Karina Cedeño   |   07/10/2026 08:00
Atualizada em 07/10/2026 11:07

Quais as 5 tendências que moldarão as viagens em 2027? Estudo da Hilton revela

Experiências capazes de gerar valor e significado duradouros ganham espaço entre as prioridades


Freepik
Levantamento revela tendência crescente de equilibrar independência e conexão
Levantamento revela tendência crescente de equilibrar independência e conexão

O que significa viajar bem em 2027? O Relatório de Tendências 2027 da Hilton, “O Grande Reequilíbrio: Como os Viajantes Esperam Reiniciar e Recalibrar em 2027” revela uma mudança comportamental por parte dos viajantes. Segundo o levantamento, eles estão redefinindo o que significa viajar bem e priorizando flexibilidade e experiências que continuam enriquecendo suas vidas muito depois do retorno para casa.

O estudo foi realizado com mais de 14 mil viajantes e explora as cinco tendências que devem influenciar a forma como as pessoas planejam, reservam e vivenciam viagens em 2027.

Confira, abaixo, quais são elas:

1. Deixando para trás a ideia da viagem perfeita

Dreamstime
Para muitas pessoas, viajar sozinho não significa mais estar completamente só
Para muitas pessoas, viajar sozinho não significa mais estar completamente só

Os viajantes estão deixando de lado a pressão de corresponder à ideia de uma viagem “perfeita”, idealizada pelo outro. Agora, eles passam a definir suas experiências de viagem de acordo com as próprias expectativas.

  • Perfeitamente imperfeito: os viajantes frequentemente sentem pressão para fazer o que acreditam que deveriam fazer durante as férias, mesmo que não seja exatamente o que desejam. Mais da metade dos entrevistados (54%) afirmou sentir algum tipo de pressão para ter a viagem perfeita e 24% procuram acomodar as expectativas do grupo e agradar os demais;
  • Sozinho, mas nem tanto: para muitos, viajar sozinho não significa mais estar completamente só. Quase um terço (31%) já realizou viagens solo para encontrar amigos ou familiares no destino, refletindo uma tendência crescente de equilibrar independência e conexão. A Motto by Hilton constatou que mais da metade das reservas realizadas globalmente pela marca no último ano foram de hóspedes viajando sozinhos.

2. A expertise humana como diferencial

Pixabay
70% consideram os profissionais da hotelaria uma fonte confiável para planejamento de viagens
70% consideram os profissionais da hotelaria uma fonte confiável para planejamento de viagens

Em uma era de planejamento de viagens impulsionado por inteligência artificial, o toque humano está se tornando o grande diferencial.

  • Mãe sabe das coisas: um em cada cinco viajantes sem filhos afirma que sua mãe é a fonte mais confiável de aconselhamento. Além da família, eles também depositam grande confiança nas equipes dos hotéis: 70% consideram os profissionais da hotelaria uma fonte confiável para planejamento de viagens;
  • Inveja de status: o status em programas de fidelidade já não se resume apenas a benefícios. Metade dos viajantes (50%) afirma confiar mais nas recomendações de pessoas com status em programas de fidelidade do que nas de pessoas sem esse reconhecimento. Além disso, 29% admitem sentir inveja de amigos que possuem um status superior ao seu.

3. Jornadas de crescimento: viagens que te transformam

Unsplash
42% dos viajantes afirmam que uma viagem os ajudou a descobrir novos interesses ou paixões
42% dos viajantes afirmam que uma viagem os ajudou a descobrir novos interesses ou paixões

O ato de viajar está se tornando mais do que uma pausa da rotina, à medida que é cada vez mais visto como um catalisador para o crescimento pessoal.

  • O glow antecipado: os benefícios de uma viagem muitas vezes começam antes mesmo de ela acontecer. Três em cada quatro viajantes (76%) concordam que ter uma viagem marcada no calendário dá um propósito pelo qual trabalhar;
  • Viagens de aprendizado: viajar está se tornando cada vez mais um caminho para o crescimento pessoal, com 42% das pessoas afirmando que uma viagem as ajudou a descobrir novos interesses ou paixões. Viajantes da Geração Z têm quase duas vezes mais probabilidade do que os Baby Boomers de querer voltar para casa com um novo hobby ou interesse que possam continuar desenvolvendo.

