Natureza primitiva e exuberante: conheça as belezas exóticas da Namíbia
Jovem Namíbia, que completou 35 anos de independência em 2025, exibe uma natureza hipnotizante
No Sudoeste africano entre Angola e África do Sul, a jovem Namíbia, que completou 35 anos de independência em 2025, exibe uma natureza hipnotizante. Desertos de várias matizes, parques nacionais com paisagens deslumbrantes e animais selvagens – alvos de safáris –, costa extensa cheia de vida marinha que emenda com dunas altas de areia finíssima, o país recebe um sol implacável de dia e é abençoado com um céu estrelado fantástico à noite. Prepare-se… O bruto território namíbio, lapidado pela simpática e diversa população, vai te conquistar!
Lar de povos autóctones, o território da Namíbia, situado no Sudoeste africano, foi descoberto durante a expansão ultramarina portuguesa do século 15. O navegador lusitano Diogo Cão marcou a terra com um padrão em 1486. Objetivo: pleitear o lugar à Coroa Portuguesa, o que jamais ocorreu. Séculos se passaram e outras nações dominaram total ou parcialmente o lugar – Reino Unido, Países Baixos, Alemanha e África do Sul.
A independência da Namíbia veio em 1990, depois de 70 anos de administração da África do Sul. Esse país atendeu a um pedido da Liga das Nações – a entidade pré-ONU. Motivo: envolvida na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha encerrou em 1915 o protetorado que mantinha sobre o território namíbio desde 1884.
Com a herança dos períodos germânico e sul-africano e trabalhando há 35 anos como nação independente na somatória de iniciativas governamentais, privadas e do terceiro setor, a Namíbia conquistou um lugar privilegiado no turismo de natureza e vida selvagem na África.
Entre outros fatores, o país é beneficiado pelas belíssimas geografia, fauna e flora e pelo alto nível dos serviços turísticos – como transporte, parques nacionais ou concessionados, guias de Turismo e meios de hospedagem. Tudo isso alinhado com um fator crucial também para os brasileiros: a segurança. Andar pela Namíbia é de uma tranquilidade tamanha.
O país tem 825 mil quilômetros quadrados de área – basicamente desértica ou semi-árida graças ao talvez mais baixo índice pluviométrico do mundo –, e uma população de cerca de 3 milhões de habitantes. Portanto, detém uma das menores densidades demográficas do planeta. Windhoek, a capital, é a cidade mais populosa: perto dos 450 mil habitantes.
A seguir, destaco lugares que merecem, sim, ser visitados pelos fãs da natureza. Por causa do forte calor e sol implacável, de dia, é imprescindível levar protetor solar, boné e óculos de sol e abusar da água. À noite, talvez uma jaqueta seja a melhor pedida.
PARQUE NACIONAL NAMIB-NAUKLUFT: CENÁRIOS E CORES EXUBERANTES
Com uma área de 49.768 quilômetros quadrados, maior que o Estado do Espírito Santo (46 mil km²), e fundado pelos alemães em 1907, o Parque Nacional Namib-Naukluft é uma atração fantástica.
O atrativo fica dentro do Deserto da Namíbia – que acompanha toda a costa do país e avança, ao Norte, em Angola, e, ao Sul, na África do Sul. Apontado como o mais antigo do mundo, foi formado entre 55 milhões e 80 milhões de anos atrás.
O parque assegura paisagens múltiplas, com lindas montanhas de pedra isoladas ou agrupadas, e com uma paleta de cores para deixar qualquer um encantado. Observei desde o cáqui, passando pelo ocre até o laranja-ferrugem. Tudo mais intenso ou não, de acordo com a intensidade da luz solar.
No Namib-Naukluft, caminhei numa área e observei outra, respectivamente, Sossusvlei e Deadvlei. Ambas, porém, parecem ter me transportado para uma Terra de milhares de anos atrás.
Lago seco com superfície de sal e argila, Sossusvlei é cercado de dunas altas, que fazem a alegria de muitos turistas com disposição de andar na areia. A maior recebe o nome de Big Daddy. Tem 325 metros de altura e é uma das maiores do país.
Quase todo “abraçado” pelas dunas de Sossusvlei, Deadvlei é uma paisagem totalmente diferente pela presença de dezenas de árvores mortas, de cor preta e fossilizadas.
