Karina Cedeño   |   03/08/2026 16:18
Atualizada em 03/08/2026 16:46

Brasil é o quinto maior emissor internacional de turistas para Nova York; veja novidades do destino

684 mil brasileiros estiveram na Big Apple em 2025, segundo a New York City Tourism + Conventions

PANROTAS / Karina Cedeño
Osmar Maduro, da Interamerican Network, Britt Hijkoop, Makiko Matsuda, Julie Coker e Tiffany Towsend, da New York City Tourism + Conventions, Danielle Roman e Karen Abreu, da Interamerican Network
Osmar Maduro, da Interamerican Network, Britt Hijkoop, Makiko Matsuda, Julie Coker e Tiffany Towsend, da New York City Tourism + Conventions, Danielle Roman e Karen Abreu, da Interamerican Network

O Brasil é, atualmente, o quinto maior mercado emissor internacional de turistas para Nova York, com 684 mil visitantes na Big Apple em 2025, e tem potencial para muito mais. Os dados foram apresentados hoje (3), durante evento realizado pela New York City Tourism + Conventions em São Paulo.

"Embora tenhamos registrado uma pequena queda no mercado brasileiro em 2025 em comparação com 2024, voltamos ao patamar de 684 mil visitantes. Em 2024, esse número havia sido de aproximadamente 686 mil. Ainda estamos abaixo dos níveis de 2019, mas o que realmente observamos é a evolução ano após ano"

Julie Coker, presidente e CEO da New York City Tourism + Conventions

A cidade norte-americana recebeu 65 milhões de visitantes no ano passado. Desse total, 12,5 milhões eram turistas internacionais. "Seguimos cautelosamente otimistas para 2026. Nossa expectativa é receber 65,4 milhões de visitantes neste ano, um crescimento de 0,7%. Desse total, 12,8 milhões deverão ser internacionais, representando um aumento de cerca de 1,8% em relação ao ano anterior", conta Julie.

O destino espera crescimento em todos os seus dez principais mercados internacionais ao longo deste ano. No Brasil, o Turismo da cidade de Nova York é representado pela Interamerican Network.

Perfil do brasileiro que visita Nova York

Pixabay
Times Square, em Nova York
Times Square, em Nova York

Julie Coker, que se despede do cargo no fim deste mês, também apresentou um estudo recente sobre o perfil do visitante internacional, que identifica quatro perfis principais de viajantes: Freestylers, Navigators, Moment Makers e Neighborhood Explorers.

"Esses grupos estão orientando nossa estratégia de marketing. No Brasil, percebemos que a maioria dos viajantes se encaixa no perfil Freestyler: pessoas, em geral, mais jovens e muitas vezes visitando Nova York pela primeira vez, em busca de descobertas e novas experiências", conta a executiva.

Os brasileiros também apresentam características do perfil Moment Maker, formado por viajantes atraídos pelas experiências mais icônicas da cidade.

"Nossa pesquisa mostra ainda que o brasileiro costuma planejar a viagem com antecedência, pesquisando bastante (principalmente nas redes sociais) e permanece vários dias no destino, algo que nos agrada muito. Durante a estada, procuram combinar atrações clássicas, vida noturna, gastronomia, compras e experiências culturais"

Julie Coker, presidente e CEO da New York City Tourism + Conventions

Impacto econômico da Copa do Mundo 2026

Nova York sediou, durante a Copa do Mundo 2026, oito partidas ao longo de 37 dias, incluindo a grande final.

"Estimamos um impacto econômico de cerca de US$ 3,1 bilhões, incluindo aproximadamente US$ 1,2 bilhão em gastos de visitantes. Algo que considero muito importante destacar é que, durante os 37 dias do torneio, não houve nenhum incidente. A segurança continua sendo uma prioridade absoluta em nossa cidade", comenta Julie.

Conectividade aérea

Atualmente, há 45 voos diretos semanais entre o Brasil e Nova York (JFK), incluindo uma nova operação sazonal da Gol saindo do Rio de Janeiro.

"Isso representa uma excelente oportunidade para continuar aumentando o fluxo de visitantes brasileiros, ao mesmo tempo em que fortalece o trabalho de todas as companhias aéreas parceiras", comenta Julie. No evento de hoje, estiveram presentes executivos da American Airlines, Copa Airlines, Delta e United.

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Ricardo Oliveira, da Delta, Valéria Patilla, da Copa Airlines, Monica Reis, da United, e Ernesto Airosa, da American
Ricardo Oliveira, da Delta, Valéria Patilla, da Copa Airlines, Monica Reis, da United, e Ernesto Airosa, da American

Coker também se diz satisfeita com a redução do tempo de espera para emissão de vistos. "Nosso objetivo é eliminar o máximo possível das incertezas relacionadas às viagens e tornar esse processo mais ágil é fundamental", afirma.

O aeroporto JFK, por sua vez, passa por uma transformação de US$ 19 bilhões, incluindo um novo terminal internacional, cuja primeira etapa começa a operar ainda este ano. Também seguem os investimentos no Aeroporto LaGuardia e no Newark Liberty International Airport, que ganhará uma nova linha do AirTrain prevista para 2030.

