Sahic tem início no Rio e revela planos de expansão de grandes redes hoteleiras no Brasil
Executivos das redes Accor, BWH e Marriott e da operadora GHL apresentam estratégias para América Latina

RIO DE JANEIRO - O Rio de Janeiro sedia, pela segunda vez consecutiva, o Sahic Hotel & Tourism Investiment Forum Latin America & Caribe, nesta segunda (23) e terça-feira (24), no Fairmont Copacabana.
Ao longo dos dois dias, são esperados mais de 350 participantes de 15 países, entre representantes de redes hoteleiras globais, como Accor e BWH, e de bancos, investidores, consultores e autoridades. Um dos principais fóruns de investimentos em hotelaria, turismo e imóveis da América Latina e do Caribe, o Sahic chega à 20ª edição.
Hoje, o evento começou às 8h com uma apresentação para a imprensa que reuniu Abel Castro, CDO para as Américas da divisão Premium, Midscale e Economy da Accor; Ricardo Manarini, country manager no Brasil da Best Western Hotels (BWH); Bojan Kumer, vice-presidente regional de Desenvolvimento para América Latina e Caribe da Marriott International, e Andres Fajardo, CEO da GHL Hoteles, uma das maiores operadoras hoteleiras multimarcas da região, sediada em Bogotá, na Colômbia.
A seguir, veja as estratégias de cada líder para os investimentos em desenvolvimento hoteleiro no Brasil, especificamente, e na América Latina e no Caribe.
Abel Castro, da Accor

Abel Castro destacou que a estratégia de expansão da rede na região segue concentrada no segmento econômico, com foco no Brasil e em mercados prioritários da América do Sul e do Caribe, além da introdução de novas bandeiras voltadas ao lazer e ao público jovem.
“A estratégia de crescimento para o Brasil é continuar desenvolvendo principalmente nossas marcas econômicas. Também temos planos de expansão em outros países da América do Sul, como Argentina, Chile, Colômbia e Peru. No Caribe, apostamos especialmente na República Dominicana. Em 2025, tivemos o melhor ano no aumento do número de quartos no Brasil desde 2012 e, para 2026, vamos desenvolver a marca econômica Greet, que pode chegar a destinos de lazer onde Ibis e Ibis Styles não funcionam, como Porto Seguro, Búzios ou Garopaba", revelou o executivo.
Ricardo Manarini, da BWH
Ricardo Manarini, por sua vez, destacou que a estratégia da rede na região está centrada na conversão de hotéis independentes, expansão no Brasil e no avanço de projetos voltados a experiências e bem-estar na América Latina, com atenção especial a destinos de lazer e novos polos enoturísticos.
“A Best Western tem os hoteleiros independentes no DNA, afinal a rede foi criada há 80 anos ao longo da Rota 66, nos Estados Unidos. Queremos oferecer condições para que eles possam operar em igualdade com as grandes redes. No Brasil, 80% dos hotéis são independentes. Por isso, trouxemos a empresa para cá em 2025. Agora temos um CNPJ brasileiro, o que facilita a conversão de propriedades independentes. Ampliamos o time de desenvolvimento no país e queremos somar mais 25 hotéis nos próximos cinco anos. Na América Latina em geral, estamos focando em experiências. Abrimos em 2025, em Cuernavaca, perto da Cidade do México, o hotel Soul Spring, voltado para o bem-estar. É um sucesso e começamos a desenvolver outro em Los Cabos. No Brasil, a tendência é investir em cidades com foco em lazer e na nossa marca de luxo e experiências, WorldHotels. Na Região Sudeste, estamos olhando para projetos voltados para novas regiões vinícolas. Também queremos oferecer experiências em grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, além de Bogotá e Cidade do México", frisou o diretor.
Bojan Humer, da Marriott

Já o executivo da Marriott International destacou o momento de expansão da companhia na América Latina e Caribe, com crescimento acelerado na América do Sul e papel estratégico do Brasil nas transações do segmento midscale, além de novas oportunidades no Nordeste e no mercado de branded residences em grandes capitais.
“A América Latina e Caribe formam uma das regiões globais mais dinâmicas atualmente. A América do Sul costumava ser vista como um irmão menor dentro no grupo, mas isso está mudando, com a adição de mais cem novos hotéis em 2025. Neste contexto, o Brasil é muito importante porque representa 75% das transações no segmento midscale na América do Sul. E 2025 foi um ano histórico, batemos o recorde em volume de transações e número de quartos, principalmente no segmento de médio porte. Além de continuar expandindo a marca City Express by Marriott, voltada para o público brasileiro, estamos acompanhando o mercado do Nordeste do Brasil, que é ótimo para empreendimentos all inclusive. E, claro, não descartamos novas marcas de luxo, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde estamos começando a ver um crescimento expressivo no mercado de branded residences", revelou Bojan.
Andres Fajardo, da GHL Hoteles
Por fim, o CEO da GHL Hoteles, Andres Fajardo, destacou a estratégia da companhia na América Latina, com foco na ampliação de parcerias para novos projetos no Brasil e na Colômbia, além da conversão de empreendimentos como alternativa para acelerar a expansão regional.
“Somos o maior operador multimarcas no México, com 60 anos de operação. O mercado mexicano segue crescendo, com muitas oportunidades de rendimentos para os proprietários, e não tem muitos operadores especializados como a GHL. Na América do Sul, nosso foco é no Brasil e na Colômbia. O plano A é buscar empresas parceiras para desenvolver novos projetos, para as quais podemos oferecer a garantia de que vamos continuar responsáveis pelo negócio. Ser um operador que realmente entende o mercado da região facilita a relação com os investidores. Como plano B, investimos em conversões de marca", disse Andres.