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Brasil pode se beneficiar com Turismo LGBT da Argentina

Emerson Souza
Pablo de Luca, da CCGLAR, Ricardo Gomes, da Câmara LGBT, e Bruna Freitas, da Aeromexico, com a jornalista Milly Lacombe e Magda Nassar, da Braztoa
Pablo de Luca, da CCGLAR, Ricardo Gomes, da Câmara LGBT, e Bruna Freitas, da Aeromexico, com a jornalista Milly Lacombe e Magda Nassar, da Braztoa
O Turismo LGBT cresce a níveis expressivos e a indústria passa a abrir os olhos para esse consumidor, que gasta 30% acima da média em suas viagens.

Durante a Experiência LGBTravel, evento da Braztoa em parceria com a PANROTAS, o Turismo da Argentina revelou como o seu trabalho bem-sucedido no segmento gera resultados e pode servir de modelo para outros destinos.

“Começamos com um encontro pequeno, entre 2002 e 2004, com anunciantes e profissionais do Turismo. Percebemos que a comunidade viajava bastante e passamos a atuar com os setores público e privado. Tivemos que pesquisar sobre o que acontecia e descobrir mais sobre o segmento. O nosso evento Gnetwork 360 já capacitou 13,7 mil representantes de empresas ao longo de 11 anos”, afirma o presidente da Câmara de Comércio Gay Lésbica Argentina (CCGLAR), Pablo de Luca.

A expectativa do destino é receber 650 mil viajantes LGBT em 2019 e, segundo levantamento, o Brasil também pode se beneficiar com esses números, muito em razão da proximidade dos territórios. Ao responder a pergunta sobre qual destino combinaria com a Argentina em viagem futura, 62% estrangeiros que não visitaram o país nos últimos dez anos afirmaram que a escolha seria o Brasil, à frente de Chile (60%), Peru (44%), Uruguai (22%), Equador (21%) e Colômbia (16%).

O presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil, Ricardo Gomes, avalia que o Brasil começou a dar passos maiores com os novos acordos de cooperação com o Ministério do Turismo, Embratur e Abav Nacional, mas ainda há um longo percurso.

“O nosso trabalho da Câmara LGBT completou dois anos em setembro e tivemos uma trajetória difícil para que pudéssemos ser entendidos e aceitos. Agora temos novas conquistas e o convênio com MTur e Embratur foi uma das coisas mais importantes de todos os tempos para o Turismo LGBT do País. Este é um plano de Estado e não de quem está na cadeira. O Brasil é o lugar da diversidade e devemos torna-lo bom para todos.”

Vale destacar que a Organização Mundial de Turismo (OMT) afirma que 10% de toda a população global é formada por viajantes da comunidade, sendo que eles representam 15% total da venda de pacotes turísticos.


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