Karina Cedeño   |   13/04/2026 16:43

Tap quer A330-900neo na rota Florianópolis-Lisboa, mas aeroporto precisa de expansão

Tema foi debatido durante o Fórum Atlântico Portugal e Brasil, realizado hoje (13) em São Paulo


PANROTAS / Emerson Souza
Pedro Ribeiro, do Vila Galé, Carlos Antunes, da Tap, Catiane Seif, do Turismo de Santa Catarina, e Ronnie Corrêa, da Abreu
Pedro Ribeiro, do Vila Galé, Carlos Antunes, da Tap, Catiane Seif, do Turismo de Santa Catarina, e Ronnie Corrêa, da Abreu

Durante o Fórum Atlântico de Turismo - Portugal & Brasil, que acontece hoje (13) em São Paulo, foi realizado um debate com especialistas do setor, que destacou os resultados da rota Florianópolis-Lisboa da Tap e os investimentos da companhia aérea no Brasil.

"Os resultados da rota Florianópolis-Lisboa têm sido espetaculares e já anunciamos o aumento do número de frequências, passando de três voos semanais para quatro a partir do dia 5 de julho deste ano", comenta o diretor da Tap Air Portugal para Américas, Carlos Antunes.

A próxima etapa, segundo ele, é colocar na rota o avião com maior capacidade da companhia aérea, que é o Airbus A330-900neo. "Para isso, precisamos que o aeroporto tenha uma pista um pouco mais extensa. Estamos trabalhando junto ao governo do Estado e ao aeroporto para que haja essa vontade política e técnica de aumentar a pista, para que possamos continuar a investir em Florianópolis", comenta Antunes.

A secretária de Turismo de Santa Catarina, Catiane Seif, destacou a importância do voo da Tap para qualificar o fluxo de turistas do destino. "Santa Catarina nunca se posicionou como Estado com potencial turístico e, pela primeira vez, temos uma gestão que se importa com isso e valoriza o Turismo como matriz econômica para gerar emprego e aumentar a renda", afirma Catiane.

"Identificamos que a internacionalização seria a solução para que nós tivéssemos fluxo e Turismo qualificado, porque nós não temos nem território para ter Turismo de massa. E quando pensamos em internacionalização, começamos a estudar os países. Por estratégia, que hoje vemos que foi acertada, escolhemos começar pela Europa e por Portugal. E foi aí que a gente foi bater na porta da Tap para negociar este voo"

Catiane Seif, secretária de Turismo de Santa Catarina

Desafios das operadoras de Turismo

O diretor executivo da Abreu no Brasil, Ronnie Corrêa, por sua vez, destacou, durante o painel, três desafios que as operadoras de Turismo encontram hoje no mercado. São eles:

1.Tecnologia

"E não me refiro à tecnologia na ótica da compra, porque essa é óbvia. Todo mundo sabe que é mais fácil comprar uma viagem on-line e isso é um desafio para os operadores turísticos, mas estou falando da tecnologia que dá acesso à informação para os viajantes. Nem sempre a fonte da qual os viajantes estão consumindo informações sobre os destinos é segura", destaca Corrêa.

Nesse aspecto, segundo ele, cabe às operadoras mostrarem toda a sua expertise em destinos, contribuindo para criar uma base sólida de informação para os turistas.

2. Profissionalismo dos destinos

"O nível de profissionalização dos destinos subiu demais e devemos ter a coragem e, principalmente, a humildade de conversar com outros destinos para aprender com eles, reconhecendo que tem gente que faz melhor e que podemos nos inspirar nisso. O Brasil tem dado esse salto também, tem progredido muito e a profissionalização dos destinos é um fator que também pode impulsionar os negócios"

Ronnie Correa, diretor executivo da Abreu no Brasil

3. Preço

O terceiro fator citado por Correa, que pode ser um limitador, é a questão dos preços. "Os preços subiram muito, seja na Europa ou no Brasil. Em Portugal, não só pela procura, como também pela inflação que a Europa passou no pós-pandemia, mas isso tudo cria algumas limitações", disse ele.

"Quando a gente pensa em quanto custava uma viagem do Brasil a Portugal em 2019, em reais, e quanto custa hoje, vemos que o cenário é desafiador. E nós como operadora, temos que mostrar que o destino vale a pena, independentemente do preço, seja o Brasil, seja Portugal"

Ronnie Correa, diretor executivo da Abreu no Brasil

O painel foi mediado pelo diretor comercial do Vila Galé, Pedro Ribeiro, que destacou a importância do evento para debater assuntos pertinentes ao setor de Turismo. "Este é um momento único para estreitar o relacionamento das autoridades brasileiras e portuguesas, aproveitando a alta no fluxo de turistas entre os dois países", completou.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.