Como será a CVC Corp pós-pandemia? CEO detalha os planos

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Há três semanas comandando de casa o maior grupo de distribuição de Viagens e Turismo do País, o executivo Leonel Andrade falou ao Portal PANROTAS sobre o que o mercado e os colaboradores podem esperar da CVC Corp no curto e no longo prazo. Sua estratégia do negócio somou-se àquela necessária para enfrentar a crise causada pela pandemia (e as tendências e mudanças ditadas por ela) e vem aí uma nova CVC Corp.

“A nova CVC virá de uma evolução dos negócios e não de uma revolução. Posso garantir isso”, adiantou. “Somos uma empresa com 48 anos, incorporamos outras marcas nesse caminho, e pensamos a longo prazo. Não vai haver uma revolução (após a pandemia), mas sim evolução”, garante.

A entrevista completa será publicada amanhã, na Revista PANROTAS e em vídeo no Portal PANROTAS, mas confira a seguir alguns destaques da conversa com Leonel Andrade, que já presidiu sete empresas, a última delas o Smiles.

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Leonel Andrade
Leonel Andrade

CVC MAIS ENXUTA?

O presidente da CVC Corp afirmou que não há planos de demissão. Mas quer chegar daqui a cinco anos com os mesmos 4 mil funcionários atuais. “Queremos estar três vezes maiores sem termos de ter três vezes mais funcionários”, afirmou, elogiando o comprometimento dos colaboradores no momento do anúncio do corte de jornada e salário por conta da crise da covid-19. “Todos comprometidos com esse projeto de longo prazo”.

MENOS MARCAS?
De acordo com ele, sim. Mas nada com martelo batido ainda. Segundo Andrade, hoje há algumas marcas fazendo a mesma coisa e isso será resolvido depois de estudos profundos, nada de imediato, sem análises. Também integração de sistemas e canais e implantação de novos sistemas, que atendam à necessidade de agilidade e flexibilização, além de um novo plano de internacionalização estão no radar, mas, de novo, nada no curto prazo. “Para mudarmos nosso core system leva três anos. E a internacionalização precisa ser avaliada ainda”, disse.

PROFISSIONAIS INDEPENDENTES
Leonel Andrade disse que uma das grandes fortalezas da CVC é sua capilaridade via mais de 1,4 mil lojas e de milhares de agentes de viagens independentes. E que isso não inviabiliza ou atrapalha o plano de tornar a empresa mais digital. “Basta ver o que o Magazine Luiza fez. Esse é o modelo. Um canal se beneficia do outro”, garante.

“Nessa crise, ganhamos em reputação e tivemos uma vantagem competitiva com nossas lojas. O dono conhece os clientes. Fretamos avião para trazer viajantes do Exterior. Monitoramos todos. É importante ter um profissional te ajudando nessas horas, mas isso não impede que nossa rede de agências seja mais digital”.

Mas ele sabe que, depois da crise, franqueados e agentes de viagens independentes podem ver que não precisam necessariamente ter uma loja física. E a CVC Corp já está preparando uma plataforma em que esses profissionais consigam manter o relacionamento com os clientes e o acesso à estrutura e contratos da CVC, sem precisar estarem em uma loja. O home office é tendência mundial e a crise deve acelerar isso no Brasil.


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Andrade já com a camisa da CVC Corp. Ele ainda não conheceu os funcionários pessoalmente, mas já fez reunião virtual com mais de 100 lideranças e se apresentou para mais de três mil colaboradores
Andrade já com a camisa da CVC Corp. Ele ainda não conheceu os funcionários pessoalmente, mas já fez reunião virtual com mais de 100 lideranças e se apresentou para mais de três mil colaboradores
RETOMADA

Definindo-se como conservador, Leonel Andrade acredita que o doméstico e o corporativo voltam este ano ainda, com o primeiro mais acelerado no último trimestre, e o segundo com mais lentidão, pois as pessoas mudaram seus hábitos. Mas um movimento igual ao de 2019, por exemplo, ele só vê em 2023. Isso mesmo, daqui a três anos.

E quando fala em doméstico, ele aposta no Nordeste e em destinos ao ar livre. Primeiro, perto de casa, depois, mais distantes. A CVC já está se preparando para isso, negociando com fornecedores e preparando uma campanha. "Vamos voltar a comprar bem (para essa retomada) e o mercado espera isso", disse.

Na entrevista ele abordou ainda questões como a caminhada da empresa durante a crise, o relacionamento com clientes e fornecedores nesse momento de tensão mundial, as apostas no luxo e em sustentabilidade, nesse último caso com foco na educação, questões financeiras, como o plano de capitalização divulgado hoje visando ao longo prazo ou a saúde financeira dos franqueados, e ainda as medidas do governo neste momento, além das lições que a crise e decisões do passado estão gerando no grupo.

Amanhã, a íntegra na Revista e no Portal PANROTAS.
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