Da Redação   |   13/07/2026 09:56
Atualizada em 13/07/2026 10:43

Com a chegada de Marcos Neves, Tristar entra em novo momento e mira expansão nacional

TMC paulista reestrutura área comercial, aposta em eventos e crescerá sem perder o DNA de atendimento


PANROTAS / Emerson Souza
O recém-contratado para head comercial da Tristar Turismo, Marcos Neves, com os fundadores Fernando Margoni e Osni Pires e o diretor Rodrigo Pires
O recém-contratado para head comercial da Tristar Turismo, Marcos Neves, com os fundadores Fernando Margoni e Osni Pires e o diretor Rodrigo Pires

A chegada de Marcos Neves como head comercial da Tristar Turismo é mais do que uma contratação, é o sinal mais visível de que a consolidada agência de viagens corporativas paulista decidiu virar a chave. Com quase 40 anos de atuação sólida no mercado, certificações ISO 9001 e ISO 27001 e uma carteira robusta de clientes multinacionais, a TMC associada à Abracorp agora coloca em prática um ambicioso plano de crescimento que envolve expansão geográfica, modernização tecnológica, novas contratações e uma ofensiva estratégica na área de eventos.

Neves, que acumula 16 anos de trajetória reconhecida no Grupo LCA e uma passagem de destaque como head global de Operações no Grupo Ambipar, assume a missão de traduzir em resultados a visão estratégica dos fundadores Osni Pires e Fernando Margoni, que apesar de comparecerem presencialmente com bastante frequência ao escritório, vêm atuando em papel mais consultivo, e dos diretores comerciais Rodrigo Pires e Renato Pires, responsáveis pela condução da operação e pela linha sucessória da empresa.

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Os fundadores Osni Pires e Fernando Margoni com o diretor Renato Pires
Os fundadores Osni Pires e Fernando Margoni com o diretor Renato Pires

Vem aí uma nova Tristar

A Tristar, que hoje conta com cerca de 50 colaboradores, prevê ao menos dez novas contratações nas áreas comercial e de eventos, com processos seletivos já abertos. A meta é crescer ao menos 10% em volume nos próximos 12 meses, um objetivo ousado, mas compatível com o histórico de superação da empresa.

"Vamos colocar em prática o plano que desejamos construir. Na área comercial, vamos ampliar para Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília, buscando braços nesses territórios. Também vamos reestruturar a área comercial e de eventos com foco em crescimento, expansão e novos negócios em busca de atrair novos clientes", detalha Marcos Neves.

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Marcos Neves, novo head comercial da Tristar
Marcos Neves, novo head comercial da Tristar

Tecnologia também tem um papel determinante nesta nova fase da Tristar. A empresa desenvolve um novo sistema de BI com indicadores voltados para duty of care, no qual o cliente poderá visualizar o fechamento de seus eventos em tempo real, uma solução inovadora que poucos concorrentes oferecem.

Esse é um dos elementos que o novo head comercial traz em sua bagagem de Ambipar. "Além de um modelo de gestão com BI avançado, teremos a capacidade de atender clientes 24 horas em demandas de urgência", afirma Neves, ressaltando que a essência da Tristar nunca será perdida de vista.

"O setor de viagens corporativas no geral está perdendo a qualidade do atendimento e do serviço. A Tristar acredita que dá para crescer mantendo serviço de excelência. Desde que foi fundada, há 40 anos, o cliente está no centro do negócio da Tristar. Essa é nossa metodologia. Então, se eu pudesse resumir tudo o que estamos fazendo aqui é isso: trazer mais valor ao cliente, com tecnologia avançada a favor dos nossos talentos, muitos com décadas de casa".

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Marcos Neves, Rodrigo Pires e Fernando Margoni, da Tristar
Marcos Neves, Rodrigo Pires e Fernando Margoni, da Tristar

Expansão sem perder o DNA

O diretor comercial da empresa, Rodrigo Pires, contextualiza a chegada de Marcos Neves dentro de um planejamento criterioso que olha para a próxima década. "Ano que vem, a empresa chegará ao marco de 40 anos. Temos uma linha de sucessão clara e a ideia é pensar para frente, cinco, dez anos. O mercado de viagens não dá sossego aos líderes que nele atuam. Cada ano, cada semestre é um novo desafio neste Brasil tão sensível a fatores internos e externos. Agora, por exemplo, a reforma tributária está preocupando o mercado. É tudo muito desafiador e nós temos de superar esses desafios, como sempre superamos nas últimas quatro décadas".

Sobre o reforço de Marcos Neves, Rodrigo fala em mudança de foco e estratégia comercial. "Estamos indo atrás de novos negócios e explorando ainda mais o que já temos em casa. Continuaremos a ser uma agência com muita atenção ao atendimento, que é o nosso DNA, mas ao mesmo tempo investir em tecnologia, processos e ferramentas digitais. Estamos felizes com a chegada do Marcos para nos apoiar nesse momento de expansão".

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Rodrigo Pires, diretor comercial, no escritório da Tristar
Rodrigo Pires, diretor comercial, no escritório da Tristar

A área de Eventos e de Missões Comerciais são, para Rodrigo, dois dos produtos de maior oportunidade neste novo capítulo promissor da Tristar. "Eventos é uma área com alto potencial. Tenho visto bastante movimento das empresas nessa direção, portanto queremos explorá-la muito bem, além das missões empresariais que já realizamos com foco em feiras internacionais, e pretendemos ampliar esse planejamento estratégico com parcerias nos próximos anos".

