Conheça o novo Tivoli Maiorana Belém, aberto no final de 2025
É o terceiro hotel Tivoli no Brasil, depois do Mofarrej São Paulo e do Ecoresort Praia do Forte, na Bahia
BELÉM, Pará – A capital paraense passa a ocupar um novo lugar no mapa da hotelaria de alto padrão no Brasil com a abertura do Tivoli Maiorana Belém. Com atrativos turísticos consolidados, como gastronomia reconhecida internacionalmente, identidade cultural forte e localização estratégica na Amazônia, a cidade carece de opções de hospedagem no segmento.
O empreendimento, aberto há quatro meses, sinaliza um início de amadurecimento do destino para receber com conforto viajantes de maior poder aquisitivo, principalmente de negócios e eventos. A novidade da cena hoteleira na Região Norte também deixa Belém bem-posicionada como porta de entrada na Amazônia para viajantes a lazer no segmento de alto padrão.
Marca do grupo Minor Hotels, o terceiro Tivoli brasileiro (depois do Mofarrej São Paulo e do Ecoresort Praia do Forte, na Bahia) chega com arquitetura contemporânea, seguindo padrões internacionais, e estrutura pensada para além da hospedagem. Há diversas áreas para eventos e os restaurantes, mesmo no período de soft opening, já conquistam o público local.
O hotel foi inaugurado pouco antes da Cúpula de Líderes Mundiais, evento que antecedeu a COP 30, realizada em Belém, em novembro de 2025. Na época, uma força-tarefa do hotel paulistano foi deslocada para receber o príncipe William, um dos primeiros hóspedes do novo Tivoli. No fim de janeiro, foi a vez do Portal PANROTAS conferir a novidade.
Localização
É o ponto alto do Tivoli Maiorana Belém. O hotel encontra-se em frente ao Museu das Amazônias, aberto para a COP 30, e ao Armazém 4, inaugurado na mesma época. Dedicado exclusivamente à gastronomia, o novo galpão restaurado às margens da Baía de Guajará é uma extensão da Estação das Docas, um dos principais atrativos turísticos da capital paraense desde o início dos anos 2000.
O tradicional Mercado Ver-o-Peso, uma das maiores feiras da América Latina, está a dez minutos de caminhada. As atrações mais conhecidas da cidade ficam a curtas corridas de carro, e aplicativos de transporte funcionam bem. O Aeroporto Internacional de Belém se encontra a menos de 10 km de distância.
Arquitetura e design
O Tivoli está instalado no antigo endereço da Receita Federal, um prédio de 17 andares erguido no início da década de 1940 e desativado em 2012. O design contemporâneo minimalista acompanha um padrão internacional, sem ênfase em elementos tropicais ou grandes referências à Amazônia, tanto nas acomodações quanto nas áreas comuns. No amplo lobby com piso em mármore, um imenso lustre de cristal vindo da República Tcheca antecede os balcões de check-in e check-out e os três elevadores.
Foi um quarto desses que recebeu o príncipe William, porque as duas suítes presidenciais ainda não tinham sido inauguradas. As suítes executivas têm 76 m², sala e quarto separados, e banheira. As presidenciais oferecem 220 m² e um bonito piso em madeira (os quartos têm carpete).
O toque local aparece nas amenidades de boas-vindas e boa noite. Como chocolates da premiada Gaudens, biscoitos tradicionais da Monteiro Lopes ou um muiraquitã, pequeno amuleto amazônico de barro em forma de sapo, geralmente pintado de verde.
Comodidades
Nas acomodações, destaque para a confortável cama king-size, o bom chuveiro, vaporizador de roupas, roupão Trousseau, e máquina de café expresso e minibar abastecidos sob demanda. Nas áreas comuns, há piscina ao ar livre e uma pequena academia. Está prevista uma unidade do spa Anantara, marca da Minor Hotels.
Gastronomia
São três restaurantes, dois com nomes conhecidos do público paulistano: Seen e Must. No terraço, com área ao ar livre e DJ, o Seen tem sushi bar; bolinho de bacalhau e muçarela de búfala (paraense) entre as entradas; arroz de frutos do mar, bacalhau, e penne com camarão entre as opções de pratos principais.
É o restaurante que se mostra mais afiado nesta fase de soft opening, tanto no menu, assinado pelo chef português Olivier da Costa, quanto nos drinques clássicos, na música, no ambiente e no serviço geral. Não por acaso, a combinação de gastronomia e entretenimento, como em todos os Seen, agradou aos moradores da cidade e já é um sucesso de público, a partir do pôr do sol até tarde da noite.
Já o Must fica no primeiro andar, ao lado da área das piscinas. Serve bufê de café da manhã, com algumas poucas opções de pratos quentes que ainda precisam de ajustes. No bufê, há frutas frescas, sucos, queijos e frios, espumante, e sabores regionais, como pão com jambu ou tapioca e bolos e geleias de frutas, entre elas bacuri, cupuaçu e murici.
O menu à la carte do almoço, de cozinha internacional, ainda deve ser revisto, assim como a decoração e o serviço. Recentemente, o Must passou a servir feijoada aos sábados, programa que tem atraído o público local. Destaque para as bonitas panelas no estilo das cerâmicas marajoaras.
O terceiro restaurante, Itália Wine Bar, está em um salão contíguo ao lobby. Na decoração, chama a atenção outro lustre em cristais da República Tcheca, versão menor do que recepciona os hóspedes na entrada do hotel. Como o nome indica, a cozinha é de inspiração italiana. Mas, diferentemente do que possa sugerir, o local não é um bar de vinhos. No momento, não há nem carta de bebidas. É preciso ir até a adega para escolher uma garrafa. Há bons rótulos, ainda que com preços acima dos praticados em restaurantes de São Paulo e Rio.
Eventos
O principal espaço, o salão Alter do Chão, ocupa o 16º andar. Com vista panorâmica para a cidade, a Estação das Docas e a Baía de Guajará, pode receber até cerca de 500 pessoas. É possível realizar eventos menores nos restaurantes e nas suítes presidenciais.
A PANROTAS viajou a convite do Tivoli Maiorana Belém
