Beatriz Contelli   |   12/02/2026 19:04

Estudo de Iberostar e ONU Turismo revela impacto ambiental da hotelaria; confira

Relatório aponta que redes hoteleiras emitem 260 milhões de toneladas de CO2 por ano


Divulgação
Iberostar conta com 250 profissionais focados na separação, medição e análise de resíduos
Iberostar conta com 250 profissionais focados na separação, medição e análise de resíduos

A Iberostar, a Circle Economy e a ONU Turismo apresentaram o relatório “Towards Circular Hospitality: Transforming the Tourism System”. O documento demonstra que os meios de hospedagem são responsáveis por cerca de 260 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Considerando que cerca de 70% dessas emissões provêm da produção, transporte e descarte dos bens e serviços dos quais os hotéis dependem e que são consumidos pelos hóspedes, as decisões de compra e operação têm o potencial de transformar cadeias de suprimentos inteiras.

Diferentes estratégias de economia circular — como a logística reversa ou a priorização da reparação e reutilização em vez do descarte — são fundamentais para reduzir o impacto do setor, aponta o relatório.

O material ainda apresenta que os hotéis enfrentam múltiplas barreiras, tanto individuais quanto sistêmicas. O relatório destaca dez principais desafios, entre eles:

  • a falta de infraestrutura adequada de reciclagem em muitos destinos turísticos, o que impede que a separação de resíduos nos hotéis alcance todo o seu potencial;
  • barreiras comportamentais, como a necessidade de mudança cultural em relação às mudanças climáticas;
  • e a ausência de uma visão compartilhada sobre circularidade na indústria hoteleira, dificultando que soluções sustentáveis sejam escaladas além de hotéis ou redes específicas.

Cinco oportunidades estratégicas para a mudança

Com base nas conclusões e nos workshops realizados com atores do setor, o relatório identifica cinco áreas estratégicas para avançar rumo à economia circular:

  1. Compras circulares: envolver fornecedores para priorizar opções duráveis, reutilizáveis ou biodegradáveis, evitando materiais desnecessários.
  2. Operações circulares: engajar as equipes para o uso responsável de recursos como água e para a otimização dos cardápios.
  3. Ambiente construído circular: projetar edifícios energeticamente eficientes, duráveis e fáceis de desmontar, utilizando materiais de origem biológica e energias renováveis.
  4. Cultura empresarial e experiências circulares: capacitar líderes e colaboradores nos princípios da circularidade e conscientizar hóspedes para incentivar comportamentos responsáveis.
  5. Destinos circulares: colaborar com municípios, investir na restauração da natureza e apoiar iniciativas circulares locais.

"A indústria hoteleira desempenha um papel fundamental na cadeia de valor do Turismo e influencia a forma como os destinos gerenciam recursos, reduzem resíduos, medem impacto, fortalecem economias locais e respondem às crescentes pressões climáticas, ambientais e da cadeia de suprimentos. Promover práticas circulares e regenerativas não é apenas uma prioridade ambiental, mas também um caminho estratégico para a resiliência, a ação climática, a competitividade e a criação de valor de longo prazo. Esperamos que este relatório inspire mudanças e forneça orientação útil a formuladores de políticas públicas, empresas e destinos para avançar rumo a um futuro do turismo mais circular e resiliente"

Secretária-geral de Turismo das Nações Unidas, Shaikha N. Alnuwais

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Anhembi Morumbi com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FAAP. Entrou na PANROTAS em 2019, com foco especialmente em Branded Content, e, desde 2024, atua como repórter da redação.