Deadvlei vem da junção de duas palavras de duas línguas diferentes, porém primas na família dos idiomas anglo-saxônicos: dead, do inglês morte, e vlei, do africâner pântano ou lago entre dunas; língua originária do neerlandês trazido pelos colonizadores dos Países Baixos no século 17 no que é hoje a África do Sul e, posteriormente, com seus descendentes, no território da atual Namíbia.
Inglês é a língua oficial da Namíbia desde a independência. Entretanto, o africâner é amplamente falado pela população, assim como idiomas autóctones.
Caminhei toda a área da Deadvlei sob um sol escaldante. Assim como acontece comigo quando olho as nuvens, aconteceu com as árvores mortas e retorcidas do lugar: batia os olhos e começava a “viajar”, vendo formas de animais e outras coisas.
Passear por Deadvlei fez-me recordar do artista plástico e ambientalista judeu-polonês naturalizado brasileiro, Frans Krajcberg (1921-2017). Motivo: é notória a similaridade dos troncos namíbios com as obras que ele produziu no Brasil, em seu ateliê em Nova Viçosa (BA), utilizando troncos de madeira oriundos de queimadas para denunciar e protestar contra os crimes ecológicos.
Ainda no Parque Nacional Namib-Naukluft, visitei um pequeno trecho do Cânion de Sesriem. Formado pelo efêmero rio Tsauchab, a falha tem cerca de um quilômetro de extensão. Em relação à profundidade, há trechos com até 30 metros.
Interessante a presença de lindas pedras pretas ou azuis, dependendo da luz do sol, incrustadas na rocha do lugar.
ALGAZARRA DOS ANIMAIS E O ENCONTRO DO DESERTO COM O MAR
Praticamente no meio da costa namíbia, Swakopmund, cidade fundada pelos colonizadores alemães em 1892, ainda guarda daquela época traços na arquitetura, nas placas de ruas e lojas e na gastronomia – com pratos germânicos fartos e saborosos como os servidos na Alemanha –, além de muitos falantes de alemão.
Swakopmund foi ponto de partida para um instigante roteiro. A jornada começou em Walvis Bay, distante 30 quilômetros ao Sul. É o nome do município e da baía natural, formada por uma península de areia. O local alberga um porto, que recebe navios de cruzeiros e de carga.
O abre-alas foi um passeio de catamarã nota dez. Durante algo como duas horas ou mais, a embarcação navegou pela baía de água tranquila, com milhares de águas-vivas rosas e roxas, e chegou próximo da península de areia. Uma bióloga descrevia em inglês o comportamento dos vários animais.
Observei pequenas baleias. Ao subirem à superfície para respirar, exibiam as caudas numa coreografia delicada. Por outro lado, só pode ser, pelo cheiro bastante forte, aproveitavam para liberar as flatulências.
Acostumados com os barcos e as pessoas, uma foca e dois pelicanos invadiram o catamarã. Pudera… Ganharam peixes da tripulação e, na mais ampla parceria ganha-ganha, deixaram ser modelos de vídeos e fotografias dos turistas. Tocar os animais é proibido.
Na península, a colônia de centenas de focas dominava a praia. Vi exemplares brigando, um provocando o outro, tirando uma soneca e brincando – inclusive dentro d´água, onde são super ágeis, ao contrário sobre a terra, bem desengonçadas.
O que me chamou a atenção foi o som das focas, aliás faziam uma verdadeira algazarra. Meus ouvidos reconheceram, por incrível que pareça, uma mistura do grasnar dos patos e do balido das cabras e dos carneiros.
O momento mais poético na península, no entanto, foi a fila dos cormorões para o começo da decolagem na praia. As aves, uma de cada vez ou duas ou três juntas, por instinto, abriam e batiam as asas em velocidade até deixarem a superfície da água e voar.
Depois do passeio de catamarã, em carros 4x4 com motoristas super profissionais, o tour passou pela Laguna dos Flamingos e pelas salinas. Na laguna, parte das elegantes aves tem a coloração rosada, porém não intensa; parte tem as penas brancas e pretas.
Nas salinas, o mineral produzido pela evaporação, em enormes tanques, é exportado. Deu para andar por cima do sal, ainda úmido, e ver bonitos cristais.
