Beatrice Teizen   |   20/08/2026 11:38
Atualizada em 20/08/2026 11:13

Com foco em luxo, resort e conversões, Meliá mira 30 hotéis no Brasil até 2030

Em passagem pelo País, diretora de Desenvolvimento para América Latina conta estratégia de expansão


PANROTAS / Beatrice Teizen
Renato Carvalho e Celia Maria Reys, da Meliá
Renato Carvalho e Celia Maria Reys, da Meliá

A Meliá Hotels International pretende mais que dobrar sua presença no Brasil até 2030. Atualmente com 12 hotéis em operação no País, a rede espanhola tem como meta chegar a 30 unidades nos próximos quatro anos, o que representa um ritmo médio de cinco novos hotéis por ano.

Segundo a diretora de Desenvolvimento para América Latina, Celia Maria Reys – por aqui nesta semana –, o Brasil é um dos mercados prioritários da companhia na América Latina, com oportunidades tanto para novos empreendimentos quanto para conversões. A estratégia mantém o foco nos segmentos premium e luxo, onde a rede concentra suas nove marcas.

Capitais seguem no radar e Nordeste ganha espaço

As capitais continuam entre as prioridades da Meliá, mas, de acordo com o diretor de Expansão Brasil da Meliá, Renato Carvalho, que chegou recentemente para reforçar o time, a rede também está aberta a oportunidades em cidades secundárias.

"No segmento de lazer, um dos objetivos, inclusive, é encontrar um parceiro para desenvolver um resort no Nordeste, aproveitando nossa experiência em destinos como Caribe e México"

Renato Carvalho, diretor de Expansão Brasil da Meliá

A estratégia também contempla novos formatos. Um deles são os empreendimentos que combinam hotel e residências (branded residences), modelo que vem ganhando espaço e para o qual a rede já negocia projetos no Brasil. Já as soft brands Affiliated by Meliá e The Meliá Collection também ajudam a ampliar o portfólio por meio de conversões, com menor necessidade de investimento do proprietário.

A expansão acontece dentro de um modelo cada vez mais asset light, com a Meliá concentrada na operação e gestão dos hotéis, enquanto os ativos ficam nas mãos de investidores e desenvolvedores. Carvalho revela que a companhia também está aberta a contratos de franquia.

PANROTAS / Beatrice Teizen
Renato Carvalho, Celia Maria Reys e Rafaela Vila, time de desenvolvimento da Meliá no Brasil
Renato Carvalho, Celia Maria Reys e Rafaela Vila, time de desenvolvimento da Meliá no Brasil

Hotel corporativo também muda de perfil

Embora o lazer seja uma associação tradicional da Meliá, o setor corporativo tem papel importante na operação brasileira. Celia conta que os 12 hotéis atualmente em funcionamento no País têm perfil 100% corporativo.

"Ao mesmo tempo, observamos uma mudança no comportamento desse hóspede, com o crescimento do bleisure. Hotéis que antes eram voltados exclusivamente aos negócios passaram a adaptar espaços e serviços para receber o viajante que trabalha durante a semana, mas estende a estada ou retorna ao destino com a família"

Celia Maria Reys, diretora de Desenvolvimento para América Latina da Meliá

Renato Carvalho também aponta para o impacto de eventos e grandes shows na demanda hoteleira. Segundo ele, os hotéis precisam estar cada vez mais conectados ao que acontece nos destinos para atender esse novo perfil de hóspede.

Para Celia, o movimento reforça o potencial de crescimento da Meliá na região. Em 2025, a companhia assinou contratos para cerca de 9,4 mil quartos globalmente, recorde da empresa. Pela primeira vez, a América Latina e os Estados Unidos superaram Ásia e Oriente Médio em volume de novas assinaturas.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela PUC-SP, com experiência em redações como Forbes Brasil e Agora São Paulo, além de colaborações para CNN Brasil e UOL. Entrou na PANROTAS em 2017, com foco especialmente no PANROTAS Corporativo, e, desde 2021, atua como coordenadora de Redação