Copa do Mundo 2026: PANROTAS prepara guia rápido para agentes de viagens e torcedores
Agente de viagens assume um papel fundamental na vida dos torcedores que irão à Copa do Mundo 2026

Falta 10 dias para o início da Copa do Mundo FIFA 2026, que ocorrerá entre os dias 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. A edição deste ano não será a maior da história apenas pelo número de jogos e seleções, mas por ser uma das operações turísticas mais complexas já realizadas no continente americano em toda a sua história.
Pela primeira vez, o torneio contará com 48 seleções, 104 partidas e três países-sede, uma novidade que irá transformar completamente a dinâmica tradicional de viagens ligadas ao Mundial. Para o agente de viagens brasileiro, isso significa uma oportunidade gigantesca de vendas, relacionamento e fidelização, mas também uma responsabilidade proporcional no embarque de cada um de seus passageiros.
O passageiro da Copa do Mundo não compra apenas passagem aérea e hotel: ele busca segurança, logística organizada, suporte em tempo real e alguém que conheça o evento responsável por deslocamentos longos, regras migratórias rígidas, ingressos digitais e cidades operando acima da capacidade normal.
A tendência é que o agente de viagens assuma um papel fundamental na vida dos torcedores que irão à Copa do Mundo. Diferentemente do Catar, onde praticamente toda a operação ficou concentrada em um único território, o Mundial que bate à porta exigirá planejamento multidestino, integração de transportes, controle de documentação internacional e entendimento profundo da malha aérea norte-americana.
Diferentemente dos guias de Copa do Mundo já lançados, a PANROTAS nesta matéria exclusiva optou por focar em dicas funcionais que facilitem a vida dos torcedores nas cidades-sede e dos agentes de viagens que terão seus clientes viajando entre os três países.
O perfil do torcedor mudou em 2026

E antes de mergulharmos de cabeça neste Guia para o Agente de Viagens na Copa do Mundo, existe um dado importante que reforça esse comportamento: o perfil do viajante brasileiro da Copa vem mudando desde o ano de 2022, segundo levantamento da Omint Seguros.
A pesquisa revela que o público predominante está acima dos 40 anos, com forte presença de passageiros entre 40 e 49 anos (22% das emissões). Na sequência aparecem viajantes entre 60 e 69 anos (18%), seguidos pelas faixas de 50 a 59 anos (17%) e 30 a 39 anos (15%). A pesquisa revelou ainda que o público também se mostrou equilibrado entre homens (52%) e mulheres (48%).
Em outras palavras, o cliente da Copa é, majoritariamente, um consumidor com maior poder aquisitivo, perfil familiar e expectativa elevada de conforto e suporte. Segundo Anna Angotti, gerente de Vendas da Omint Seguros, esse comportamento está diretamente relacionado ao nível de planejamento exigido por viagens esportivas internacionais, que vêm crescendo em todo o País.
A executiva também destacou o caráter multigeracional dessas viagens. “Apesar da concentração nas faixas acima dos 40 anos, vemos uma composição bastante diversa, com diferentes gerações viajando juntas. É uma experiência que vai além do turismo tradicional", disse Anna Angotti.
A primeira fase do Brasil na Copa do Mundo

O Brasil terá uma das melhores logísticas da primeira fase. O sorteio colocou a Seleção Brasileira inteira na Costa Leste dos Estados Unidos durante a fase de grupos, um cenário extremamente favorável do ponto de vista operacional.
A concentração dos jogos em Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami acaba reduzindo distâncias, simplificando deslocamentos e facilitando o desenho de roteiros integrados, especialmente quando comparados a grupos espalhados entre Costa Oeste, México e Canadá.
| Data | Jogo | Cidade / Estádio | Horário de Brasília |
|---|---|---|---|
| 13 de junho | Brasil x Marrocos | Nova York/Nova Jersey – MetLife Stadium | 19h00 |
| 19 de junho | Brasil x Haiti | Filadélfia – Lincoln Financial Field | 21h30 |
| 24 de junho | Escócia x Brasil | Miami – Hard Rock Stadium | 19h00 |
Para o agente, isso abre espaço para três formatos principais de operação:
- passageiros focados apenas na fase de grupos;
- clientes que pretendem seguir o Brasil até o mata-mata;
- roteiros híbridos combinando Copa, compras e lazer.
Neste caso, a Costa Leste americana favorece exatamente esse tipo de construção modular. Nova York é uma porta de entrada natural para boa parte dos brasileiros, com ampla conectividade aérea saindo de São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais. Filadélfia aparece como deslocamento ferroviário simples e eficiente, enquanto Miami encerra a primeira fase nesta cidade que é o quintal do brasileiro nos EUA.
Aqui uma dica bônus. Para apoiar quem pretende acompanhar o evento presencialmente, a Biosfera Copastur reuniu sugestões curadas sobre o que fazer antes e depois dos jogos da Seleção Brasileira, ajudando os torcedores a transformarem a viagem para a Copa em uma experiência completa.
Nova Jersey (Brasil x Marrocos) - 13 de junho

