Beatrice Teizen   |   30/09/2026 11:52

Abav Expo 2026 estreia Dialogue China-Brazil com foco em ampliar fluxo turístico

Encontro reuniu autoridades e representantes do trade para discutir conectividade e perfil do viajante

Divulgação
Ana Carolina Medeiros, da Abav Nacional, com delegação chinesa
Ana Carolina Medeiros, da Abav Nacional, com delegação chinesa

A aproximação entre Brasil e China ganhou espaço na programação da Abav Expo 2026 nesta terça-feira (29), com a realização do primeiro Dialogue China-Brazil, encontro que reuniu autoridades e representantes do trade dos dois países para discutir caminhos para ampliar o intercâmbio turístico. O evento colocou em pauta temas como conectividade, perfil do viajante chinês, pagamentos, capacitação e receptivo.

Na abertura, o vice-diretor-geral do Centro da China de Intercâmbio Cultural Internacional e Promoção do Turismo, Song Wei, destacou o potencial de integração entre os dois mercados. Para a presidente da Abav Nacional, Ana Carolina Medeiros, o próximo passo é transformar o interesse existente em condições concretas para gerar fluxo.

“Estamos falando de um mercado estratégico, mas esse potencial só se transforma em fluxo quando conseguimos construir as condições para ele acontecer. Isso exige conhecimento sobre o viajante, capacitação do trade, conectividade, produtos adequados, distribuição e um receptivo preparado"

Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional

Turista chinês no radar

Um dos principais momentos do encontro foi a apresentação de Ge Lei, secretário-geral da Associação de Turismo da China, sobre o perfil do turista chinês e as perspectivas para o setor. Segundo ele, o Turismo foi incluído pela primeira vez no 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento da China, que estabelece, entre suas metas para 2030, alcançar 190 milhões de visitantes.

Outro dado apresentado chamou atenção: 90% dos visitantes internacionais afirmam ter intenção de retornar à China. Ge Lei também destacou a relevância do programa de isenção de vistos entre os dois países como ferramenta para facilitar o intercâmbio.

Do lado brasileiro, Augusto Rocha, secretário nacional de Políticas Públicas do Ministério do Turismo, citou a criação, em maio deste ano, de um grupo de trabalho Brasil-China. A iniciativa busca aprofundar parcerias comerciais e ações de aproximação com o mercado chinês, incluindo encontros ministeriais e a publicação de um guia de investimentos no setor em mandarim.

Do idioma aos meios de pagamento

Os desafios para transformar o potencial em experiência turística também foram discutidos nos painéis que encerraram o encontro. Entre os pontos levantados esteve a necessidade de adaptar serviços ao visitante chinês, desde sinalização e comunicação até atendimento hoteleiro e atuação de guias.

A conectividade aérea e a facilitação dos pagamentos também entraram na discussão. Em um dos painéis, representantes de CVC, Grupo BRT, UnionPay e Air China discutiram as prioridades para ampliar os negócios entre os dois mercados.

Nesse contexto, os meios de pagamento foram apontados como uma das ferramentas para facilitar a circulação dos viajantes. A UnionPay, por exemplo, trabalha com a integração da carteira digital chinesa ao Pix brasileiro, permitindo que turistas chineses utilizem a tecnologia durante sua viagem ao Brasil.

O encontro também contou com a participação do ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Embratur Vinicius Lummertz e, em vídeo, do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, que destacou o Turismo como instrumento de aproximação entre os povos.

A curadoria do primeiro Dialogue China-Brazil foi realizada pela Imaginadora, agência especializada em promoção de destinos internacionais.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela PUC-SP, com experiência em redações como Forbes Brasil e Agora São Paulo, além de colaborações para CNN Brasil e UOL. Entrou na PANROTAS em 2017, com foco especialmente no PANROTAS Corporativo, e, desde 2021, atua como coordenadora de Redação