Quilômetros à frente, o motorista entra com o carro no Sandwich Harbour: área inóspita e protegida, que integra o Parque Nacional Namib-Naukluft.
A partir daí, o carro segue pela “estrada” que atravessa a areia do deserto e da praia. Depois, com a formação das dunas e sem GPS, Google Maps ou Waze, o experiente motorista iniciou um trajeto com aventura – sem radicalismos.
Como ele sabe as manhas – e as manhãs – do caminho até o local da parada? Treino, intuição?
O motorista desligou o veículo no alto de uma duna de areias finíssimas. De lá foi possível ver um dos cartões-postais da Namíbia: o encontro do mar com o deserto. Cena da natureza mais pura e bruta possível. Formidável.
A VIDA NA FERRUGEM E A BELEZA DOS MICRO-ORGANISMOS
Ainda no litoral, o Skeleton Coast National Park (Parque Nacional da Costa dos Esqueletos) atrai pelos ossos e pelas sucatas.
O parque foi aberto em 1971, na época da administração sul-africana do futuro território da Namíbia. Possui uma área de 16.845 km², ou seja, equivalente a 11 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Na viagem, indo para o interior do país, o ônibus passou apenas por alguns poucos quilômetros dentro do Skeleton. Na entrada do mesmo vi ossos de baleia.
Mais à frente, observei um antigo navio encalhado próximo da praia. Parece estar lá há muitos anos, todo enferrujado. No entanto, o metal em decomposição exibe um novo nome e uma nova função: virou um criatório de dezenas, talvez centenas, de aves marinhas. A natureza é sábia.
A uma curta distância, cada vez mais longe do litoral, o ônibus parou novamente. Desta vez foi para observar micro-organismos, como líquens e fungos, que crescem na superfície de pedras e pedrinhas.
Olha a seriedade e o compromisso do parque: tamanho não é documento; mesmo pequeninos, a área onde se distribuem é delimitada e segue regras de manejo.
Peguei algumas pedrinhas nas mãos. De fato, as estruturas são belas e têm de várias cores.
PARQUE NACIONAL ETOSHA E O CAMAROTE EXCLUSIVO
Um dos mais icônicos parques nacionais africanos e riquíssimo em fauna e flora, o Etosha é orgulho dos namíbios.
Fundado durante o Protetorado Alemão, em 1907, o Parque Nacional Etosha possui área de 22,9 mil km² – maior que o Estado de Sergipe, com 21,9 mil km². Tem mais de 800 espécies de plantas, 400 de aves, 90 de mamíferos, 70 de répteis, 20 de anfíbios e quantidade imensa de insetos.
Dentro desse território, há uma salina com superfície de cerca de 4,7 mil km² – equivalente a quase quatro vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.
Tudo é superlativo no Etosha, inclusive no quesito observação a partir do excepcional safári que dá para fazer lá. Seja feito em carros ou ônibus – no meu caso –, basta ficar atento aos alertas do guia de turismo e, ao lembrar das aulas de biologia ou dos documentários na televisão, identificar por si mesmo os animais. A natureza garante.
Meu safári no Etosha levou uma manhã inteira. As estradas são de terra batida e a sinalização bem discreta.
Interessante ainda foi ver como a vegetação muda radicalmente. Passei por lugares extremamente verdes com arbustos e árvores e outros, com somente as gramíneas douradas dominando a vista até a linha do horizonte.
Ao término da fantástica experiência, minha lista de bichos vistos incluiu uma família leonina (leão, leoa e quatro filhotes), zebras, gnus, avestruzes, mangustos, galinhas d´angola – com o pescoço de um intenso e belíssimo azul – um chacal, rinocerontes, girafas, facoceros e algumas espécies de antílopes.
Entre estes últimos, vi o elegante orix. Antílope de grande porte e cuja carne é apreciada na mesa namíbia, o animal parece usar dois pares de meias longas. A espécie está presente no brasão de armas da nação.
O antílope cabra-de-leque é figura fácil de se ver no Etosha e em praticamente qualquer outro parque nacional e nas reservas. Visto pela primeira vez, ok. Depois, de tanto ver o animal bastante apreciado pelos grandes felinos, virou “carne de vaca”.
E os elefantes? Sim, os vi também e de duas maneiras completamente distintas: uma, convencional, através da janela do ônibus; e outra, digamos, prazerosa.
