Karina Cedeño   |   24/09/2026 08:35
Atualizada em 24/09/2026 09:01

ABIH-SP estima ocupação hoteleira de 65% para o feriado de 12 de outubro

Regiões Vale do Paraíba-Serras e Circuito das Águas-Estâncias Climáticas têm a maior demanda hoteleira


Mavinho Acoroni/VSPCB
Comparação não foi feita com 2025, considerando que o feriado do ano passado caiu em um domingo
Comparação não foi feita com 2025, considerando que o feriado do ano passado caiu em um domingo

A ABIH-SP realizou, no último mês de agosto, a 74ª edição da Pesquisa de Desempenho da Hotelaria do Estado de São Paulo, que inclui a sondagem da ocupação dos hotéis no Estado para o feriado da Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro. Segundo o levantamento, a expectativa consolidada da taxa de ocupação hoteleira em SP para a data ficou em 64,9%.

A comparação não foi feita com 2025, considerando que o feriado do ano passado caiu em um domingo. As Macrorregiões Turísticas (MRTs) Vale do Paraíba-Serras (94.5%) e Circuito das Águas-Estâncias Climáticas (86,6%) encabeçam as localidades onde se prevê a maior demanda por hospedagem no feriado.

Retomada do corporativo e queda do lazer

O levantamento mostra, no mês de agosto, a retomada do corporativo, volta às aulas e a ausência de feriado prolongado. Ou seja, retração do lazer.

Neste cenário, os três indicadores principais apresentaram aumento, mesmo com a queda dos destinos de lazer. Conforme constatado, as MRTs de destino interior e montanha, bem como os litorais apresentaram retração nos três indicadores.

Já os destinos corporativos tiveram bons desempenhos, se comparado com o mês de julho. A taxa de ocupação apresentou aumento de 12,5% em relação a julho, e bons 9,3% se comparado com o exercício 2025.

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Nos destinos corporativos, a taxa de ocupação apresentou aumento de 12,5% em relação a julho
Nos destinos corporativos, a taxa de ocupação apresentou aumento de 12,5% em relação a julho

No caso da diária média, o aumento foi mais tímido – apenas 0,78% em relação a julho. Porém, se comparado a 2025, houve uma variação positiva de 13,53%. Por fim, o RevPar apresentou 13,4% de aumento em relação a julho e 24,11% se comparado ao mesmo exercício de 2025.

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No caso da diária média, o aumento foi mais tímido – apenas 0,78% em relação a julho
No caso da diária média, o aumento foi mais tímido – apenas 0,78% em relação a julho

Este último indicador tem apresentado constante alta mês a mês, apontando para crescimento constante de resultados. Ainda que taxa de ocupação e diária média oscilem ao longo dos exercícios, no indicador de taxa de ocupação cinco MRTs apresentaram baixa e sete altas, das 12 que responderam.

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Se comparado a 2025, houve uma variação positiva de 13,53%. Por fim, o RevPar apresentou 13,4% de aumento em relação a julho
Se comparado a 2025, houve uma variação positiva de 13,53%. Por fim, o RevPar apresentou 13,4% de aumento em relação a julho

Destaques positivos para MRTs corporativas como Capital, Capital Expandida, Entradas e Bandeiras (polo corporativo), Mogiana, Coração Paulista e Sudoeste, com boas altas. As cinco baixas foram impactantes nos destinos interior e montanha (Circuito das Águas e Estâncias e Vale do Paraíba – Serras) e os litorais (Norte e Paulista). Com relação à diária média, houve seis altas e seis baixas em relação a julho. Os destinos de lazer seguiram a tendência da taxa de ocupação, apresentando baixa. Por outro lado, os destinos corporativos exibiram altas significativas neste indicador.

No RevPar, houve apenas quatro baixas e oito altas, dentre as 12 respostas. Impactos positivos: Capital e Capital Expandida, Sudoeste, Mogiana, Coração Paulista. E com desempenho retraído, Vale do Paraíba – Serras, Circuito das Águas e Estâncias e Litorais – Norte e Paulista.

Nesta edição, 12 MRTs responderam à pesquisa, uma a menos em relação a julho/26. Além de Planalto Paulista e Noroeste Paulista, que novamente não responderam, desta vez Vale do Rio Grande também se absteve. Agosto consolidou o prognóstico de forte retomada do corporativo. E o prognóstico de setembro é a continuidade da demanda corporativa, volta de grandes eventos. No lazer, por conta do Feriado da Independência, prevê-se momentos de alta.

