Filip Calixto   |   01/04/2026 14:01

Eventos viram motor de crescimento no Wyndham São Paulo Ibirapuera

Área já responde por até 50% do faturamento e impulsiona resultados da unidade na capital paulista

Divulgação
Em janeiro de 2024, o empreendimento passou a receber seus hóspedes com bandeira Wyndham
Em janeiro de 2024, o empreendimento passou a receber seus hóspedes com bandeira Wyndham

A operação de eventos deixou de ser complementar para se tornar protagonista no Wyndham São Paulo Ibirapuera Convention Plaza Hotel. Segundo a diretora de Vendas, Angela Figueiredo, o setor já representa atualmente cerca de 50% do faturamento mensal, como registrado em março.

O crescimento é consistente. Na comparação entre os últimos dois anos (2024/2025), houve avanço de aproximadamente 30%, enquanto o resultado superou a meta em cerca de 70%. Em 2025, a área gerou R$ 24,5 milhões com cerca de 350 eventos realizados.

"A gente veio ao longo de 2025 melhorando os índices. Quando eu comecei ainda estava mais tímido, mas ele veio numa crescente. Não é uma meta baixa - é resultado comparado com resultado. Quando você olha para a meta, a gente cresceu em torno de 70%, então é algo muito consistente"

Diretora de Vendas do Wyndham São Paulo Ibirapuera, Angela Figueiredo

A engrenagem é intensa: o hotel chega a movimentar entre 18 e 22 mil pessoas por mês entre eventos, hospedagem e alimentos e bebidas.

PANROTAS / Filip Calixto
Angela Figueiredo, diretora de Vendas do hotel paulistano
Angela Figueiredo, diretora de Vendas do hotel paulistano

Estrutura robusta e operação afinada

O empreendimento funciona como um verdadeiro hub de convenções. São 17 salas, incluindo espaços para até 700 pessoas em auditório, com eventos acontecendo praticamente todos os dias - a média é de até 1,7 dia por evento.

A operação é sustentada por planejamento detalhado e forte controle logístico, com destaque para os pré-meetings realizados antes de cada evento, que alinham todos os pontos com o cliente.

"Quando o cliente está prestes a fazer o evento aqui, ele chega um dia antes e a gente faz um pre-meeting. Nesse momento, a gente elimina toda e qualquer ponta solta e deixa o cliente mais seguro. Porque estamos falando de muita gente chegando, ônibus, vans, logística complexa. Se você não tiver isso muito bem alinhado, você cria gargalos"

Angela Figueiredo, diretora de Vendas do Wyndham São Paulo Ibirapuera

Velocidade e estratégia impulsionam resultados

A agilidade comercial é um dos pilares do modelo. O hotel estruturou processos rápidos de atendimento e melhorou o índice de conversão, com envio de propostas em até 24 horas e acompanhamento contínuo.

"O cliente pede um orçamento, a gente manda em até 24 horas. Depois disso, já faz um follow-up em mais 24 horas para entender como está, se estamos dentro, se surgiu alguma novidade. Essa agilidade faz diferença, porque você chega primeiro e já chama a atenção".

Essa velocidade, segundo ela, se combina com uma estratégia mais sofisticada de vendas, que prioriza rentabilidade e integração entre áreas.

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Na comparação entre os últimos dois anos (2024/2025), houve avanço de aproximadamente 30% na rentabilidade oriunda do setor de eventos do hotel
Na comparação entre os últimos dois anos (2024/2025), houve avanço de aproximadamente 30% na rentabilidade oriunda do setor de eventos do hotel

"Você não pode vender só a sala. Se você vende um espaço grande e o cliente vem só para o evento e vai embora, você quebra a engrenagem. Então a gente começou a implantar regras, como atrelar um mínimo de hospedagem, pensar pacotes, olhar o potencial de cada evento. É isso que traz resultado no final", acrescenta.

Além disso, a atuação por segmentos - como montadoras, alimentício e farmacêutico - e a retomada de clientes após a troca de bandeira (o hotel aderiu à marca Wyndham em 2024 depois de anos funcionando como Bourbon) ajudaram a consolidar o crescimento. Hoje, cerca de 20% da movimentação já vem de hóspedes internacionais.

Experiência e relacionamento como diferenciais

A fidelização passa diretamente pela confiança, especialmente no relacionamento com organizadores de eventos, que demandam alto nível de segurança operacional. "A organizadora não pode correr risco. É o nome dela em jogo", revelou a diretora.

Nesse contexto, o atendimento próximo faz diferença. Angela mantém contato direto com clientes, reforçando uma abordagem mais personalizada. Esse cuidado também se reflete na experiência do hóspede e nos indicadores de reputação. O hotel avançou em rankings on-line, alcançando posições de destaque na cidade.

Cultura interna sustenta a operação e resultados


PANROTAS / Filip Calixto
A gestora integrou a equipe do hotel há pouco mais de um ano
A gestora integrou a equipe do hotel há pouco mais de um ano

Com cerca de 330 colaboradores, o hotel aposta em uma cultura baseada em capacitação contínua, comunicação e reconhecimento. Treinamentos frequentes, alinhamentos constantes e valorização da equipe fazem parte do dia a dia da operação, impactando diretamente na entrega ao cliente.


Os números recentes reforçam a força da estratégia. Novembro, por exemplo, foi o melhor mês da história do empreendimento, com cerca de 25 mil pessoas circulando e faturamento próximo de R$ 14 milhões.

E mesmo com resultados expressivos, ainda há potencial de expansão, especialmente na qualificação do mix de eventos e no uso estratégico dos espaços. "Quando você olha o potencial versus a meta, ainda tem espaço para crescer. A gente está falando de um produto muito forte, com estrutura e equipe preparadas. O desafio agora é evoluir com inteligência", complementou Angela.

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Sobre o autor

Integrante da equipe PANROTAS desde 2019, atua na cobertura de Turismo com olhar tanto para as tendências do mercado quanto para histórias que movimentam o setor. Formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e também em Processos Fotográficos, formações que permitem colaborar de forma dupla com a redação - entre textos e imagens. Fora do trabalho, encontra inspiração no samba, no cinema, na literatura e nos esportes