Operadoras discutem tecnologia e destinos no Fórum PANROTAS

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Para finalizar o primeiro dia do Fórum PANROTAS 2021, representantes de quatro operadoras de Turismo brasileiras discutiram o futuro das suas empresas, o novo cenário da indústria e as mudanças que este cenário causará. Arnaldo Franken, líder do Grupo Arbo; Danielle Meirelles, CEO da FRT Operadora; Edson Ruy, diretor geral da Mondiale By Ancoradouro, e Tomas Perez, CEO da Teresa Perez Tours, participaram do painel mediado por Bruno Reis, presidente da Emprotur RN.

PANROTAS / Emerson Souza
Arnaldo Franken (Grupo Arbo), Edson Ruy (Mondiale By Ancoradouro), Bruno Reis (Emprotur RN), Danielle Meirelles (FRT Operadora) e Tomas Perez (Teresa Perez Tours)
Arnaldo Franken (Grupo Arbo), Edson Ruy (Mondiale By Ancoradouro), Bruno Reis (Emprotur RN), Danielle Meirelles (FRT Operadora) e Tomas Perez (Teresa Perez Tours)
Confira abaixo o que as operadores falaram sobre tecnologia, tarifa hoteleira, destinos nacionais e mais.

MODELO ECONÔMICO

Logo no início da conversa, o modelo econômico do Turismo brasileiro foi abordado por Arnaldo Franken. "Todas as empresas do nosso mercado continuam no mesmo modelo econômico de dois anos atrás. A taxa Selic estava em 2% em 2019 e hoje está em 8,5% e mês que vem vai a 10%. O custo financeiro aumentou em 10 vezes em dois anos e o modelo de negócios segue o mesmo. Se o setor de Turismo não entender que precisa mudar esse modelo, todos teremos problemas financeiros. Está na hora de pensarmos em um modelo mais saudável para seguirmos fortes", afirmou o líder do Grupo Arbo.

TECNOLOGIA

O principal ponto defendido por Edson Ruy, diretor geral da Mondiale By Ancoradouro, durante o painel foi o investimento necessário em tecnologia para armar o agente de viagens. "O operador tem muitos concorrentes, assim como toda a cadeia. Só temos que ficar atento à tecnologia. Tenho que prover ao meu vendedor o melhor de tecnologia possível para que ele se fortaleça e faça frente a OTAs e vendas diretas. Esse é o grande desafio. É um investimento constante, porque é um custo grande em um programa que pode se tornar obsoleto em meses. É preciso investir e fidelizar esse cliente", explicou.

IMPORTÂNCIA DO AGENTE

Todos participantes do painel destacaram em conjunto a relevância que o agente de viagens tem recuperado após o início da pandemia. "Foi uma oportunidade muito grande das agências serem valorizados pelos clientes. O agente promove acompanhamento antes, durante e depois. A OTA não consegue dar esse atendimento humano personalizado, então muitos que compravam no on-line estão voltando para o off-line para receber esse atendimento pessoal", afirmou Tomas Perez, CEO da Teresa Perez Tours.

"A pandemia acelerou o reconhecimento do agente pelo cliente. Não é só mais o preço que conta em uma viagem. O agente se reposicionou mostrando seu conhecimento e mostrando esse tipo de serviço da forma mais fluída possível", concordou Danielle Meirelles, CEO da FRT Operadora. Tomas Perez complementou afirmando que o "agente de viagens precisa estudar sempre. Conhecer os destinos para passar a informação certa para o seu cliente. Transmitir essa informação é o que agrega valor ao serviço".

Edson Ruy foi um pouco além e disse que construir uma relação com seu cliente é um ótimo caminho para os agentes. "Além de criar produtos que o cliente queira, o importante é que o agente construa uma relação com o seu cliente, saiba que classe ele prefere viajar no avião, o acompanhe durante todo o processo", explicou.

TARIFA HOTELEIRA

Os painelistas foram questionados pelo público sobre a tarifa hoteleira. Como vender uma tarifa maior do que a oferecida pelo próprio hotel em seus canais diretos? "O que temos a oferecer é o serviço. O hotel é só uma parte. Nós vendemos o hotel, o aéreo, o suporte. Por isso acredito que o agente de viagens vai ser cada vez mais requisitado, é preciso de alguém que realmente dê suporte", afirmou Franken.

"Nós temos um valor agregado em toda a cadeia, uma variedade de serviços muito grande. A hotelaria tem um canal de distribuição variada, mas tem o mínimo de valorização pelo seu parceiro, o agente de viagens. O agente tem que ser valorizado e respeitado", disse Edson Ruy.

PRODUTOS

Durante a conversa, os representantes da operadora também afirmaram que o viajante mudou com a pandemia. Duas mudanças indicadas foram: a maior procura pelo nacional e a preferência por mais tempo em menos destinos, no caso de viagens para Europa, principalmente.

"Acredito que o Brasil ainda precisa aprender muita coisa no Turismo, ainda precisamos explorar. Temos um País inteiro para explorar e o Brasil ainda insiste em vender só praia. Tem produtos muito interessantes no interior do brasileiro", afirmou Franken. "Temos uma quantidade de atrativos naturais muito maior do que outros países, mas não temos a mesma quantidade de visitantes. Precisamos de um plano a nível nacional para explorar e promover esses destinos", explicou Danielle.
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