A estreia da Seleção Brasileira acontece no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Por estar estrategicamente posicionada ao lado de Nova York, a região oferece o melhor dos dois mundos aos visitantes.
- Times Square - Um dos pontos turísticos mais famosos do mundo, ideal para quem quer sentir a energia da cidade, explorar lojas icônicas e aproveitar a imensa variedade cultural.
- Central Park - Ótima opção para relaxar antes da partida, fazer passeios ao ar livre ou visitar museus próximos, como o MET e o Museu de História Natural.
- Katz's Delicatessen - Instituição nova-iorquina imperdível, conhecida pelos sanduíches de pastrami e pela atmosfera clássica da cidade.
Filadélfia (Brasil x Haiti) - 19 de junho

A segunda partida da Seleção será na Filadélfia, cidade que é berço da independência dos Estados Unidos e surpreende por sua sofisticação gastronômica.
- Liberty Bell - Símbolo histórico da independência norte-americana e parada obrigatória para quem visita a cidade.
- Reading Terminal Market - Um paraíso para os entusiastas da boa mesa. O mercado tradicional oferece diversas opções gastronômicas, incluindo o famoso Philly Cheesesteak.
- Philadelphia Museum of Art - Além do acervo artístico, o local ficou mundialmente conhecido pelas escadarias eternizadas no filme Rocky.
Miami (Brasil x Escócia) - 24 de junho

Encerrando a fase de grupos, o Brasil joga em Miami, um dos destinos favoritos dos brasileiros devido à sua combinação única de praias, compras e vida noturna.
- South Beach - Principal cartão-postal da cidade, famoso pela arquitetura Art Déco, pela praia de águas cristalinas, e restaurantes que ditam tendências.
- Wynwood Walls - Bairro famoso pelos murais de arte urbana, galerias, cafés e bares descolados.
- Joe's Stone Crab - Referência em frutos do mar. É o ponto de encontro tradicional para quem busca uma experiência gastronômica clássica e sofisticada na cidade.
O grande desafio será a malha interna dos EUA

A Copa de 2026 terá dimensões continentais. E esse talvez seja o principal ponto que o agente de viagens e o torcedor brasileiro precisarão entender. Os EUA não operam como a Europa em termos de deslocamento ferroviário nacional. Boa parte das conexões entre cidades dependerá de voos domésticos.
Na prática, o profissional de Turismo precisará desenhar estratégias logísticas muito mais inteligentes do que em Mundiais anteriores. Entre Nova York e Filadélfia, por exemplo, o deslocamento ideal é ferroviário. A Amtrak conecta a Penn Station, em Manhattan, à 30th Street Station, na Filadélfia, em aproximadamente 1h30.
Já entre Filadélfia e Miami, a lógica muda completamente. O deslocamento terrestre deixa de fazer sentido operacionalmente. Nesse caso, o ideal para o agente brasileiro é trabalhar voos internos saindo do aeroporto da Filadélfia com chegada em Miami (MIA) ou Fort Lauderdale (FLL).
Outro fator importante envolve as low-cost americanas. Empresas como Spirit e Frontier podem parecer extremamente baratas no começo, mas cobram praticamente tudo à parte: bagagem de mão, mala despachada, marcação de assento e até prioridade de embarque. Com isso, muitas vezes faz mais sentido trabalhar companhias tradicionais americanas, que oferecem maior previsibilidade operacional.
Como chegar aos estádios na primeira fase?

Um dos erros mais comuns de turistas brasileiros nos Estados Unidos é imaginar que o acesso aos estádios acontecerá de carro ou aplicativo. Na Copa de 2026, isso será um problema.
Os perímetros de segurança montados ao redor das arenas serão enormes, com bloqueios viários e restrições severas de circulação. Em dias de jogo, o transporte público será, na prática, a única alternativa eficiente.
No MetLife Stadium, em Nova Jersey, por exemplo, o acesso oficial ocorre via NJ Transit. O torcedor precisará sair de Manhattan pela Penn Station, seguir até Secaucus Junction e fazer conexão com a Meadowlands Rail Line, linha especial que desembarca praticamente dentro do complexo esportivo.
Na Filadélfia, por sua vez, a operação tende a ser muito mais simples. O Lincoln Financial Field é integrado diretamente à Broad Street Line, principal linha de metrô da cidade. O desembarque acontece na NRG Station, a poucos minutos de caminhada dos portões.
Já Miami exigirá planejamento mais cuidadoso. O Hard Rock Stadium não possui conexão ferroviária direta. A expectativa é que a FIFA, a cidade e operadores locais reforcem sistemas de shuttle e Park & Ride partindo de áreas centrais e estações estratégicas. Nesse cenário, ganha força também o Brightline, trem de alta velocidade que conecta Miami, Fort Lauderdale, West Palm Beach e até mesmo Orlando.
Para o agente de viagens, isso significa uma mudança importante de postura: não basta vender o ingresso e o hotel. O cliente precisará receber instruções extremamente detalhadas sobre como chegar ao estádio, quanto tempo reservar e quais aplicativos baixar previamente.
O seguro viagem não é acessório

