Porto Rico em quatro palavras: gastronomia, natureza, rum e compras
Top Sellers da Orinter de 2025 reuniu agentes de viagens campeões de vendas no destino caribenho
SAN JUAN, PORTO RICO - O lado B do Caribe. Não espere por resorts all inclusive e um Turismo de praia. Porto Rico é outra coisa: é a gastronomia, natureza, rum e compras.
Uma ilha, parte dos Estados Unidos, que oferece uma história rica, com muitas similaridades com o Brasil: colonização, heranças europeias e africanas, principalmente na gastronomia, hospitalidade e calor latino.
"Temos uma herança colonial e espanhola ainda muito enraizadas. Estamos familiarizados com a Espanha e isso traz uma proximidade cultural ao Brasil, principalmente com laços portugueses que estão próximos dos espanhóis. Essa "coincidência" de culturas fez com que brasileiros visitassem demais Porto Rico, impulsionados pelo efeito Bad Bunny e pela língua que é tão próxima", disse Francisco Blanch, diretor sênior de Vendas de Lazer do Discover Puerto Rico.
Viejo San Juan
Antes de 1493 - e portanto antes da chegada dos espanhóis - os taínos (principal povo indígena das Grandes Antilhas e das Bahamas) alimentavam-se de peixes, mariscos, milho, mandioca, batata-doce, yautias, feijões e frutas tropicais. Eles conservavam alimentos com sal e defumação (barbacoa) e consumiam casabe, pão feito de mandioca.
Em 1508, os espanhóis fizeram seu primeiro assentamento, em Caparra, posteriormente transferido para San Juan. No século XVI, a gastronomia de Porto Rico ganhou os alimentos europeus e africanos. Na alimentação, os espanhóis introduziram arroz, azeite de oliva, bacalhau, porcos, gado e galinhas. O bacalhau tornou-se popular por ser barato, salgado e fácil de conservar.
Já os africanos trouxeram alimentos que se adaptaram facilmente ao clima tropical, incluindo banana-da-terra, malanga, óleo de palma e coco. O grande destaque fica com a banana-da-terra, que tornou-se um dos alimentos mais importantes da colônia.
Em 1549, o coco foi de fato introduzido a alimentação pelo português Diego Lorenzo. O coqueiro espalhou-se por todo o arquipélago e passou a ser utilizado na gastronomia e na fabricação de cordas.
É essa a história que o tour gastronômico pela Viejo San Juan conta. Operado pela Spoon, o tour passa por pontos turísticos e os combina com a culinária local. Geralmente, são quatro paradas, apresentando pratos típicos como o Mofongo.
El Yunque
O monte El Yunque funciona como uma barreira para tempestades em todo o Caribe. Os taínos observaram como os ventos mudavam de direção ao tocar a montanha, e uma crença se espalhou pelo povoado: Guabancex era uma deusa maligna conhecida como a Senhora dos Ventos. Ela criou o espírito Juracán, os ventos destrutivos que espalhavam caos e destruição por onde passavam.
Yokahú, o deus da bondade, era o protetor da ilha. Ele vigiava Juracán e lutava contra ele em El Yunque para salvar a ilha de suas forças destrutivas. É de Juracán que deriva a palavra “furacão”, a tempestade devastadora que ainda hoje afeta a região caribenha.
De El Yunque, Yokahú continua protegendo Porto Rico e seu povo. Uma torre de observação, no topo do parque, leva seu nome, com uma vista 360 graus do El Yunque National Forest.
Casa Bacardi
A Bacardí é uma empresa familiar e porto-riquenha de 164 anos de história. Em um tour, é possível conhecer um pouco da trajetória da empresa e do seu famoso rum. A bebida se tornou um dos símbolos de Porto Rico e é de lá que 70% do rum consumido nos Estados Unidos é produzido.
Na Casa Bacardí, é possível participar de uma aula de mixologia para preparar. Na ocasião, Mojitos e Daiquiris, drinks clássicos que ganharam o mundo, mas que começaram sua história em terras caribenhas: O Mojito em Porto Rico e o Daiquiri em Cuba.
Compras
A mistura cultural do destino pode até fazer com que o turista esqueça, mas Porto Rico é parte dos Estados Unidos, por isso, a moeda oficial é o dólar e as ruas estão cheias das lojas e restaurantes famosos.
Por isso, as compras também são um diferencial da ilha, que salta aos olhos, principalmente, dos brasileiros.
E vale vender?
A viagem dos Top Sellers da Orinter de 2025 foi para Porto Rico. Os agentes de viagens puderam conhecer todas as experiências acima e colocar na prateleira mais opção de destino. “A viagem dos Top Sellers é feita para levar o agente de viagens a ter novas descobertas e assim novos produtos para ofertar aos seus clientes”, aponta Jorge Souza, diretor de Marketing da Orinter.
Até pouco tempo atrás, Porto Rico não estava entre os principais destinos na mente do consumidor. Nosso principal objetivo é aumentar o mind share do país junto ao mercado consumidor, e temos certeza de que os agentes que participaram dessa viagem vão produzir mídia, divulgar o destino e colocá-lo na prateleira como uma opção de primeira linha para os passageiros"
Roberto Sanches, diretor da operadora
A estratégia parece ter dado certo. O que se ouviu dos agentes durante e pós viagem é que Porto Rico é um destino com muito potencial no mercado brasileiro. “Pudemos conhecer Porto Rico de maneira riquíssima. É um destino verdadeiramente encantador, e a viagem nos ajuda a vender com muito mais segurança”, aponta Thagylla Fonseca, da Alpce Viagens.
Para Juliana Giequelin, da Gadotti Viagens, por exemplo, Porto Rico superou as expectativas, por ser um destino cheio de cultura, muito limpo, colorido, divertido e onde respeitam a natureza com sabedoria. “A viagem foi bem planejada e é importante para conhecermos o destino a fundo, passamos a ter noção de tempo e espaço, nos tira da zona de conforto. As programações diferentes nos permite explorar da melhor forma um destino que muitas vezes não venderíamos”.
A PANROTAS viajou a convite da Orinter.