Fuja do óbvio em Belo Horizonte: os segredos da cidade que não se revela de primeira
Andrea Panisset dá dicas preciosas de como curtir a capital mineira, que reúne cultura e gastronomia
Belo Horizonte não é uma cidade que se revela de primeira. Seu charme não está apenas nos cartões-postais, na arquitetura modernista ou na fama de ter um bar em cada esquina. Está na maneira como combina tradição e reinvenção, na mesa que se prolonga por horas, nos bairros que preservam sua identidade e nos novos endereços que redesenham a experiência urbana.
Para quem já conhece grandes capitais, BH oferece a oportunidade de descobrir uma cidade que não precisa reproduzir modelos internacionais para ser sofisticada. Sua personalidade está na combinação entre a cozinha mineira e a criatividade contemporânea e entre a arquitetura de Niemeyer e as novas ocupações do Centro.
O Centro que voltou a ser destino
Durante muito tempo, o Centro foi visto como lugar de passagem. Hoje, empreendedores, chefs, artistas e produtores culturais devolvem vitalidade a edifícios e espaços históricos.
Mercado Novo: a cidade em movimento
Se o Mercado Central traduz uma parte essencial da tradição mineira, o Mercado Novo revela uma Belo Horizonte mais contemporânea e experimental.
O edifício, concebido na década de 1960 para funcionar como mercado municipal, ganhou nova vida com pequenos negócios, bares, restaurantes, produtores, ateliês e lojas. Seus corredores reúnem gastronomia, design, moda e música, em uma mistura de públicos que faz do espaço muito mais do que um mercado.
A melhor maneira de visitá-lo é sem pressa. Vale circular, observar os negócios, experimentar diferentes sabores e descobrir operações que dificilmente apareceriam em um roteiro convencional. É um lugar para começar no almoço e chegar ao fim da tarde.
Niemeyer visto de cima
O Terraço Niê representa bem essa transformação. Instalado no alto do P7, edifício projetado por Oscar Niemeyer na Praça Sete, combina gastronomia, coquetelaria, música e vista para o Centro.
A sugestão é chegar no fim da tarde, quando a luz muda e a região começa a ganhar outra atmosfera. Ficar para o início da noite faz parte do programa.
Patrimônio moderno em reinvenção
O Conjunto JK é outra obra de Niemeyer que merece atenção. Concebido como uma cidade vertical, com residências, comércio e serviços, faz parte da história arquitetônica de Belo Horizonte.
O Amazonas 1313 Bar & Arte reúne gastronomia, entretenimento e arte em uma região que passa por transformações.
Uma gastronomia que se reinventa
Belo Horizonte tem uma relação profunda com a comida, mas sua cena atual vai além dos pratos tradicionais. A nova cozinha mineira explora com liberdade ingredientes, produtores, queijos e técnicas, criando uma ponte entre memória e criatividade contemporânea.
Inhotim merece um capítulo à parte
Se houver tempo para estender a viagem, Inhotim merece um capítulo próprio. A cerca de uma hora e meia de Belo Horizonte, em Brumadinho, o instituto combina arte contemporânea, arquitetura, paisagismo e natureza.
Galerias e obras se espalham por uma grande área verde, fazendo com que a visita seja tão interessante pela paisagem quanto pela arte. A recomendação é não fazer um bate-volta corrido: reserve um dia inteiro e, se possível, inclua a hospedagem na Clara Arte, único hotel localizado dentro do Instituto Inhotim.
Em meio à natureza, o hotel aproxima hospitalidade, arte e paisagismo, com bangalôs e suítes, gastronomia, piscinas e spa. É uma forma de transformar a visita ao instituto em uma experiência de imersão.
Esta e outras experiências fazem parte do Guia de Férias PANROTAS 2027, que já está disponível em versão impressa e digital. Leia agora: