Cetur-CNC avança com Vai Turismo e reforça agenda estratégica para o setor em 2026
Veja entrevista com a gerente do Cetur-CNC, Aline Lopes, sobre esses temas

O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC (Cetur-CNC) é uma das principais instâncias de articulação do Turismo brasileiro, reunindo lideranças do setor para discutir políticas públicas, competitividade e desenvolvimento sustentável. À frente de iniciativas como o Vai Turismo, o Conselho atua na construção de uma agenda estratégica para o País.
Em entrevista ao Portal PANROTAS, Aline Lopes, gerente do Cetur-CNC, destaca os avanços do projeto, que entra em uma fase de implementação em 2026, além de reforçar desafios estruturais, como carga tributária, conectividade aérea e ambiente regulatório, e perspectivas positivas para o crescimento do Turismo nos próximos anos.
PORTAL PANROTAS – Quais são os principais resultados do projeto Vai Turismo?
ALINE LOPES – O Vai Turismo consolidou um conjunto robusto de propostas para orientar o desenvolvimento do setor no Brasil, com foco em competitividade, produtividade e sustentabilidade. Essa agenda passou a servir como referência para o setor.
PANROTAS – Como está o andamento do projeto?
ALINE – O projeto entrou em um novo ciclo, com uma fase avançada e ativa de implementação estratégica em 2026, com foco nas entregas de propostas aos candidatos estaduais e federal, garantindo a presença da temática do Turismo nos planos de governo.
PANROTAS – Quais são as maiores conquistas recentes do Cetur-CNC?
ALINE – Observamos avanços consistentes tanto na articulação institucional quanto no fortalecimento do Turismo como política de Estado. Destaco a elaboração de documentos estratégicos nacionais e estaduais para orientar políticas públicas; a criação de uma ferramenta de inteligência com integração de dados e monitoramento; e o desenvolvimento do Banco de Boas Práticas, um repositório de políticas públicas construído de forma colaborativa. Também houve avanços em pautas estruturantes, como estímulo à aviação regional, melhoria do ambiente de negócios, sustentabilidade, planejamento integrado e aumento da competitividade.
PANROTAS – Quais são as perspectivas para 2026?
ALINE – As perspectivas são positivas, com expectativa de crescimento sustentado do Turismo, avanço em agendas estruturantes e melhorias na governança e organização do setor.
PANROTAS – Como a reforma tributária afeta os grandes, médios e pequenos negócios no Turismo?
ALINE – A reforma afeta amplamente o setor, pois incide diretamente sobre os serviços. Há preocupações relevantes, especialmente quanto à possível elevação da carga tributária e à perda de competitividade. A CNC tem defendido tratamento diferenciado para o setor de serviços, com adequação de alíquotas e mecanismos que evitem aumento excessivo da carga.
PANROTAS – Quais são os pleitos mais urgentes do segmento em Brasília?
ALINE – O avanço desses pleitos é essencial para transformar o potencial turístico do Brasil em resultados econômicos concretos. Temas históricos como competitividade econômica, atração de demanda e estruturação do setor seguem como prioridades.
PANROTAS – Quais são os maiores desafios para o setor na visão do Cetur-CNC?
ALINE – O setor enfrenta obstáculos importantes, como o alto custo Brasil, com carga tributária elevada e custos operacionais; conectividade aérea insuficiente, com passagens caras e baixa oferta de voos; infraestrutura turística desigual; ambiente regulatório complexo; déficit de qualificação profissional; baixa inserção internacional; riscos trazidos pela reforma tributária; fragmentação de políticas públicas; desafios na transformação digital e a necessidade de avançar em sustentabilidade e gestão de destinos. Esses fatores impactam diretamente a competitividade e a experiência do turista no longo prazo.