Freixo se despede da Embratur em março, mas crava que seguirá trabalhando com o Turismo
Freixo enfatizou que a decisão de sair do cargo não diminui seu compromisso com o setor

MADRI - Marcelo Freixo deixará o cargo de presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) para concorrer ao cargo de deputado federal no Rio de Janeiro nas Eleições deste ano, decisão que já tinha sido tomada há algum tempo e que agora está perto de acontecer.
Ele se despede no dia 31 de março, após quase quatro anos à frente da agência de promoção. Em entrevista durante a Fitur 2026, Freixo deixou claro que, apesar da sua saída, a prioridade é garantir a continuidade do trabalho realizado na Embratur. “Até o último dia de março estarei consolidando o trabalho, deixando tudo encaminhado para que a agenda do Turismo continue crescendo”, disse.
"E minha decisão de sair do cargo não diminui meu compromisso com o setor. Isto porque, eu não estou no Turismo porque precisei estar. Estou porque acreditei no setor. É um tema ao qual dediquei três anos da minha vida e não vou abandoná-lo. Continuarei trabalhando com Turismo mesmo após a Embratur”
Marcelo Freixo, presidente da Embratur
Freixo refletiu sobre sua trajetória e as mudanças que o cargo trouxe. “Trabalhar com Turismo é diferente de atuar em direitos humanos ou segurança pública. É uma agenda propositiva, que exige preparação e compreensão do setor. Aprendi muito, e isso permitiu que pudéssemos alcançar resultados concretos”, disse o presidente da Embratur.

Ele não escondeu os sentimentos pessoais de felicidade e gratidão. “Tenho muita gratidão à equipe, ao trade e a todos os profissionais do setor. Sem eles, não teríamos chegado aonde chegamos. E a felicidade pelo resultado extraordinário, que coloca o Brasil em posição de destaque no Turismo internacional”, disse.
Freixo ainda comentou sobre a evolução pessoal durante o mandato: “Mudamos a cada experiência, a cada desafio. Como dizia Raul Seixas: "a gente é outro a cada dia que passa". Aprendi a conhecer um setor que não era meu, e isso me permitiu contribuir de maneira positiva. Isso é parte do legado que deixo: diálogo, ética e trabalho coletivo”, explicou.
E a Embratur, como fica?
Com a saída de Freixo, a Embratur entra em um período de transição, mas com fundamentos sólidos e metas claras. O ex-diretor destacou que, mesmo fora do cargo, continuará engajado no setor, mantendo contato com trade, agências, operadores e profissionais do Turismo.
“O Turismo é um tema que continua a fazer parte da minha vida. Acredito no seu potencial e quero continuar contribuindo para o crescimento do Brasil como destino global”, concluiu Freixo, que até pode indicar profissionais para seu lugar, mas a decisão final é do presidente Lula.
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