Neste mundial, o seguro viagem deixa de ser um produto complementar e passa a integrar o núcleo da operação. Nos Estados Unidos, não existe sistema público de saúde para turistas. Uma simples consulta médica pode custar centenas de dólares. Um atendimento emergencial, milhares.
Em um evento de longa duração, com deslocamentos constantes, exposição ao calor, multidões e voos internos frequentes, o risco operacional cresce significativamente. Segundo a Omint, neste caso, o seguro viagem vem sendo contratado cada vez mais cedo dentro da jornada de compra, muitas vezes junto com a emissão aérea e as reservas de hotel.
E existe outro ponto fundamental: proteção financeira. Uma viagem de Copa normalmente envolve investimento alto e pagamentos realizados com grande antecedência. O seguro passa a ser também uma ferramenta de proteção contra cancelamentos, perdas financeiras e interrupções inesperadas.
Na prática, o custo da assistência representa cerca de 2% do valor total de uma viagem de dez dias, um percentual considerado baixíssimo diante do nível de exposição financeira do passageiro no maior evento de futebol do planeta
Documentação é outro tema crítico

Outro ponto que deve gerar forte demanda consultiva envolve imigração e documentação. Brasileiros seguem precisando do visto americano B1/B2 válido para entrar nos Estados Unidos. Já passageiros que pretendem combinar jogos no Canadá precisarão observar as exigências do eTA canadense, enquanto o México já está com visto eletrônico em vigor e operando normalmente.
Além disso, é bom lembrar que a Copa do Mundo ocorrerá em pleno verão americano, período que tradicionalmente congestiona os aeroportos do país. O agente de viagens, neste caso, precisará orientar clientes sobre conexões longas, horários de imigração e aeroportos mais eficientes para entrada.
Também será fundamental alertar passageiros sobre regras alfandegárias americanas. Entradas com mais de US$ 10 mil em espécie precisam ser declaradas obrigatoriamente. Medicamentos de uso contínuo, por sua vez, devem estar acompanhados de receita médica, preferencialmente com tradução para o inglês.
Orientações gerais