A ABIH-SP apresenta também o desempenho de taxa de ocupação, diária média e RevPar de cada MRT, com a evolução e comparativo desde julho de 2020 até janeiro de 2026.

Houve a apuração de respostas de 134 propriedades (1,7% do total), com representatividade de 246 municípios (38,1% do total). Esta amostragem colhida equivale a 149.107 UHs (49,9% do total considerado).

Por fim, os hotéis que retornaram representaram 17.221 UHs também 11,54% da representatividade da amostragem equivalente – 149.107).

Na análise da relação funcionários X UHs, em agosto/26, o índice apresentou estabilidade, auferindo novamente 0,56. Este indicador ainda mantém a média de 0,57, apontando para estabilidade. Não houve variação quanto a julho/26 e este indicador representa -6,66% em relação ao início da série - julho/20. Este mesmo índice foi repetido no 33º mês do estudo, mas recuou e não conseguiu mais recuperar a queda.

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Na análise da relação funcionários X UHs, em agosto/26, o índice apresentou estabilidade, auferindo novamente 0,56
Na análise da relação funcionários X UHs, em agosto/26, o índice apresentou estabilidade, auferindo novamente 0,56

A percepção dos hotéis, em geral, é que continua o desafio de contratação de mão de obra qualificada. Com a nova lei prestes a ser aprovada, o setor projeta uma variação brusca nas questões de adequação de escalas, custos operacionais e outras acomodações – previsíveis, porém incertas.

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Nesta edição, a ABIH-SP apresenta também os indicadores de categoria (Econômico, Midscale e Upscale) e de posicionamento principal do hotel (Corporativo, Lazer ou Ambas Opções). Nos dois casos, indicadores com altas e baixas, de acordo com as respostas tabuladas. Estas informações são relevantes para análise do desempenho dos hotéis por categoria e atividade principal.

Quanto aos indicadores de relação despesas X receita, o resultado apresentou aumento neste mês de agosto: +1,03% em relação a julho/26. A média deste ano – até agosto - ficou em 66,93% (aproximadamente 2/3 da receita bruta de rentabilidade). São informações prestadas pelos hotéis a partir de uma simples pergunta. Comparando agosto/26 com agosto/25, houve uma queda de 0,98% neste indicador. No estudo não foram levadas em consideração questões como EBTIDA e outras variações – considerou-se apenas receita X despesas, índice informado pelo hotel.

A ABIH-SP, em abril, ajustou a base de dados da pesquisa, levantando a quantidade de equipamentos hoteleiros por município. Incluiu, novamente, as 645 unidades municipais do Estado e distribuiu as mesmas nas MRTs correspondentes. O resultado desta atualização na sua base de dados realinhou: MRTs – municípios e divisões; quantidade de hotéis, resorts e pousadas por município; quantidade de UHS total dos municípios e quantidades consolidados do estado. Neste novo estudo, foram considerados "todos" os municípios das MRTs.

Desta forma, a base, além de aumentada, agora espelha com mais precisão uma ideia real da quantidade de equipamentos turísticos de hospedagem disponível no Estado e por município/região. Importante salientar que este estudo não oferece números definitivos e absolutos, sobrepondo a qualquer informação oficial dos municípios. Está, inclusive, aberto às devidas correções e erratas possíveis.

O intuito desta ação quis atualizar a base de dados, que foi colhida em março/2020 fundamentada nos números até 2019 (pré-pandemia). Completando, estes dados não poderão ser considerados recenseamento e definitivos das regiões e/ou municípios.

Confira, abaixo, mais detalhes do levantamento realizado em São Paulo.

Resultado consolidado do Estado – Taxa de Ocupação

  • TO de agosto/26: 62,32%. Variação positiva em relação a julho/26: 12,53 %. Acumulado do ano: 56,91%.


Resultado consolidado do Estado – Diária Média

  • DM de agosto/26: R$ 532,79%. Variação positiva em relação a julho: 0,78 %. Acumulado do ano: R$ 542,02.


Resultado consolidado do Estado – RevPar

  • RevPar de agosto/26: R$ 332,03. Variação positiva em relação a julho: 13,40%. Acumulado do ano: R$ 308,78.


Indicadores por Categoria de Hotéis

  • Declararam Econômico: 44,03 %. Upscale: 9,70%. E Midscale: 46,27%.


Indicadores por Atividade Principal Declarada dos Hotéis

  • Declararam Corporativo: 68,66%. Ambos: 15,67%. E Lazer: 15,67%.


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Karina Cedeño

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.