Hotelaria brasileira recua em ocupação em fevereiro, mas diária média sobe 16,5%
Diária média obteve alta expressiva de 16,5%, alcançando R$ 469,17, enquanto o RevPAR subiu 11%

A hotelaria brasileira registrou queda na taxa de ocupação em fevereiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas manteve desempenho positivo nos indicadores de receita, segundo dados revelados pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), que analisou dados de 566 hotéis de redes associadas, responsáveis por 87.935 unidades habitacionais (UHs) em todo o País.
Segundo o levantamento, a taxa média de ocupação ficou em 57,49%, retração de 5% em relação a fevereiro de 2025. Em contrapartida, a diária média obteve crescimento expressivo de 16,5%, alcançando R$ 469,17, enquanto o RevPAR (receita por apartamento disponível) avançou 10,6%, chegando a R$ 269,72.
Na análise regional, todas as regiões registraram queda na ocupação, com destaque para o Centro-Oeste (-11%), Norte (-9,1%) e Sudeste (-4,8%). Já a diária média apresentou crescimento na maior parte do País, especialmente no Nordeste (+31,7%) e Sudeste (+17,7%), enquanto o RevPAR também avançou nessas regiões, com altas de 30,9% e 12,1%, respectivamente.
Por categoria, a retração na ocupação foi observada em todos os segmentos: econômico (-2,8%), midscale (-6,8%) e upscale (-8,1%). Apesar disso, a diária média cresceu em todas as categorias, com destaque para o segmento upscale, que registrou alta de 22,7%, seguido por midscale (+17,1%) e econômico (+13,3%). O RevPAR também apresentou evolução positiva nos três segmentos analisados.
Já no acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, o desempenho da hotelaria seguiu uma tendência semelhante: leve retração de 1,6% na ocupação, acompanhada de crescimento de 12,3% na diária média e de 10,4% no RevPAR. Entre as regiões, apenas o Nordeste avançou na ocupação (+1,1%).