Ministério lança radiografia do Turismo náutico no Brasil

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Divulgação Embratur
Dos turistas recebidos, 46,2% vêm da América do Sul e 38,5% da Europa
Dos turistas recebidos, 46,2% vêm da América do Sul e 38,5% da Europa
DA AGÊNCIA BRASIL

O Ministério do Turismo lançou hoje (8) uma radiografia do Turismo náutico no Brasil. Segundo o levantamento, o País possui 80 destinos associados a passeios e atividades que envolvem embarcações, sejam no mar ou em água doce.

O País possui 8,5 mil quilômetros de costa, 35 mil quilômetros de vias navegáveis e 9.620 quilômetros de margens de lagos, lagoas e reservatórios, dispostos em uma rede fluvial composta por 12 bacias hidrográficas.

Entre os tipos de Turismo náutico estão as embarcações de pequeno porte (como caiaque e canoa), médio porte (veleiros, escunas e lanchas) e de grande porte (navios de cruzeiros de cabotagem, de longo curso e internacional).

Também há serviços e experiências relacionadas ao mar e à água doce, como surfe e variantes (wind e kitesurfe), pesca esportiva, mergulho, observação de animais, banho e visitação a pontos turísticos.

O Turismo náutico tem como principais Estados São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Dos turistas recebidos, 46,2% vêm da América do Sul, 38,5% da Europa e 7,7% da América do Norte. O público é formado sobretudo por famílias (84,6%)

Na temporada 2019/2020, oito navios fizeram roteiros no litoral brasileiro, uma além do registrado na temporada anterior. Conforme o levantamento, 469.577 pessoas participaram deste tipo de viagem, com movimentação de R$ 2,241 bilhões.

Contudo, com a chegada da pandemia ao País, o setor sofreu as consequências das restrições. Os operadores teriam deixado de faturar cerca de R$ 860 milhões em função dos cancelamentos. Os principais portos com saída e passagem de cruzeiros marítimos são os de Imbituba (SC), Santos (SP), Salvador (BA), Maceió (AL) e Fortaleza (CE).

PANDEMIA
Neste momento de retomada da economia, depois do fechamento de vários setores devido à pandemia de covid-19, o levantamento do Ministério apontou algumas tendências, entre elas: aluguel de embarcações para uso em família, locação de embarcações por aplicativos e plataformas e compartilhamento de embarcações por cota de uso, como de lanchas e jet skis.

Durante o evento on-line de lançamento do levantamento, o ministro do Turismo, Gilson Machado, destacou que o Turismo náutico tem um grande potencial de crescimento pelas condições existentes no Brasil e que pode auxiliar a recuperação do setor como um todo neste cenário de retomada.

“O Turismo náutico sempre foi nosso ponto focal devido ao tamanho que ocupa e ao que pode se transformar. Temos o maior potencial do mundo em tudo o que for náutico e não temos riscos como maremoto e terremoto. Precisamos otimizar o Turismo náutico, fazendo com que ele saia do patamar estacionado em que se encontra e se transforme num segmento importante da economia do Brasil”, defendeu.
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