O hotel Etosha King Nehale, que fica pertinho do Portão King Nehale Lya Mpingana, o mais novo aberto no parque (2020), mantém uma estrutura singular para observação de animais dentro do Parque Nacional Etosha.
Distante uma hora da hospedagem, a edificação tem autorização governamental e é monitorada por câmeras de segurança.
A localização é estratégica: fica a 100 metros de distância, da borda mais próxima, de uma lagoa rasa onde várias espécies de bichos vêm beber água e se refrescar.
Sentado numa banqueta em frente ao balcão com janelões abertos desse verdadeiro camarote confortável, vi elefantes bebês e adultos, que têm 3 metros de altura e peso de 6 toneladas. Todos fizeram a coreografia com a tromba para beber e lançar água no dorso com o objetivo de amenizar o efeito do forte calor.
Entre uma sequência de fotos e outra, comi petiscos e bebi cerveja namíbia bem gelada.
Todos esses mimos, além de banheiros, só podem ser desfrutados exclusivamente por hóspedes do hotel Etosha King Nehale, membro da Gondwana Collection. O serviço é pago à parte. De fato, a experiência foi agradável.
O nome do referido portão e do hotel lembra um dos heróis nacionais do país: Nehale Lya Mpingana (1850-1908), rei do povo Ondonga e uma das lideranças da resistência contra a colonização alemã.
MÍMICA NO CONTATO COM O POVO HIMBA
A visita a uma aldeia do povo Himba, cuja população de até 60 mil pessoas vive de forma semi-nômade entre o Norte da Namíbia e o Sul de Angola, foi uma intensa experiência antropológica e etnográfica. O acampamento dista pouco dos limites do Parque Nacional Etosha.
Os Himba são negros e bastante vaidosos, sobretudo as mulheres, e só falam o seu idioma. Elas fabricam e usam vários adereços, perfumes e outros produtos 100% naturais.
Estava num grupo atendido pela guia Melody, fluente no idioma Himba e inglês. Após sua sugestão, como pedindo ainda um tipo de autorização para conhecer a área deles, cumprimentei os dois chefes da aldeia, um mais velho e um mais novo. Ambos estavam cercados por crianças, todos sentados na sombra de uma árvore.
Após conhecer a aldeia, com ocas bem pequenas, Melody traduziu como as mulheres cuidam dos cabelos, fazem seus adereços e outras atividades do cotidiano.
Na interação que tive com os locais, a mímica é a “língua-franca”. Quando fiquei entre duas adultas para sair na foto, um fato engraçado ocorreu.
Uma das moças, a mais velha, apontou com o dedo indicador para minha barriga e, na boca, exibiu um sorriso contido. Pelo gesto e pela expressão facial, entendi tudo: “Tá gordinho, hein? Precisa perder peso”. Ela estava com a razão.
A feira de artesanato marcou o fim da interação. A visita valeu demais e custou o equivalente a US$ 15.
Por tudo isso e muito mais, voltei fã da Namíbia.
Viagem a convite da Flot Viagens, voando South African Airways (SAA) com seguro de viagem GTA.
País recebe famtour da Flot
A Namíbia, pela primeira vez, foi o destino de um famtour da Flot Viagens realizado entre 17 e 29 de novembro de 2025. A viagem contou com apoio da South African Airways (SAA) e GTA. Localmente a Gondwana, receptivo da operadora, apoiou com o transporte, os guias de turismo, passeios e hotéis.
Liderado pelo diretor da operadora, Eduardo Barbosa, o fam teve a participação de 11 agentes de viagens de quatro Estados – São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Confira: Luiz Augusto Zaroni, da Zaroni Turismo; Ézio A. de Souza Júnior, da Tastur; Fernando Araújo, da Destaque Tur; Joaquim de Carvalho, da Creta Turismo; Paola Karam, da Ask 1 Tur; Danielle Turchet, do Atelier de Roteiros; Andrea Nakada, da Andy Tour; Silvana Lima, da Green Planet; Ana Emília Meireles, da JC Travel; Gislaine da Costa, da Travel Time; e Carla Magalhães, da Outback Tur.
Após realizar uma dinâmica agenda por algumas regiões do país, que incluiu visitas a atrações em terra e no mar, safáris e site inspections, Barbosa entregou o Troféu Guru aos agentes – de especialistas no destino africano. (C.S.)
