Beatriz Contelli   |   08/09/2026 12:41
Atualizada em 08/09/2026 12:47

ExpoSKI chega a 7ª edição com espaço para crescer no Brasil e aposta em novos mercados

Feira começa hoje (8) em São Paulo com direito a novos expositores e mais agências de viagens


PANROTAS / Emerson Souza
Adriana Boischio, organizadora da ExpoSKI
Adriana Boischio, organizadora da ExpoSKI

“Existem agências de viagens com quase 30 anos que nunca venderam esqui, mas que têm muito potencial para atender esse segmento. O Turismo de neve não é só mais luxo, há oportunidades para todos os mercados”.

É o que diz Adriana Boischio, organizadora de mais uma edição da ExpoSKI, que teve início em São Paulo, nesta terça-feira (8), com o propósito de promover capacitação e demonstrar que o mercado de esqui ainda tem espaço para crescer.

A feira, que começou em 2018 com 18 expositores, chega à sua 7ª edição com 57 participantes, entre estreantes e empresas que já passaram pelo evento.

Entre os novos destaques estão sete fornecedores da Áustria, que, segundo Adriana, têm notado um crescimento contínuo de brasileiros em busca de Turismo de neve. A edição também conta com novos fornecedores da Itália, que participa da feira há três anos, além de Andorra e Val Thorens, destinos já consolidados, e da França, que segue entre as preferidas dos brasileiros amantes de esqui.

“A França tem crescido muito entre os brasileiros que buscam suas estações de esqui. Desde que começou a participar da ExpoSKI, em 2019, o destino registrou um aumento de 140% no número de brasileiros”,

Adriana Boischio, fundadora da ExpoSKI.

Esse aumento na procura por destinos de neve na França e na Áustria também reflete um novo movimento no mercado: a busca por destinos menos lotados. Os viajantes querem aproveitar mais o tempo na montanha, sem precisar enfrentar longas filas.

Adriana explica que é preciso mostrar aos brasileiros que as estações mais movimentadas não são necessariamente as melhores opções.

“Ninguém quer perder tempo nas filas quando poderia estar esquiando. Os passageiros estão procurando montanhas mais tranquilas, com maior rotatividade, onde possam subir e descer mais vezes”,

Adriana Boischio, fundadora da ExpoSKI.

Além de já ser conhecida como destino de esqui, a Itália é um exemplo de país com boas estações que ainda estão fora do radar dos brasileiros. “Madonna di Campiglio é uma das estações mais famosas da Itália, mas há outros destinos ao redor de igual categoria elevada. São boas estações, com bons hotéis e bons equipamentos, que não deixam em nada a desejar, como é o caso de 3 Zinnen e Vale de Fassa", compartilha Adriana.

PANROTAS / Emerson Souza
7ª ExpoSKI acontece hoje (8) e amanhã, em São Paulo
7ª ExpoSKI acontece hoje (8) e amanhã, em São Paulo

Também há opções para aqueles que ainda não se sentem confortáveis em esquiar. Entre as atividades mais praticadas nas regiões de neve está o esqui cross-country, que, em vez de descer a montanha, é realizado em terrenos planos ou com inclinações mais suaves.

“O cross-country é ideal para aqueles que não querem algo mais radical, que envolva descer a montanha. Traz uma sensação muito boa e, depois do esqui e do snowboard, é o esporte de neve que eu mais recomendo”, complementou a organizadora da ExpoSKI.

Mercado para todos

Uma das missões da ExpoSKI é capacitar o trade e demonstrar que vender esqui não é tão difícil ou caro quanto parece. Apesar de envolver mais serviços do que aéreo e hotel, o Turismo de neve é um segmento que pode ampliar as vendas de agentes e operadores.

“Viagens de esqui envolvem o bilhete para acessar as estações, a locação do equipamento, o vestuário correto e o transfer para a estação, itens que sabemos que não são baratos. Porém, há diversas estações que, ao mesmo tempo que contam com hotéis 5 estrelas, também têm opções mais acessíveis. Sem falar que ninguém vai esquiar sozinho, são sempre viagens em família ou grupos de amigos. E todo ano as estações têm novidades, seja uma nova hospedagem ou um novo lift, sempre há novidade",

Adriana Boischio, fundadora da ExpoSKI.

No entanto, a fundadora da ExpoSKI reforça que, apesar da acessibilidade do segmento, as agências de viagens devem se capacitar continuamente.

Ainda há agências de viagens que pensam que não podem vender esqui, mas podem. Porém, é preciso conhecer o produto para saber vender. É preciso se mostrar especialista no assunto, participar de eventos e treinamentos como a ExpoSKI. As estações sempre estão com novas atrações e essas informações devem ser repassadas aos passageiros”, completou Adriana.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Anhembi Morumbi com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FAAP. Entrou na PANROTAS em 2019, com foco especialmente em Branded Content, e, desde 2024, atua como repórter da redação.