Beatriz Contelli   |   07/04/2026 13:32

Manifesto de Turismo LGBT+ do Brasil é lançado para promover potencial do segmento no País

Entidades creem que Brasil tem atributos para se destacar no Turismo LGBT+, mas precisa de capacitação


Divulgação
Ricardo Gomes, presidente da Câmara de comércio e Turismo LGBT do Brasil; Clovis Casemiro, gerente de Membership da IGLTA no Brasil; e Alex Bernardes, diretor da LGBT+ Turismo Expo
Ricardo Gomes, presidente da Câmara de comércio e Turismo LGBT do Brasil; Clovis Casemiro, gerente de Membership da IGLTA no Brasil; e Alex Bernardes, diretor da LGBT+ Turismo Expo

A IGLTA, a Câmara de Comércio de Turismo LGBT+ do Brasil e a LGBT+ Turismo Expo acabam de lançar, oficialmente, o Manifesto de Turismo LGBT+ do Brasil, documento que consolida diretrizes, dados e propostas para posicionar o País como destino competitivo, seguro e inclusivo no cenário internacional.

O conteúdo ficou aberto para sugestões até o dia 23 de março, período em que foram recebidas diversas propostas, ideias e iniciativas. Após esse processo, as contribuições foram compiladas e incorporadas à versão final do manifesto, garantindo representatividade e alinhamento com as demandas reais do mercado.

O manifesto apresenta uma análise do Turismo LGBT+ no Brasil, resgatando sua evolução histórica – desde os primeiros movimentos de organização do setor nos anos 1990 até sua consolidação recente como um dos principais ecossistemas de negócios do Turismo nacional.

Além do resgate histórico, o texto reforça a relevância econômica do segmento, que, segundo dados da UN Tourism, representa entre 5% e 10% do mercado turístico global, movimentando mais de US$ 211 bilhões por ano. O manifesto destaca ainda características estratégicas desse público, como alta frequência de viagens, resiliência em períodos de crise e capacidade de reduzir a sazonalidade nos destinos.

“Este manifesto posiciona o Turismo LGBT+ como uma agenda estratégica para o Brasil. Estamos falando de um mercado altamente qualificado, que exige profissionalização, dados e políticas específicas para que o país possa competir globalmente”,

Alex Bernardes, diretor da LGBT+ Turismo Expo

Para o presidente da Câmara de Comércio de Turismo LGBT+ do Brasil, Ricardo Gomes, o documento reforça o papel do setor privado na construção de um mercado mais estruturado. “O Turismo LGBT+ no Brasil já é uma realidade consolidada, mas ainda há um grande espaço para evolução. Este manifesto é um chamado para que empresas e destinos deixem de atuar de forma pontual e passem a investir de maneira estratégica, com visão de longo prazo”, destaca.

O documento também chama atenção para a necessidade de combater práticas superficiais no mercado, como o chamado rainbow washing, e reforça a importância de ações estruturadas, incluindo capacitação do trade, criação de políticas públicas direcionadas e desenvolvimento de experiências alinhadas às demandas desse público.

Para Clovis Casemiro, coordenador da IGLTA no Brasil, o manifesto representa um alinhamento do País às tendências internacionais.

“O Turismo LGBT+ já é uma realidade consolidada no mundo. O Brasil tem atributos únicos para se destacar, mas precisa transformar potencial em estratégia, com planejamento, capacitação e diálogo entre setor público e privado”, destaca.

Entre as principais recomendações do manifesto estão a institucionalização da diversidade como pilar de competitividade, o investimento em formação profissional, a produção de dados estruturados sobre o comportamento do turista LGBT+ e o desenvolvimento de novos produtos turísticos, como destinos de natureza, eventos esportivos e celebrações.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Anhembi Morumbi com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FAAP. Entrou na PANROTAS em 2019, com foco especialmente em Branded Content, e, desde 2024, atua como repórter da redação.