Faturamento do Turismo de São Paulo, em maio, supera R$ 578 milhões

|


Unsplash/Daniel Dan
O faturamento do setor de serviços representa um avanço de 15,3% em relação ao observado em 2021 – o que significa, em valores absolutos, um montante de R$ 7,1 bilhões a mais na receita
O faturamento do setor de serviços representa um avanço de 15,3% em relação ao observado em 2021 – o que significa, em valores absolutos, um montante de R$ 7,1 bilhões a mais na receita
As atividades ligadas ao Turismo seguem em destaque quando o assunto é o desempenho do setor de serviços na maior capital do País, São Paulo. De acordo com levantamento realizado pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), em maio, o faturamento do segmento superou em R$ 578 milhões o observado no ano passado, no mesmo período. Em relação a abril, o desempenho cresceu 24,3% e, nos últimos 12 meses, o avanço foi de 145,1%.

Esse números fazem parte da PCSS (Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços), que mostra que o setor na capital paulista obteve o maior faturamento para o mês de maio desde o início da série histórica, em 2010. De acordo com o levantamento, que contabiliza os resultados de 13 atividades o valor chegou a R$ 53,4 bilhões – alta de 5,4% em comparação a abril.

O resultado foi influenciado, segundo a Fecomercio, principalmente, pelas atividades de Turismo, hospedagem, eventos e assemelhados, que cresceram 253,3%, em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado.

O faturamento do setor de serviços representa um avanço de 15,3% em relação ao observado em 2021 – o que significa, em valores absolutos, um montante de R$ 7,1 bilhões a mais na receita. No quadrimestre, a variação acumulada nas vendas chegou a 12,3%, um faturamento R$ 27,9 bilhões superior ao apurado no mesmo período de 2021. Em 12 meses, o setor avançou 14,6%

Na comparação interanual, dentre as 13 atividades avaliadas pela pesquisa, todas do ramo de serviços, somente duas registraram queda no faturamento real: os serviços ligados à representação (-6,6%) e os técnico-científicos (-3,3%). Os segmentos jurídicos, econômicos e técnico-administrativos (13%); de mercadologia e comunicação (13,8%); de saúde (12,3%); do Simples Nacional (81,3%); e outros serviços (26,2%) registraram variação positiva de dois dígitos.

Para a Fecomercio-SP, o resultado da PCSS, em maio, demonstra uma melhora das receitas empresariais – tanto em relação a abril quanto na comparação com o mesmo período do ano passado. O arrefecimento da pandemia, a melhora do mercado de trabalho, os estímulos monetários e a normalização dos serviços são fatores que contribuíram para uma atmosfera mais positiva.

"Por outro lado, o ambiente macroeconômico ainda se mostra desafiador para o setor. Os empresários de serviços devem administrar e estimular a solidez e o crescimento dos negócios, seja mediante a administração do fluxo de caixa, seja por meio do planejamento das finanças", avaliou a diretoria da Fecomercio-SP no resumo dos dados.
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA