FBHA lança campanha de fomento ao Turismo

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Visando motivar o retorno dos consumidores aos hotéis, bares e restaurantes, a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) lançou a campanha Aconchegue-se, com o intuito de promover o fluxo comercial nas cidades e, também, para estimular a volta gradativa da população para estes ambientes.
Divulgação
Presidente da FBHA, Alexandre Sampaio
Presidente da FBHA, Alexandre Sampaio
“Sabemos que estamos passando por uma situação muito delicada em todo o mundo. Aos poucos, as coisas vão melhorar e, quando este momento chegar, não queremos que a população tenha receio em voltar a frequentar os hotéis, bares e restaurantes do país. Nosso foco é, justamente, incentivá-la a retornar para esses espaços, pois estamos cuidando de todos os detalhes possíveis para que cada indivíduo se sinta confortável feliz e, acima de tudo, seguro”, informou o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio.

O lançamento da campanha, na última sexta-feira (8), também celebrou o Dia Nacional do Turismo. Para a FBHA, essa movimentação inicial da entidade é fundamental para que seja estimulado o retorno das atividades do ramo, além de demonstrar a força de vontade para fortalecer o setor após a pandemia.

"Queremos mostrar que, unindo as nossas forças, podemos superar esses impactos. Nosso país é muito rico, com muita diversidade, então, devemos explorar cada região, após o covid-19, para desfrutar desses lugares extraordinários. O Turismo brasileiro voltará a funcionar com o apoio da população", complementou Sampaio.

BATE PAPO

Em entrevista ao Portal PANROTAS, Alexandre Sampaio mensura o impacto da pandemia na hotelaria, fala da atuação da entidade e também opina sobre o que acha da "nova hotelaria" e do "novo normal" na indústria. Leia abaixo na íntegra:

PORTAL PANROTAS - Já é possível mensurar o impacto da pandemia de covid-19 no seu segmento?
ALEXANDRE SAMPAIO - O segmento hoteleiro teve uma queda de 90% no seu faturamento bruto e os restaurantes tiveram, em torno de, 80% de perda.

PP - Como tem se dado a atuação da entidade desde que a pandemia chegou ao Brasil?
SAMPAIO
- Desde o primeiro caso no Brasil fomos convocados a Brasília pelo Ministério do Turism para uma reunião com entidades coirmãs. Participamos conjuntamente na elaboração de pleitos enviados ao Ministério do Turismo e Economia, neste último, através da Secretaria de Produtividade, Empregabilidade e Competitividade (Sepec).

Temos dado assistência remota aos nossos associados, principalmente na área jurídica, trabalhista, cívil e tributária. Fizemos, com as outras associações que compõem o Cetur da CNC, inúmeras lives e calls, com várias autoridades, para esclarecermos dúvidas, solicitarmos demandas e colocarmos nossos posicionamentos. Enfim, tentarmos ajudar a nossa base empresarial. Criamos um protocolo de retomada e orientamos dezenas de sindicatos patronais nas negociações com os laborais neste momento difícil.

PP - Vocês já têm perspectiva de retomada? Como está se dando?
SAMPAIO - As informações e percepções são muito truncadas e incertas, porque dependem da evolução da Covid-19 em variadas regiões do Brasil. Creio que a retomada se dará de forma muita distinta pelo país afora que terá que levar em conta posturas dos governadores e prefeitos, liberação de crédito para os nossos setores, aumento da malha aérea, exigências das autoridades sanitárias e de saúde quanto a critérios de funcionamento e, por último, a percepção do público consumidor quanto a sua saúde em viagens, hospedagens e refeições fora do lar.

PP - Em relação à tarifa média... vocês têm cálculos de como serão na retomada?
SAMPAIO - Levando em conta que nossos negócios devem ter, em média, uma projeção de 20 a 30% de ocupação, sendo otimista, as diárias vão depender do custo operacional de cada empresa.

Sua saúde financeira, dívidas e impostos acumulados, crédito em relação a fornecedores, equipe remanescente e imagem de confiança que vai passar ao mercado quanto a segurança de suas instalações no tocante a pandemia . Isto pode também se estender aos bares e restaurantes.

PP - Existem cálculos que apontem para quando os níveis do final de 2019 sejam realcançados?
SAMPAIO - Projeto pelas conversas e pesquisas informais, somente em doze meses a partir do fim deste ano.

PP - Já existem orientações que apontem para o "novo normal" na hotelaria? O que o "novo hóspede" vai querer e o que a "nova hotelaria" terá de oferecer?
SAMPAIO - Depende se tivermos uma vacina a curto prazo, mas suponho serviços mais austeros, com pouca interação com a equipe e atendimento com poucas opções.

PP - É viável que o Brasil crie um selo para assegurar a segurança e higiene dos hotéis do País?
SAMPAIO - O Ministério do Turismo já está trabalhando nisto, junto com a Anvisa.

PP - O que o mercado pode fazer para colaborar com vocês durante essa crise e na retomada? Como os players da distribuição hoteleira podem auxiliar?
SAMPAIO - As OTAs, algumas delas estão preocupadas e querendo ajudar, querendo sair desta situação em parceria com a hotelaria. Os aplicativos de delivery também tem feito esforços para baixar custos e, inclusive, oferecem crédito operacional de pequena monta para os restaurantes

É importante que o Governo viabilize linhas de crédito de imediato, se não, muitas empresas não vão sobreviver. Os bancos não emprestam com receio do setor. É necessário uma atitude incisiva do BNDES, BC e ME para esta ação.

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