Turquia proíbe cruzeiro LGBTQ+ da Virgin de atracar e alega defesa de "valores morais"
Presidente e CEO da Atlantis Events, Rich Campbell, classificou a decisão como bastante chocante

Autoridades da Turquia proibiram um cruzeiro voltado ao público LGBTQ+ de atracar em portos do país, alegando a defesa de "valores morais" e dos "padrões familiares" da sociedade turca. A viagem de cruzeiro é da empresa norte-americana Atlantis Events, que partirá de Atenas, na Grécia, no próximo dia 5 de julho.
O itinerário original previa escalas na cidade portuária de Kusadasi e em Istambul. No entanto, após a proibição, o roteiro foi alterado e passará a incluir paradas no Cairo, no Egito, e na ilha grega de Creta.
Autoridades da província de Aydin, onde fica o porto de Kusadasi, informaram que o grupo é formado por pessoas "conhecidas por comportamentos incompatíveis com o tecido da nossa sociedade e nossos valores morais". O governo local afirmou ainda que "não há absolutamente nenhuma possibilidade" de o navio realizar uma escala na região.
A embarcação, o Scarlet Lady, da companhia de cruzeiros Virgin Voyages, deve receber cerca de 1,9 mil passageiros, sendo aproximadamente 1,1 mil dos Estados Unidos. Também há viajantes do Reino Unido, Canadá, Austrália e outros países.
O presidente e CEO da Atlantis Events, Rich Campbell, classificou a decisão como "bastante chocante". "É muito preocupante para mim quando um país decide que pode escolher quais turistas podem entrar e quais não", afirmou. Segundo ele, esta é a primeira vez em 36 anos de operação que a empresa é impedida de atracar em um destino por causa do perfil de seus passageiros.
A Atlantis informou os passageiros sobre a mudança nessa quinta-feira (2), destacando que a alteração do itinerário ocorreu por "circunstâncias fora de seu controle" e pelo cancelamento das escalas por autoridades turcas. A empresa ressaltou que seu objetivo é proporcionar viagens de lazer e promover experiências turísticas, sem qualquer caráter político.
Com informações da CNN Portugal.