Gondwana Collection reúne excelentes hotéis e lodges
Grupo privado namíbio, a Gondwana Collection soma mais de 20 propriedades em todo o país.
Há hotéis, lodges e campings. Juntos, os meios de hospedagem oferecem 50 opções de acomodação – desde as mais luxuosas e exclusivas até opções rústicas.
O grupo do famtour da Flot hospedou-se em unidades da Gondwana Collection. A infraestrutura, o serviço, os apartamentos e a gastronomia, tanto nas unidades de cidade quanto de interior, foram excelentes. Cada um com uma “cara” e atmosfera únicas. (C.S.)
Carne de animais selvagens está na mesa
Na culinária namíbia, relativamente apimentada, a carne de animais selvagens está presente.
É comum ver nos menus de restaurantes e hotéis pratos ou seções acompanhados da palavra game ou wild – ambas denotam que são espécies selvagens.
Carnes bovina, suína, ovina ou de frango, respectivamente, são grafadas em inglês – beef, pork, lamb e chicken.
As carnes de animais selvagens mais encontradas, inclusive nos mercados, vêm de antílopes como kudu, orix e cabra-de-leque.
O abate dessas e outras espécies, como a zebra, é rigorosamente regulamentado pelas autoridades governamentais. A procedência vem de fazendas ou áreas de conservação, jamais de parques nacionais. Portanto, a carne de caça consumida por habitantes e turistas é legal.
Provei um lombo do antílope kudu no Joe´s Beerhouse, na capital namíbia, Windhoek, logo na primeira noite. Como acompanhamentos vieram spätzle, massa de origem alemã, e molho de cogumelos.
A carne era vermelha de um tom escuro e bastante fibrosa. O sabor estava bom. Entretanto, meu sistema digestivo parece que não a aprovou. Constatei logo no dia seguinte.
Ainda que a reação do organismo ao consumir carnes de caça varia de pessoa para pessoa, recomendo, sim, provar um corte pelo menos uma vez. (C.S.)
Fazenda de crocodilos-do-nilo vale visita
A Otjiwarongo Crocodile Farm, em Otjiwarongo, distante cerca de 250 quilômetros ao Norte da capital namíbia, Windhoek, é uma fazenda privada de crocodilos-do-nilo.
Desde 1985, quando foi fundada por alemães, a propriedade cria os ferozes répteis para vender a carne e o couro – matéria-prima que vira elegantes sapatos, cintos, bolsas e carteiras. O local é aberto à visitação, e o ingresso custa cerca de US$ 8.
Na visita, o excelente guia local, August, deu um show ao apresentar o crocodilo-do-nilo com números e informações comportamentais. O réptil pode alcançar até sete metros de comprimento e pesar até 1,2 tonelada.
Os pontos-altos da visitação foram ver o macho mais velho tomando sol, com parte do corpo imersa no lago, e segurar com o auxílio do guia, sem machucar, filhotes com as mãos. (C.S.)
Rhino Tracking é safári mezzo de carro e mezzo a pé
Atividade desenvolvida pela Torra Conservancy, fundada em 1996, o Rhino Tracking é um safári feito de carro e a pé. O objetivo é observar os rinocerontes-negros, que estão na lista de animais em extinção.
Para um safári bem sucedido e, sobretudo seguro, segui as orientações de não usar perfume, desodorante e roupas nas cores amarelo e vermelho. Motivo: os animais podem atacar ou fugir.
O grupo do qual fazia parte avistou rinocerontes-negros em duas ocasiões: na primeira, com um e, na seguida, com dois. Os alertas partiram dos experientes guias da Torra – Pelé e Joel. Com o ok deles, as pessoas desciam do veículo e iniciavam uma curta caminhada.
Por uma questão de segurança, a observação ocorreu a pelo menos 200 metros dos animais. Pôde parecer longe, mas vi claramente os ferozes e pesados rinocerontes.
Os animais sabiam que estavam sendo observados e voltaram os olhares para os visitantes como quem diz: “Ver, pode e de longe. Depois, vaza!”
Gostei da experiência por estar no solo de uma reserva e, portanto, no mesmo nível dos animais – com segurança. (C.S.)

