Flot encerra famtour pela Sicília e Malta com dia em Palermo; veja fotos
Grupo visitou o Palácio dos Normandos, a Catedral e o mercado Il Capo antes de voltar à região de Taormina

PALERMO (ITÁLIA) – A quarta-feira (4) do famtour da Flot foi de Palermo, a capital da Sicília. A visita a pé pelo centro histórico foi guiada novamente por Edi, do receptivo local. O passeio começou pela Porta Nuova e seguiu até o Palácio dos Normandos. Os árabes ergueram ali uma fortaleza, que os normandos depois transformaram em palácio real. Hoje o prédio abriga a Assembleia Regional Siciliana. Os ingressos do palácio e da Capela Palatina estavam incluídos no pacote.
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A capela foi encomendada pelo rei Rogério II e consagrada em 1140. As paredes e a cúpula são cobertas de mosaicos dourados, com o Cristo Pantocrator no centro, e o teto de madeira foi trabalhado por artesãos árabes. Nas paredes da nave, os mosaicos contam a história do Gênesis, como Edi mostrou ao grupo.
“A história começa ali, com o céu e a terra. Depois vem a criação do mundo: as árvores, a lua, os animais, até Adão e Eva.”
Edi, guia do receptivo local
Diante dos desenhos árabes da capela, ela comparou: “Parece que estamos no Marrocos”. Enquanto o grupo estava lá, uma equipe de restauro limpava os mármores do piso e das paredes.
Palermo ganhou força sob o domínio árabe, a partir do século IX, e depois com os normandos, que fundaram o Reino da Sicília no século XII. O encontro entre as tradições cristã, islâmica e bizantina deu origem ao estilo árabe-normando. Em 2015, a Unesco reconheceu como Patrimônio Mundial um conjunto desses monumentos em Palermo e as catedrais de Cefalù e Monreale.
Em seguida, o grupo foi à Catedral de Palermo, que mistura vários estilos, do gótico ao barroco. “Olhem no chão: aqui nós temos um relógio solar, chamado meridiana”, mostrou Edi. A ideia foi do astrônomo Giuseppe Piazzi, fundador do Observatório Astronômico de Palermo. A luz do sol entra por um furo na cúpula e cai sobre uma barra de latão de mais de 21 metros, que marca os meses e os signos do zodíaco, feitos em mármore colorido.
Na rua, a cidade seguia a rotina: um senhor de paletó de veludo e chapéu acendia o cachimbo na calçada, enquanto outro conversava com o porteiro de um prédio. Depois, o grupo passou pelo mercado Il Capo, que lembra um mercado árabe, com bancas de frutas e verduras, pães e pratos de frutos do mar, e pelo Teatro Massimo, inaugurado em 1897 com Falstaff, de Verdi. É o maior teatro de ópera da Itália e o terceiro maior da Europa.
O passeio terminou nos Quattro Canti, no cruzamento da Via Maqueda com o Corso Vittorio Emanuele. Segundo Edi, os vice-reis espanhóis queriam dividir a cidade em quatro bairros, cada um com o seu mercado. A praça foi decorada no século XVII, com fontes que representam quatro rios e estátuas das quatro estações, de quatro reis espanhóis e das santas padroeiras de cada bairro: Ágata, Ninfa, Oliva e Cristina. Os palermitanos também a chamam de Teatro do Sol, porque o sol bate em pelo menos um dos lados a qualquer hora do dia. Ao lado fica a Fontana Pretoria, última parada do grupo na cidade.
O dia em Palermo caiu dois dias depois do Dia de Finados. Na Sicília, a tradição diz que nessa data os mortos “trazem” presentes para as crianças, que acordam e procuram os mimos escondidos pela casa. Os doces da época são a frutta martorana, de marzipã e em forma de frutas, os pupi di zucchero, bonecos de açúcar, e os biscoitos ossa di morto. O nome martorana vem do antigo convento da Martorana, em Palermo, onde as freiras faziam os doces.
Fim da viagem
À tarde, o grupo seguiu para Letojanni, perto de Taormina, onde a viagem começou, e dormiu no Hotel Antares. Nesta quinta-feira (5), os participantes deixam o hotel às 11h e embarcam às 16h50 no aeroporto de Catânia, com destino a Roma. Depois de cerca de quatro horas de escala, seguem para São Paulo.
Para o presidente da Flot, Eduardo Barbosa, o famtour é uma forma de os agentes conhecerem de perto o que vão vender.
“É mais ou menos como o torneiro mecânico que fabrica o carro e depois pode desfrutar do próprio carro. Aqui a gente faz o mesmo: os agentes vêm conhecer o lugar e, com isso, oferecem uma informação melhor para os seus passageiros.”
Eduardo Barbosa, presidente da Flot
Os agentes convidados trabalham em agências que vendem os produtos da Flot com frequência. A operadora tem mais de 400 agências parceiras. Segundo Barbosa, a viagem também serve para ouvir esses profissionais e ajustar o produto final.
A partir de 2027, a operadora passa a vender Sicília e Malta com saídas em grupo e guia desde o Brasil. “Já temos duas saídas programadas para abril, e também saídas em junho e no segundo semestre”, disse o presidente . O roteiro tem uma semana na Sicília, com Taormina, Catânia, Siracusa, o Vale dos Templos, em Agrigento, e Palermo, e mais três noites em Malta. A ligação entre as ilhas é feita de ferry, que tem dois horários por dia.
Este é o segundo de quatro famtours da Flot em 2026. O primeiro foi para a Malásia e Dubai. Depois da Sicília e Malta, vêm a Riviera Francesa e a Islândia.
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O Portal PANROTAS viajou a convite da Flot, com apoio da ITA Airways, do receptivo local na Sicília, da Gold Experiences, em Malta, do seguro-viagem GTA e do serviço de rastreamento de bagagem Blue Ribbon.