Karina Cedeño   |   13/02/2026 09:17
Atualizada em 13/02/2026 09:18

Solar Porto de Galinhas completa 40 anos e impulsiona a evolução do destino

Conheça a história desse clássico da hotelaria pernambucana que celebra seu aniversário em fevereiro


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Otaviano Maroja, diretor comercial do Solar Porto de Galinhas e do Vivá Porto de Galinhas
Otaviano Maroja, diretor comercial do Solar Porto de Galinhas e do Vivá Porto de Galinhas

Tudo começou no dia 7 de fevereiro de 1986. Nesta data, Porto de Galinhas (PE), na época uma vila de pescadores, ganhou o seu primeiro hotel, o Solar Porto de Galinhas.

O proprietário do empreendimento, Artur Maroja, tinha uma casa de veraneio em Porto de Galinhas e, naquela época, não havia meios de hospedagem por lá. O balneário era apenas um lugar onde as pessoas que estavam no Recife iam passear, os turistas chegavam e iam embora.

Entretanto, esses visitantes comentavam que queriam ficar mais tempo no destino. Foi aí que Artur Maroja teve a ideia de comprar um terreno lá e construir o hotel. Um visionário? Provavelmente. Mas na época era visto apenas como louco.

“As pessoas daquela época, incluindo os amigos dele, acharam que ele estava louco, que a ideia dele não daria certo e diziam que não fazia o menor sentido abrir um hotel em Porto de Galinhas, até porque Itamaracá era um destino muito mais procurado”, conta o filho de Artur, Otaviano Maroja, hoje diretor comercial do Solar Porto de Galinhas e do Vivá Porto de Galinhas.

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Solar Porto de Galinhas no início de sua operação
Solar Porto de Galinhas no início de sua operação

Com 32 apartamentos, o hotel foi chamando a atenção de quem chegava no destino. "A princípio, tinha como cliente principal o turista que vinha de Recife e região e ia a Porto de Galinhas só para passar o final de semana. Mas nem sempre havia clientes no hotel", conta Maroja, lembrando que o início da operação teve seus momentos difíceis.

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Solar Porto de Galinhas atualmente
Solar Porto de Galinhas atualmente

Expansão do Solar Porto de Galinhas

Foi então que, seguindo os passos do pai, Otaviano Maroja entrou no negócio. Começou a trabalhar no Solar Porto de Galinhas em 1989 e lá fazia um pouco de tudo, mas foi a área comercial que fez seus olhos brilharem. Começou a falar com agentes de viagens, fazer reservas e sair para vender, além de receber o agente para mostrar como era o hotel, o que fazer no destino e quantos dias ficar.

O trabalho logo deu resultado. A partir dos anos 1990, o hotel começou a receber clientes de outros Estados, como Minas Gerais e São Paulo, além de alguns hóspedes estrangeiros, como argentinos e portugueses. Com o passar dos anos, o Solar Porto de Galinhas foi ampliado e em 2007 já tinha 140 quartos.

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Quarto do Solar Porto de Galinhas
Quarto do Solar Porto de Galinhas

Hotel estimula o crescimento do destino

Paralelamente à crescente chegada de hóspedes, o comércio local também foi se desenvolvendo, outros meios de hospedagem foram sendo construídos na região e o Turismo ganhou corpo no destino, que hoje é um dos mais procurados pelos brasileiro (e pelos estrangeiros também).

A essa altura do campeonato, já estava nítido que a chegada do hotel a Porto de Galinhas foi um marco que acelerou decisivamente o desenvolvimento do destino. Além de ampliar a oferta de hospedagem e elevar o padrão dos serviços turísticos, o empreendimento impulsionou investimentos em infraestrutura, gerou empregos diretos e indiretos e ajudou a projetar Porto de Galinhas no cenário nacional e internacional.

Depois veio o Vivá Porto de Galinhas, construído em 2012, mas o primogênito continua atraindo todas as atenções. "O Solar é um clássico e muitos agentes de viagens vendem mais ele do que o Vivá, mesmo este último tendo sete piscinas e tantos outros atributos positivos", conta Otaviano Maroja. E por que o hotel quarentão faz tanto sucesso? "O Solar Porto de Galinhas é um hotel aconchegante, pé na areia, perto da vila, com quartos confortáveis. Não tem erro, os agentes vão vender", destaca o diretor comercial do Solar Porto de Galinhas e do Vivá Porto de Galinhas.

Hoje, o hotel que começou a operar em uma sexta-feira de Carnaval é refúgio para os que querem fugir da folia em busca de um lugar mais tranquilo. E o destino que era uma vila de pescadores hoje escreve uma nova história, guiada pelo Turismo.

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Karina Cedeño

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.