"Nova York está trabalhando para aumentar o número de brasileiros que visitam o destino. A razão de estarmos aqui é o compromisso que temos com o mercado brasileiro. Queremos garantir que todos saibam o quanto o Brasil é importante para a cidade de Nova York, tudo o que temos a oferecer e o fato de que os cinco distritos da cidade têm novidades, seja para quem está visitando Nova York pela primeira vez ou para quem já está na décima viagem. Fizemos esse investimento para vir ao Brasil e mostrar aos brasileiros que eles sempre serão muito bem-vindos em Nova York"

Julie Coker, presidente e CEO da New York City Tourism + Conventions

Novidades hoteleiras

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Representantes do Turismo de Nova York e time da Interamerican Network
Representantes do Turismo de Nova York e time da Interamerican Network

Tiffany Towsend, VP Executiva de Comunicação da New York City Tourism + Conventions, conta que a cidade tem aproximadamente 125 mil quartos de hotel, oferecendo opções para todos os perfis de viajantes.

Veja, abaixo, algumas das inaugurações:

  • O The Moore Hotel, em Chelsea, inaugurado em setembro do ano passado, possui 120 apartamentos. O hotel abriga o Tierra Santa Healing House, um spa inaugurado recentemente que oferece saunas, piscinas de água quente e fria, e diversos tratamentos de bem-estar;
  • Outra novidade é o Hilton Garden Inn Midtown, inaugurado em janeiro deste ano, com restaurante de serviço completo, lobby lounge e amplas áreas comuns;
  • Para o próximo ano há a abertura do Nell New York, no centro da cidade;
  • Na Times Square foi inaugurado o Motto by Hilton Times Square, o maior empreendimento da marca na América do Norte, com 419 quartos, restaurante, cafeteria, rooftop bar e acomodações voltadas para famílias, incluindo quartos com beliches e áreas de lazer;
  • Outro destaque é o Row NYC, que reabriu em maio após uma ampla renovação. O hotel conta agora com 1.331 quartos, novos espaços públicos, cafeteria e um novo bar chamado Percy All Day;
  • Além de Manhattan, há um crescimento de novos empreendimentos em outros distritos. No Harlem foi inaugurado o The George at Columbia, hotel com 138 quartos integrante da coleção Tapestry, da Hilton. Em Flushing, no Queens, será inaugurado ainda este ano o Renaissance Flushing, que terá cerca de 200 quartos, além de práticas sustentáveis, pátio interno, restaurante e rooftop bar.

Entretenimento e novidades

Britt Hijkoop, VP de Comunicação da New York City Tourism + Conventions, destacou a campanha "Where the World Comes to Play", que visa incentivar os visitantes a explorarem os cinco distritos por meio de museus, atrações culturais, espetáculos da Broadway, compras e experiências nos bairros.

Entre as novidades, destacam-se:

  • O Times Square Experience, que transformou o local da celebração da virada do ano em uma atração permanente;
  • A expansão do New Museum, no Lower East Side. O museu dobrou sua área de exposições com um novo edifício de sete andares;
  • Outro destaque é o Mercer Labs, um espaço de experiências imersivas que combina arte, tecnologia e projeções digitais em instalações interativas;
  • Já o Ellis Island Museum passa por um projeto de revitalização de US$ 100 milhões, que inclui novas exposições, melhorias tecnológicas e um centro ampliado de pesquisa genealógica, permitindo que visitantes descubram mais sobre seus antepassados que chegaram aos Estados Unidos;
  • Também foi inaugurado um novo centro dedicado aos princípios fundadores dos Estados Unidos, que futuramente abrigará o Museu LGBTQ+ de Nova York, previsto para abrir em 2028.
PANROTAS / Karina Cedeño
Tiffany Townsed, da New York City Tourism + Conventions, e Clovis Casemiro, da IGLTA
Tiffany Townsed, da New York City Tourism + Conventions, e Clovis Casemiro, da IGLTA

Estratégia junto aos agentes de viagens

Makiko Matsuda, VP Tourism Market Development na New York City Tourism + Conventions, está liderando um roadshow pelo Brasil realizado junto ao trade e compradores do segmento Mice.

"Estamos com uma delegação de dez membros. A equipe de Turismo de Nova York veio ao Brasil representando hotéis, atrações, a Broadway, o New York Yankees e muito mais. Também trouxemos o One Times Square, que é uma atração totalmente nova. Estamos muito animados por realizar este evento em São Paulo, Goiânia, Brasília e Rio de Janeiro"

Makiko Matsuda, VP Tourism Market Development na New York City Tourism + Conventions

Julie Coker, por sua vez, destacou a importância do trabalho feito pelos agentes de viagens brasileiros. "Os agentes de viagens são extremamente importantes no processo de decisão e nos hábitos de compra dos brasileiros. Eles orientam os viajantes sobre tudo o que Nova York tem a oferecer. Eles também garantem que os clientes entendam como é fácil viajar e se locomover por Nova York. Contamos com a Travel Academy para garantir que o trade esteja sempre atualizado sobre as atrações mais recentes do destino".

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.