A Copa de 2026 será praticamente integralmente digital. Com isso, ingressos funcionarão via aplicativos oficiais com QR Codes dinâmicos, impossibilitando prints e aumentando o controle antifraude. Isso cria uma camada de responsabilidade operacional totalmente nova para as agências de viagens.
O passageiro precisará embarcar com:
- celular compatível;
- aplicativos instalados;
- roaming ou eSIM configurado;
- meios de pagamento digitais ativos;
- bateria portátil (em caso de necessidade);
- autenticações funcionando.
Os próprios estádios americanos operam majoritariamente em sistema cashless. Ou seja, alimentação, lojas e estacionamentos normalmente não aceitam dinheiro físico, o que exige preparo prévio do viajante brasileiro, principalmente do público mais maduro.
O agente de viagens terá papel importante também na orientação comportamental. Nos Estados Unidos, por exemplo, os estádios seguem políticas rígidas de segurança, incluindo a famosa Clear Bag Policy, que restringe a entrada de bolsas tradicionais. Em muitos casos, apenas bolsas transparentes são permitidas.
Outro tema pouco conhecido por brasileiros envolve as leis de Open Container. Em grande parte das cidades americanas, portar bebidas alcoólicas abertas em vias públicas é proibido e pode gerar multa ou detenção.
Também será essencial reforçar cuidados contra golpes. Ingressos físicos, PDFs enviados por aplicativos de mensagem e vendas paralelas fora dos canais oficiais têm alto risco de fraude. A tendência é que a FIFA mantenha um sistema 100% digital de validação dinâmica dos bilhetes.
Nos aeroportos e saídas de estádios, outro problema recorrente são motoristas irregulares oferecendo corridas fora dos aplicativos ou filas oficiais. Neste caso, como é algo também recorrente em aeroportos brasileiros, os viajantes tendem a ficar mais espertos para não cair em golpes.
10 dicas essenciais para agentes de viagens e seus passageiros
- Oriente o passageiro a baixar todos os aplicativos antes do embarque - Grande parte da operação da Copa será digital. O cliente precisará do aplicativo oficial de ingressos da FIFA, apps de transporte público, companhias aéreas, mapas e plataformas de mobilidade urbana. O ideal é que tudo esteja instalado, logado e configurado ainda no Brasil, evitando problemas com autenticação internacional ou internet.
- Reforce que o ingresso será exclusivamente digital - Muitos viajantes ainda acreditam que poderão imprimir ingressos ou apresentar PDFs. Oriente o passageiro a nunca confiar em prints de tela ou documentos enviados por terceiros. Os acessos devem funcionar com QR Codes dinâmicos nos aplicativos oficiais, exigindo bateria, internet e celular funcional no momento da entrada.
- Faça o cliente entender que transporte público será prioridade - Em cidades como Nova York e Filadélfia, tentar chegar ao estádio de carro pode transformar uma experiência simples em horas de caos. Explique com antecedência quais linhas utilizar, quais aplicativos baixar e quanto tempo adicional considerar nos deslocamentos.
- Oriente sobre o funcionamento do sistema de saúde americano - Muitos brasileiros subestimam os custos médicos nos Estados Unidos. Explique claramente que uma simples emergência pode custar milhares de dólares e que o seguro viagem não é apenas recomendável - ele é parte fundamental da proteção financeira da viagem. Também vale orientar a salvar o telefone da seguradora no celular.
- Monte um “kit de emergência digital” para o passageiro - Uma prática altamente recomendada é pedir para o cliente salvar cópias digitais do passaporte, visto, seguro viagem, reservas e contatos importantes em nuvem e offline. Em casos de perda de celular, furto ou problemas migratórios, isso acelera muito qualquer suporte.
- Explique as diferenças culturais e legais dos EUA - O comportamento do turista brasileiro pode gerar problemas nos Estados Unidos sem que ele perceba. Oriente sobre consumo de álcool em vias públicas, regras de comportamento em estádios, necessidade de documento para compra de bebidas alcoólicas e tolerância zero para confusões em eventos esportivos.
- Prepare o passageiro para gastos maiores do que o imaginado - Durante grandes eventos, alimentação, transporte e hospedagem sofrem aumentos expressivos. Muitos clientes calculam apenas passagem e hotel, esquecendo custos operacionais do dia a dia. O ideal é sugerir uma reserva financeira para despesas extras, aplicativos, alimentação rápida e eventuais emergências.
- Oriente sobre golpes comuns durante o torneio - Grandes eventos atraem fraudes em escala global. Reforce que o passageiro não deve aceitar corridas de motoristas que abordam turistas em aeroportos, nem comprar ingressos de cambistas ou links recebidos via WhatsApp. Atenção redobrada com Wi-Fi público e cobranças em aplicativos também são dicas importantes.
- Ajude o cliente a planejar a rotina do dia do jogo - O torcedor costuma subestimar o tempo necessário para entrar nos estádios americanos. Recomende chegar com bastante antecedência, verificar políticas de bolsas transparentes, carregar power bank e usar roupas leves. Pequenos detalhes fazem enorme diferença em eventos com mais de 80 mil pessoas.
- Mantenha canais de suporte ativos durante toda a viagem - O passageiro da Copa do Mundo tende a buscar segurança emocional e suporte rápido. Mesmo quando a agência não opera plantão 24 horas, é importante estabelecer canais claros de contato para emergências, dúvidas operacionais ou problemas logísticos. O agente que acompanha o cliente durante a viagem fortalece relacionamento e aumenta significativamente as chances de fidelização futura.
Copa de 2026 deve aumentar fiscalização migratória nos EUA

A expectativa de receber cerca de 1,2 milhão de visitantes internacionais durante a Copa do Mundo de 2026 deve levar os EUA a reforçarem a fiscalização migratória, a segurança e o controle de fronteiras durante o torneio. Segundo a advogada especialista em imigração Ingrid Domingues-McConville, turistas brasileiros precisam ter atenção especial à documentação e à coerência entre o tipo de visto e o objetivo da viagem.
O reforço da presença de autoridades durante a Copa não significa mudanças nas leis migratórias, mas sim um ambiente de fiscalização mais intenso e visível. Turistas podem ser abordados em aeroportos, estações, fronteiras internas e eventos de grande porte.
É fundamental manter informações consistentes, portar documentos válidos e evitar qualquer situação que possa sugerir intenção de trabalho ilegal ou permanência irregular nos Estados Unidos.
Ingrid também lembra que estrangeiros possuem direitos durante abordagens migratórias, como permanecer em silêncio, solicitar um advogado e não assinar documentos sem compreendê-los. Ainda assim, ela reforça que brasileiros que viajam legalmente, respeitam as regras do visto e mantêm organização durante a viagem tendem a não enfrentar dificuldades relevantes durante o Mundial de 2026.