Crescimento com qualidade inegociável

Renato Pires, que divide com Rodrigo Pires a diretoria comercial/eventos/ lazer e a linha sucessória da Tristar, reforça que a expansão precisa respeitar os alicerces que sustentam a empresa há décadas e que o time experiente é parte central dessa equação.

"O baixo turnover e a presença de colaboradores com décadas de casa são, na verdade, um dos nossos maiores orgulhos e diferenciais competitivos. Em um setor tão dinâmico, ter profissionais que detêm o DNA da Tristar e um conhecimento profundo dos nossos clientes é um ativo inestimável", afirma.

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Renato Pires no escritório da Tristar, na avenida Paulista
Renato Pires no escritório da Tristar, na avenida Paulista

Sobre a preparação da equipe para o novo ciclo, Renato afirma que neste novo momento de expansão, o foco da empresa não é substituir ninguém, mas sim potencializar os talentos. “Estamos conduzindo um processo intenso de reciclagem e treinamento contínuo, focado tanto em novas ferramentas tecnológicas quanto na otimização dos nossos processos internos e canais de atendimento".

Ele destaca a sinergia entre a experiência consolidada da casa e a nova liderança: "Unir a bagagem e a resiliência dessa equipe longeva à visão estratégica da nova liderança, com a chegada do Marcos como head comercial e o início da nossa transição de governança ao lado do Rodrigo, cria uma sinergia única. Estamos preparando o time para que eles sejam os verdadeiros protagonistas dessa nova era da Tristar, combinando a segurança e o relacionamento que eles já construíram com a agilidade que o mercado atual exige".

Questionado sobre o principal risco de um crescimento acelerado, Renato responde que a preocupação é garantir que a escala não dilua a essência da TMC. “A Tristar é reconhecida pelo atendimento consultivo, humanizado e de altíssima qualidade. Quando uma agência entra em ritmo acelerado de expansão, o grande risco é deixar que o atendimento se torne mecânico", explica.

"É exatamente por antecipar esse desafio que decidimos agir antes mesmo de acelerar o crescimento. Toda essa reformulação que estamos vivendo hoje serve como a base sólida de sustentação para os próximos anos. Nossa meta não é apenas crescer em volume, mas crescer em eficiência. Queremos que o cliente sinta o mesmo cuidado de sempre, mas com a agilidade e a tecnologia que o mercado atual exige. O crescimento só é saudável se a qualidade for inegociável", conclui.

Da salinha no Pari à Avenida Paulista

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Osni Pires relembra a trajetória de quase 40 anos da Tristar, uma das TMCs mais tradicionais do Brasil
Osni Pires relembra a trajetória de quase 40 anos da Tristar, uma das TMCs mais tradicionais do Brasil

Quem olha para a Tristar de hoje vê uma referência em atendimento personalizado no corporativo brasileiro, mas talvez não imagine que tudo começou em uma pequena sala emprestada na Rua Carlos de Campos, no bairro do Pari, em São Paulo. Era 7 de agosto de 1987 quando Osni Pires, com uma linha telefônica cedida pelo irmão e acesso ao telex da empresa de transportes internacionais da família, abriu as portas do que se tornaria uma das TMCs mais longevas e respeitadas do mercado brasileiro.

"A Tristar nasceu naquela salinha que meu irmão me cedeu. Ele tinha uma empresa de transporte internacional de cargas e me emprestou uma linha telefônica e o telex. Eu já tinha dez anos de experiência no corporativo e sabia que podia construir algo sólido", relembra Osni. "Olho para trás e vejo cada etapa com muito orgulho. Saímos daquela sala com um telefone para onde estamos hoje, na Paulista. Mas o que me dá mais satisfação é saber que os valores que plantamos lá no início continuam vivos. A Tristar sempre foi sobre pessoas, sobre confiança. E agora, com essa nova geração assumindo, sei que isso não vai se perder, vai se multiplicar."

Fernando Margoni, que se associou a Osni em 1998 e trouxe a operação de eventos e viagens de incentivo para dentro da empresa, explica que a movimentação atual reflete uma leitura atenta do cenário: "Eu e Osni temos hoje um olhar mais estratégico do que operacional. Já conhecemos o Marcos há algum tempo e acreditamos que a vinda dele é para agregar. É um profissional respeitado, experiente, que vem somar. O que precisamos é acompanhar de perto as mudanças super velozes do mercado, com tecnologia, com maior presença comercial".

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Fernando Margoni no escritório da Tristar
Fernando Margoni no escritório da Tristar

Margoni aponta o que considera o grande desafio do setor: "Estamos procurando a divisão exata, o limiar entre tecnologia e fator humano. Quem mais se aproximar do ideal nesse equilíbrio é quem vai se destacar. Estamos vendo muita ênfase à tecnologia, mas o fator humano está sendo deixado de lado. Quem conseguir achar esse equilíbrio vai se destacar daqui para frente".

Sobre a área de eventos, Margoni observa que a ideia é aproveitar a carteira de grandes empresas que têm contrato com a Tristar na área de viagens para aproveitar e realizar seus encontros. "Grandes empresas assinam contrato com uma TMC, mas deixam a área de eventos aberta, com dois, três ou quatro fornecedores. O campo de atuação é muito mais amplo nos eventos, tem mais espaço para crescer, além da questão da margem, que é maior".

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