Filip Calixto   |   07/07/2026 12:21
Atualizada em 08/07/2026 12:24

Rio lança política de Tolerância Zero após avanço do comércio irregular na orla

Fiscalização permanente começa no dia 16 para conter desordem entre o Leme e o Leblon

Divulgação/Prefeitura do Rio/Fábio Costa
O plano contará com 138 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), distribuídos em 69 pontos de controle ao longo da orla
O plano contará com 138 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), distribuídos em 69 pontos de controle ao longo da orla

O avanço do comércio ambulante irregular, da poluição sonora, da circulação de ciclomotores em áreas proibidas e das queixas sobre insegurança na orla da Zona Sul levou a Prefeitura do Rio a criar uma política permanente de Tolerância Zero para ordenar as praias entre o Leme e o Leblon. A fiscalização mais intensa começa no próximo dia 16 e prevê atuação 24 horas por dia, controle dos acessos, apreensão de mercadorias irregulares e combate a depósitos clandestinos.

O cenário que antecede a medida já vinha sendo marcado pela ocupação irregular do espaço público em Copacabana e, mais recentemente, também em Ipanema. Denúncias da população já mostraram a proliferação de camelôs, caixas de som em alto volume durante a madrugada, venda irregular de bebidas, circulação de ciclomotores em áreas proibidas e reclamações de moradores e comerciantes sobre a perda de ordenamento da orla.

Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, a iniciativa implementada não será uma operação pontual, mas uma política continuada de ordenamento. O plano contará com 138 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), distribuídos em 69 pontos de controle ao longo da orla.

A prefeitura também desapropriou dois imóveis, em Copacabana e Ipanema, que serão transformados em depósitos para ambulantes regularizados, numa tentativa de enfraquecer a estrutura logística do comércio clandestino.

Durante o anúncio, a prefeitura informou ter identificado uma estrutura organizada por trás da atividade irregular, formada por 22 depósitos clandestinos, cerca de mil pontos de venda ilegais e um faturamento estimado em R$ 100 milhões por ano com aluguel de equipamentos, depósitos e pontos de comércio. Segundo o município, aproximadamente 20% dos ambulantes irregulares são estrangeiros.

Desordem se espalhou pela orla

Reportagens de O Globo registraram, em Copacabana, vendedores ocupando o calçadão com bebidas e alimentos sem fiscalização sanitária, caixas de som em alto volume durante a madrugada, comércio de drogas, circulação de ciclomotores em áreas proibidas e furtos. Também foi constatada a presença de ambulantes que iniciaram as atividades antes da regularização e o aluguel de carrocinhas para exploração comercial da orla.

O cenário passou a se repetir em Ipanema, onde camelôs ocuparam o calçadão e a areia, principalmente entre o Arpoador e a Rua Garcia D'Ávila. A Associação de Moradores e Amigos de Ipanema (Amai) afirmou em nota que há preocupação com a expansão do problema.

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Sobre o autor

Integrante da equipe PANROTAS desde 2019, atua na cobertura de Turismo com olhar tanto para as tendências do mercado quanto para histórias que movimentam o setor. Formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e também em Processos Fotográficos, formações que permitem colaborar de forma dupla com a redação - entre textos e imagens. Fora do trabalho, encontra inspiração no samba, no cinema, na literatura e nos esportes