Resorts devem atingir patamares pré-pandemia no início de 2022

|

O estudo completo será lançado para o mercado na próxima sexta-feira (18)
O estudo completo será lançado para o mercado na próxima sexta-feira (18)
Devido ao cenário positivo para o mercado de lazer no Brasil e às restrições das viagens internacionais, a recuperação dos resorts pode se intensificar no último trimestre de 2020 e atingir patamares pré-pandemia já no início de 2022. Para este ano, os resorts esperam queda de 61% no faturamento de eventos e de 44% no de lazer, sem oscilações expressivas de diária média. Os dados estão no estudo "A Recuperação dos Resorts no Brasil" realizado pela HotelInvest, em parceria com a Omnibees e a STR, divulgado em live nesta quarta-feira (16) no Portal PANROTAS e que será lançado para o mercado na próxima sexta-feira (18).

Até outubro, todos os resorts já terão retomado as operações, ainda que com capacidade reduzida. No entanto, apesar da previsão de todos os resorts estarem operando em outubro, a oferta disponível em número de UHs será de 65%. Em dezembro, a expectativa é de 17% dos apartamentos ainda estarem fechados, com a oferta sendo normalizada apenas em 2021.

O estudo dividiu os resorts em regionais (pois recebem hóspedes das cidades e Estados vizinhos, geralmente de carro), nacionais (dependem da malha aérea e dos grandes deslocamentos do hóspede) e híbridos (recebem os dois públicos)
O estudo dividiu os resorts em regionais (pois recebem hóspedes das cidades e Estados vizinhos, geralmente de carro), nacionais (dependem da malha aérea e dos grandes deslocamentos do hóspede) e híbridos (recebem os dois públicos)
Segundo o levantamento, a ocupação média dos resorts no País pode variar de 22% a 32% em 2020. As expectativas indicam intensificação de retomada nos últimos dois meses do ano, principalmente em dezembro, acreditando em um cenário já controlado da pandemia e uma demanda de lazer aquecida devido ao período de férias escolares. No entanto, a ocupação esperada para dezembro ainda será de 26% a 34% inferior ao mesmo mês de 2019.

FATURAMENTO DE EVENTOS E LAZER


Para 2020, os resorts projetam um faturamento de eventos de 54% a 64% inferior aos valores de 2019. No entanto, essa estimativa foi feita quando havia uma expectativa de retomada parcial dos eventos ainda no segundo semestre deste ano. Com o passar do tempo, esse cenário fica cada vez menos provável, o que deve implicar em quedas de faturamento mais expressivas para 2020.

Em razão da pandemia, cerca de 33% dos eventos foram cancelados e 67% adiados. “Esses eventos contratados tendem a voltar de uma forma mais rápida, fazendo com que o mercado regional tenha uma perspectiva de recuperação mais imediata assim que o cenário sanitário seja mais positivo. A expectativa é de que os eventos sejam intensificados no segundo e terceiro trimestres do próximo ano”, disse Pedro Cypriano, da HotelInvest.

Para 2021 já é esperada uma retomada, mas não o suficiente para chegar novamente aos patamares de 2019, de acordo com o estudo. Ao final de 2021, os resorts preveem que as receitas de eventos ainda serão, em média, 23% abaixo do realizado em 2019. A normalização completa das atividades de eventos nos resorts deve se estender por 2022, ao menos para a média das propriedades analisadas.

Por outro lado, a queda de faturamento projetada para as receitas de lazer é menor do que a de eventos, principalmente, por dois principais fatores: as restrições para a realização de eventos são maiores e deverão perdurar por mais tempo; e a impossibilidade e insegurança em sair do País e a menor oferta de cabines nos cruzeiros fazem com que parte desta demanda seja redirecionada ao mercado doméstico.

Enquanto para o setor de eventos espera-se uma queda de faturamento na ordem de 61% em 2020, para lazer esse valor é 17 pontos percentuais menor (44% de queda). Em 2021, apesar de a receita projetada não atingir os valores de 2019, a diferença é apenas 10% inferior, contra 23% para o faturamento de eventos.

DIÁRIA MÉDIA E REVPAR


Apesar das expressivas quedas de faturamento projetadas, as expectativas são de diária estável na média dos resorts. Isso porque os bons resultados em janeiro e fevereiro, a troca de mix de demanda e o aumento de procura aos finais de semana e feriados atenuam o potencial de perda de receita até o final do ano. A variação média é de -0,1% em 2020 (comparado a 2019) e 0,6% em 2021 (comparado a 2020).

Em comparação ao mês que precedeu o início da pandemia, a recuperação total de RevPAR deve levar aproximadamente dois anos, até o início de 2022. Para isso, a descoberta da vacina ainda em 2020 e a imunização total da população até o primeiro semestre de 2021 são fundamentais.

HORIZONTE FAVORÁVEL

Passado o período crítico, os anos de 2022 e 2023 devem ser positivos para os resorts no Brasil em razão, principalmente, da valorização do dólar, do maior controle das viagens internacionais e da agenda de reformas em médio prazo. No entanto, o estudo indica que também é preciso ter cautela. Para a efetivação das reservas em pernoites, é fundamental a contenção da pandemia até o primeiro semestre de 2021 e uma clara perspectiva de queda dos novos casos e óbitos ainda em 2020. Enquanto isso, contenção de custos e atenção ao caixa ao menos até o primeiro semestre de 2021 são cruciais.

O estudo completo será disponibilizado ao mercado na próxima sexta-feira.

Clique aqui para assistir à live na íntegra.
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA