Fuja do óbvio em Tóquio: Chieko Aoki indica brechós, lojas e mercados que poucos conhecem
Presidente da Blue Tree Hotels faz roteiro diferenciado pela capital do Japão
Um Japão meio francês
Uma sugestão interessante é Kagurazaka, bairro tradicional japonês com uma presença francesa que aparece nos restaurantes, cafés e pâtisseries. Tem ruazinhas, lojas e muito charme. É um ótimo lugar para caminhar sem pressa e ir descobrindo uma Tóquio bem japonesa que, de repente, parece meio francesa.
Vintage para gente jovem
Shimokitazawa mostra um lado mais jovem da cidade, com lojas vintage, brechós, cafés, pequenos restaurantes, música, teatro e outros espaços culturais. Quando se fala em brechó, muita gente pensa apenas em coisas muito antigas. Ali, há muitos produtos voltados ao público jovem. É um passeio diferente do Japão mais tradicional.
O subsolo da Isetan
Em Shinjuku, vale conhecer a Isetan, uma das lojas de departamentos mais bonitas da cidade. Como acontece em muitas grandes lojas de departamentos japonesas, o subsolo tem um depachika, piso dedicado à alimentação. É uma profusão de comidas prontas, ingredientes frescos, doces e bebidas. Tem um balcão atrás do outro e muita gente compra ali o que vai levar para casa.
Shinjuku também ajuda a quebrar a impressão de que o Japão é apenas tradicional. É uma região muito jovem, movimentada, cheia de lojas e um pouco confusa.
A antiga Tokyu Hands
Outro endereço interessante é a Hands, antiga Tokyu Hands. Não vejo tantos estrangeiros por lá. É uma loja para quem gosta de procurar coisas diferentes: ferramentas, materiais para trabalhos manuais, objetos para a casa, malas e produtos que você nem sabia que existiam.
Se você procura um prego minúsculo ou alguma peça muito específica, vale tentar. Mesmo quando o produto não está à vista, o atendimento costuma ajudar na busca. Dá para entrar atrás de uma coisa e passar muito tempo descobrindo outras.
O mercado do pós-guerra
Para conhecer um lado menos organizado e mais popular de Tóquio, vá a Ameyoko, entre as estações Ueno e Okachimachi. O mercado se desenvolveu no pós-guerra e ficou conhecido pelo comércio de alimentos, roupas, cosméticos, doces e produtos japoneses e estrangeiros.
As lojas parecem de atacado, mas vendem normalmente ao consumidor. Há produtos frescos, mercadorias novas e preços mais baixos. É bem diferente das grandes lojas de departamentos e dos bairros mais arrumados.
Odaiba no fim da tarde
Odaiba vale especialmente ao entardecer. É um bom momento para caminhar pela baía, observar o pôr do sol e ver as luzes da cidade começarem a aparecer.
Uma extensão até Yokohama
Yokohama fica na Prefeitura de Kanagawa e integra a região metropolitana da Grande Tóquio. O porto foi aberto ao comércio exterior em 1859 e teve papel importante na entrada de influências estrangeiras no Japão. Por isso, a cidade tem uma presença ocidental muito visível e oferece um passeio diferente de Tóquio.
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