pelos direitos de transmissão, hospitalidade, venda de ingressos e patrocínios.
Para a Allianz Trade, o torneio reforça o papel dos grandes eventos esportivos como catalisadores de consumo, Turismo e atividade econômica em diversos setores de serviços, com efeitos que se estendem para além das cidades-sede e do período da competição.
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