Nova lei na Flórida proíbe gastos com diversidade, incluindo Parada do Orgulho em Miami
Prefeitura de Miami Beach acelera liberação de recursos para Prime e Câmara LGBT antes das novas regras

Miami Beach tem uma Parada do Orgulho há 18 anos. Em 2026, a prefeitura participou ativamente do encontro, com o próprio prefeito, Steven Meiner, presente, e um financiamento que viabilizou a Pride. Mas uma lei instaurada no estado da Flórida pode proibir que governos locais gastem com programas que promovam diversidade, equidade e inclusão.
A Senate Bill 1134 deve entrar em vigor no dia 1º de janeiro e é uma lei abrangente, restringindo também que os governos permitam que recursos provenientes de impostos sejam gastos na promoção de diversidade ou inclusão.
No final de setembro, Meiner e a Comissão da Cidade votaram por unanimidade para acelerar a liberação de recursos para a Pride e para a Câmara de Comércio LGBTQ local, além de outras despesas, antes de as regras entrem em vigor.
Vários participantes da reunião disseram esperar que a ofensiva do Estado seja temporária, com uma contestação judicial eventualmente derrubando ou enfraquecendo as restrições de financiamento. Mas, enquanto a lei permanecer em vigor, apoiadores da Pride esperam perder o governo de Miami Beach como parceiro de destaque do evento.
A Flórida ainda não divulgou regras sobre como os governos locais devem cumprir as novas normas anti diversidade, mas movimentos já começam a ser observados.
No início do último mês, Miami-Dade começou a encerrar conselhos consultivos voluntários que representam moradores negros, hispânicos e LGBTQ, além da Comissão da Mulher do condado. Em North Miami, a cidade não pretende financiar a celebração anual do Mês da Herança Haitiana.
Com informações do Miami Herald.