Museus de arte do Brasil aparecem entre os 100 mais visitados do mundo; veja quais são
Relatório destaca aumento de público do MASP e crescimento do Turismo cultural em mercados emergentes

Os museus mais visitados do mundo registraram forte recuperação em 2025, com aumento significativo no número de visitantes e a consolidação de novas instituições entre os principais polos culturais globais.
Segundo levantamento anual do The Art Newspaper, o ranking dos 100 museus mais populares reflete não apenas a retomada do Turismo internacional, mas também o impacto de exposições de grande apelo e investimentos em programação cultural.
Um dos principais destaques do ano foi o avanço de museus na Ásia e no Oriente Médio, impulsionados por investimentos robustos em infraestrutura cultural e pela inauguração de novos espaços. Essas instituições vêm ganhando relevância e ajudando a descentralizar o circuito tradicional, historicamente dominado por Europa e Estados Unidos.
No topo da lista, o Museu do Louvre manteve sua posição como o museu mais visitado do mundo, seguido pelos Museus do Vaticano e pelo British Museum, reforçando a força das grandes instituições históricas no cenário global.
Brasil em destaque
O Brasil também marcou presença na lista, refletindo o fortalecimento do setor cultural e o aumento do público em instituições nacionais.
O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) foi o museu brasileiro mais bem colocado, ocupando a 64ª posição. A instituição registrou crescimento expressivo de público, ultrapassando a marca de 1 milhão de visitantes no ano.
Na sequência aparecem duas unidades do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro e do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, que ficaram entre os 70 primeiros colocados, reforçando o sucesso de suas programações expositivas e eventos culturais.

Fechando a participação brasileira, a Pinacoteca de São Paulo aparece na 94ª posição, consolidando-se como um dos principais museus de arte do País e mantendo fluxo consistente de visitantes.
O relatório também aponta que exposições temporárias de grande impacto continuam sendo um dos principais motores de visitação, além do crescimento do Turismo cultural em mercados emergentes. Museus que apostam em experiências imersivas e programação diversificada têm conseguido atrair novos públicos e ampliar sua relevância.
Outro fator importante foi a reabertura total de fronteiras e a normalização das viagens internacionais, que contribuíram diretamente para o aumento do fluxo de visitantes em instituições ao redor do mundo.
Tendências globais
O relatório do The Art Newspaper também reforça algumas tendências importantes para o setor:
- Exposições temporárias seguem como principal motor de visitação, especialmente aquelas com artistas consagrados ou temas populares.
- Programação acessível (gratuita ou com preços reduzidos) tem impacto direto no volume de público.
- Turismo cultural em alta, impulsionado pela retomada das viagens internacionais.
- Descentralização do circuito global, com maior presença de museus fora da Europa e dos EUA.
Além disso, muitos museus têm investido em estratégias digitais e na ampliação de experiências híbridas, combinando visitas presenciais com conteúdos online para manter o engajamento do público.