4. ‘Wellness’ reimaginado: um novo equilíbrio para o bem-estar

Unsplash/Avrielle Suleiman
Viajantes querem se conectar de forma mais profunda consigo mesmos, com o ambiente ao seu redor e com outras pessoas
Viajantes querem se conectar de forma mais profunda consigo mesmos, com o ambiente ao seu redor e com outras pessoas

Os viajantes estão cada vez mais combinando o digital e o analógico para promover o bem-estar, favorecer a recuperação e se conectar de forma mais profunda consigo mesmos, com o ambiente ao seu redor e com outras pessoas.

À medida que os viajantes buscam mais equilíbrio em suas vidas, estão encontrando novas formas de se reconectar consigo mesmos por meio de uma combinação de natureza, tecnologia e conexão humana.

  • Modo reset: quase dois terços (65%) dos viajantes buscam ativamente experiências que acalmem o corpo e ajudem a “reconfigurar” o sistema nervoso, enquanto 76% afirmam que viajar permite recarregar as energias mental e fisicamente de maneiras que dificilmente conseguem em casa;
  • De Volta à natureza: 79% afirmam que o ar fresco e o contato com a natureza são essenciais para a forma como relaxam durante as viagens, e mais da metade (54%) passa mais tempo imersa na natureza quando viaja do que em casa.

5. O mindset das micro viagens: tempo curto, grande impacto

Shutterstock
Tempo passou a ser um fator determinante na maneira como as pessoas viajam
Tempo passou a ser um fator determinante na maneira como as pessoas viajam

O tempo se tornou um dos recursos mais valiosos (e limitados) que influenciam a forma como as pessoas viajam. Em vez de esperar pela oportunidade perfeita, os viajantes estão optando por viagens mais curtas e frequentes, que são mais fáceis de planejar e de encaixar na rotina.

  • Tirando o máximo de cada momento: 67% gostam de planejar viagens que permitam vivenciar muitas experiências em pouco tempo, enquanto 63% preferem se hospedar em locais centrais, com muitas opções de atividades por perto.
  • Definindo o que é uma viagem curta: a definição de uma viagem curta varia de acordo com a região. 88% dos viajantes dos Estados Unidos consideram uma viagem de menos de três a quatro dias uma “viagem curta”, enquanto no Japão (86%) e no Brasil (35%), uma viagem curta é definida como aquela com menos de dois dias. Já na Arábia Saudita (29%) e na Alemanha (26%), a percepção é mais flexível: uma viagem curta pode durar de cinco a seis dias ou até mais.

“Estamos observando que os viajantes estão menos interessados na definição de perfeição de outras pessoas e mais focados em planejar viagens nos seus próprios termos. O relatório deste ano reforça que as pessoas buscam por experiências que se encaixem em suas vidas, que as ajudem a recarregar as energias e que criem significado duradouro muito além do retorno para casa. À medida que as expectativas dos viajantes continuam evoluindo, nossas inovações, que combinam perfeitamente ambientes físicos e interação humana com produtos digitais, ajudarão os hóspedes a aproveitar ao máximo suas experiências de viagem, ao mesmo tempo em que fortalecem a confiança e a fidelidade à marca"

Chris Nassetta, presidente e CEO da Hilton

O Relatório de Tendências 2027 da Hilton foi realizado em parceria com a Morning Consult. Para acessar a pesquisa completa, clique aqui.

Quer receber notícias como essa, além das mais lidas da semana e a Revista PANROTAS gratuitamente?
Entre em nosso grupo de WhatsApp.

Tópicos relacionados

Foto de Karina Cedeño

Conteúdos por

Karina Cedeño

Karina Cedeño tem 8489 conteúdos publicados no Portal PANROTAS. Confira!

Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.