Fuja do óbvio em Alagoas: Flávio Louro dá roteiro que começa no Sertão e termina no mar
CEO da EHTL dá dicas de como aproveitar o Estado com tudo que oferece: cultura, gastronomia, praia e mais
Convido vocês a olhar para Alagoas de outra maneira: começar pelo Sertão e descer ao litoral, conhecendo história, cultura, natureza e gastronomia.
Para sete dias e seis noites, pensei em um roteiro que une Piranhas, os Cânions do São Francisco, uma passagem pela Ilha do Ferro, a Rota do Cangaço, Maceió e Jequiá da Praia. A viagem começa no Sertão e termina no mar. É justamente esse contraste que torna o percurso especial.
Piranhas, entre história e paisagem
Começamos por Piranhas, uma cidade que apresenta uma Alagoas diferente do litoral. O Centro Histórico tem arquitetura preservada e uma relação forte com o Rio São Francisco e com a história do cangaço.
Depois da chegada, a sugestão é caminhar pelo centro, visitar o Museu do Sertão e seguir ao Mirante Secular para o pôr do sol sobre o Velho Chico. Minha sugestão de hospedagem é o Pedra do Sino Hotel.
No segundo dia, vamos conhecer os Cânions do São Francisco. Não é apenas um passeio de barco, mas uma navegação pelo Velho Chico, cercada por paredões de pedra. O percurso inclui a Gruta do Talhado e pode ter uma parada para banho.
Para grupos pequenos, minha preferência é fazer o passeio de lancha, por proporcionar mais liberdade para aproveitar o trajeto. Depois, a ideia é almoçar e retornar a Piranhas, deixando o fim da tarde livre.
Uma passagem pela Ilha do Ferro
No terceiro dia, o roteiro passa pela Ilha do Ferro, no município de Pão de Açúcar, às margens do Rio São Francisco. É uma parada para conhecer os ateliês, os trabalhos em madeira e o bordado Boa Noite, antes de retornar a Piranhas. Para saber mais sobre a comunidade e seus artesãos, veja aqui.
Rota do Cangaço e chegada a Maceió
No quarto dia, continuamos pelo Sertão com a Rota do Cangaço. O passeio permite conhecer a história de Lampião, Maria Bonita e do cangaço no próprio cenário onde os acontecimentos ocorreram. Também navegamos pelo Rio São Francisco e fazemos a caminhada até a Grota de Angicos, em um programa que mistura história, natureza e Caatinga.
Depois do almoço em Piranhas, seguimos para Maceió. É um dia mais intenso por causa do deslocamento, mas importante para completar essa primeira parte da viagem. Na capital, sugiro ficar no Ritz Lagoa da Anta, caminhar por Ponta Verde e Pajuçara, conhecer a orla e jantar no Bodega do Sertão.
O litoral sul e Jequiá da Praia
Depois de quatro dias de Sertão, história, cultura e Rio São Francisco, mudamos de cenário. Podemos aproveitar a manhã em Maceió, almoçar e seguir para Jequiá da Praia, escolhida para terminar a viagem de forma tranquila.
Além das praias, a região tem rios, lagoas, dunas e manguezais. Para ficar mais próximo de Dunas de Marapé, uma opção é o Transamerica Dunas de Marapé.
O sexto dia é para não ter pressa. Podemos conhecer a Praia de Duas Barras, o Rio Jequiá, as dunas e os manguezais, além de ter tempo para o mar, o almoço e o descanso. Não quero que esse dia seja uma sequência de atrações, mas um momento para desacelerar e aproveitar o lugar.
No último dia, tomamos o café da manhã com calma e aproveitamos a manhã para um último banho de mar. Se o voo for mais tarde, ainda dá para ficar um pouco em Jequiá antes de seguir para o aeroporto.
Esta e outras experiências fazem parte do Guia de Férias PANROTAS 2027, que já está disponível em versão impressa e digital. Leia agora: