Inadimplência cai pelo segundo mês, apesar de aumento do endividamento

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Há mais de 2 milhões de residências com alguma dívida, em que 721 mil estão com ao menos uma conta atrasada
Há mais de 2 milhões de residências com alguma dívida, em que 721 mil estão com ao menos uma conta atrasada
Seguindo uma tendência de queda desde o começo do ano, a inadimplência das famílias na cidade de São Paulo caiu 0,5 ponto porcentual, fechando fevereiro em 18,2% (era 18,7% em janeiro de 2021 e 18,9% em dezembro de 2020) — mesmo em um cenário de aumento do endividamento pelo quinto mês seguido, agora atingindo 59,2% das famílias paulistanas. Por fim, o volume de lares que estão sem condições de pagar as dívidas é o mesmo desde outubro: 8,3%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Em números absolutos, há 2,35 milhões de residências com alguma dívida, sendo que, dentro deles, 721 mil estão com ao menos uma conta atrasada.

A pesquisa mostra ainda que a fatura do cartão de crédito atingiu a maior proporção entre as contas das famílias endividadas desde 2012, ficando em 75,6% das dívidas em fevereiro. O número corrobora o aumento da concessão de 4,4% desse tipo de crédito no último trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior — e de 18,3% em comparação ao terceiro trimestre.

O aumento do endividamento, para a FecomercioSP, é um indicativo para o contexto econômico desfavorável do começo do ano, com as incertezas em torno de um novo auxílio emergencial, a inflação dos alimentos (que foi de 10,92% em 2020), a queda na renda e, em muitos setores, o crescimento do desemprego. Por outro lado, o cenário estável de fevereiro — e semelhante ao mesmo mês de 2020, isto é, antes da pandemia — sugere uma recuperação ainda lenta.
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