Pedro Menezes   |   23/06/2026 10:01
Atualizada em 22/06/2026 09:32

EUA atualizam lista de verificação para a entrada de cães no país; veja guia

Documentação, vacinas, inspeções e até o aeroporto de chegada podem influenciar na liberação do animal

Divulgação
Falta de documentos ou o descumprimento das exigências pode resultar em atrasos, retenção do animal e até sua devolução ao país de origem, no caso às custas do tutor
Falta de documentos ou o descumprimento das exigências pode resultar em atrasos, retenção do animal e até sua devolução ao país de origem, no caso às custas do tutor

Vai levar seu cachorro para os Estados Unidos seja em viagem ou para moradia permanente? A U.S. Customs and Border Protection (CPB) atualizou a lista de verificação para a entrada de cães no país, ajudando viajantes a entender os requisitos necessários para garantir uma chegada tranquila do seu melhor amigo. De vacinas à documentação, um pouco de planejamento faz toda a diferença.

As autoridades americanas reforçaram recentemente as regras para a entrada de cães no país e alertam que a falta de documentos ou o descumprimento das exigências pode resultar em atrasos, retenção do animal e até sua devolução ao país de origem, no caso às custas do tutor.

A agência responsável pelo controle de fronteiras dos EUA trabalha em conjunto com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e outras autoridades para impedir a entrada de doenças e proteger tanto os animais quanto a população.

Confira, a seguir, um guia completo para quem pretende viajar aos Estados Unidos com um cachorro.

1. Reúna toda a documentação necessária

O primeiro item da lista da CBP é a documentação. Antes do embarque, os tutores precisam garantir que possuem todos os certificados exigidos. É recomendável que todos os documentos sejam providenciados com antecedência, já que alguns podem exigir validações ou prazos específicos. São eles:

  • Certificado de saúde emitido por um veterinário;
  • Formulários exigidos por órgãos governamentais americanos;
  • Comprovantes de vacinação;
  • Documentos adicionais solicitados pelo CDC ou pelo Departamento de Agricultura (USDA).

2. Consulte os órgãos responsáveis

A CBP recomenda que os viajantes entrem em contato previamente com as autoridades competentes para verificar os requisitos aplicáveis ao caso específico do animal. Entre os órgãos envolvidos estão:

  • CDC (Centers for Disease Control and Prevention) - O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA é responsável pelas regras sanitárias relacionadas à entrada de cães no país.
  • USDA APHIS (Animal and Plant Health Inspection Service) - O órgão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos atua na fiscalização da saúde animal e vegetal.
  • Dependendo do histórico de viagens do animal e do país de origem, outras exigências podem ser aplicadas.

3. Atenção às regras da companhia aérea

Mesmo que o animal esteja apto a entrar nos Estados Unidos, a viagem pode ser inviabilizada se as exigências da companhia aérea não forem atendidas. Por isso, a CBP recomenda que os passageiros sempre consultem a transportadora antes da viagem para confirmar:

  • Dimensões permitidas para caixas de transporte;
  • Limites de peso;
  • Regras para transporte na cabine ou no porão;
  • Documentos adicionais exigidos pela empresa;
  • Restrições relacionadas ao clima ou a determinadas raças.

4. Declare o animal na chegada

Outro ponto destacado pelas autoridades americanas é a obrigatoriedade de declarar a entrada do cão. Neste caso, a declaração pode ser feita verbalmente ou por escrito, conforme os procedimentos estabelecidos pela alfândega e pelos agentes da imigração. O objetivo é garantir que requisitos sanitários e de importação sejam devidamente cumpridos.

5. Alguns cães podem ser inspecionados

Dependendo da situação, o animal poderá ser submetido a uma inspeção por agentes da CBP ou por órgãos parceiros, como CDC e USDA. Nesses casos, os viajantes podem utilizar a plataforma CBP Link para agendar previamente o procedimento, evitando atrasos na chegada.

Brasil é considerado país de baixo risco para raiva canina

Desde agosto de 2024, os Estados Unidos passaram a adotar regras mais rígidas para a entrada de cães, especialmente em relação à prevenção da raiva. Atualmente, o Brasil está classificado como um país de baixo risco para a doença. Isso facilita o processo em comparação aos países considerados de alto risco, mas não elimina a necessidade de cumprir todas as exigências sanitárias.

Entre os requisitos normalmente exigidos estão:

  • O cão deve aparentar estar saudável na chegada;
  • Ter pelo menos seis meses de idade;
  • Possuir microchip compatível com padrões internacionais;
  • Ter histórico de vacinação contra a raiva atualizado;
  • Preenchimento do formulário CDC Dog Import Form antes do embarque.

A CBP destaca que um pouco de preparação pode evitar muitos problemas. Organizar documentos, consultar autoridades sanitárias e verificar as regras da companhia aérea são medidas que ajudam a garantir uma viagem mais tranquila para os tutores e seus pets.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.