PESQUISAS E ESTATÍSTICAS

Franquias: balanço aponta crescimento e internacionalização

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Saúde, Beleza e Bem-Estar, Hotelaria e Turismo e Serviços lideram a lista dos que mais cresceram em faturamento
Saúde, Beleza e Bem-Estar, Hotelaria e Turismo e Serviços lideram a lista dos que mais cresceram em faturamento
O balanço consolidado do setor de franquias em 2017, apurado na Pesquisa de Desempenho realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), confirmou o crescimento de 8% da receita do segmento, totalizando um faturamento de R$163 bilhões durante o período.

Para o presidente da ABF, Altino Cristofoletti Junior, os princípios básicos do sistema de franquias foram colocados à prova nesses três anos de recessão econômica. "Foco em gestão, treinamento e inovação refletiram em bons resultados para o setor como um todo", afirmou Cristofoletti. Segundo ele, 2017 foi de recuperação, mesmo que lenta e gradativa, e a tendência é que o franchising cresça mais neste ano, dado o reaquecimento da economia brasileira.

Além da melhora de vários indicadores macroeconômicos, a consistente queda de juros, a leve redução da taxa de desemprego e a queda dos custos dos alimentos acabaram impactando positivamente a renda real dos consumidores. Com isso, o consumo se reaqueceu (como verificado em vários ramos do varejo), o que refletiu diretamente nestes segmentos.

Outro fator importante para o desempenho do setor foi a inovação, refletida em novos produtos, serviços, formatos de negócio e pontos comerciais. De acordo com a pesquisa, 91,8% do total de empresas franqueadoras pesquisadas introduziram algum novo produto ou serviço entre 2014 e 2016. Dentre as companhias que se mantiveram inovadoras, 37,4% realizaram mudanças significativas em seus modelos de negócios no Brasil e 6,9% delas no Exterior.

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UNIDADES, REDES E GERAÇÃO DE EMPREGO
A pesquisa da ABF revelou que o total de unidades do setor cresceu 2,4%, com um saldo de 3.541 novas operações em 2017, totalizando 146.134 unidades, e em redes, o ano encerrou com quase três mil marcas atuantes no mercado. Já o repasse de unidades foi de apenas 3% e a taxa de mortalidade ficou em 5%. O levantamento indicou que o franchising manteve o nível de empregos em 2017. O total de trabalhadores diretos no setor de franquias chegou a mais de um milhão pessoas, com uma variação positiva de 1%.

CRESCIMENTO
O estudo mostrou que todos os segmentos elencados pela ABF cresceram em faturamento. Saúde, Beleza e Bem-Estar encabeçam a lista, crescendo 12,1% e 13,4%, respectivamente. A crescente preocupação com saúde e bem-estar e o aquecimento do mercado de clínicas populares são alguns dos principais fatores que explicam a alta do segmento.

No acumulado de 12 meses, o segundo segmento que mais cresceu foi Hotelaria e Turismo, com alta de 9,7%. A maior participação das redes no e-commerce e o incremento das unidades home-based levaram as redes deste ramo a atingir mais diretamente seu público consumidor, justificando essa expansão.

Serviços e Outros Negócios apresentou a terceira maior variação em faturamento: 9,2%. O fato de se tratar de um segmento com muitos nichos, com negócios que atendem o público B2B e o incremento de serviços administrativos, como contabilidade, favoreceram tal desempenho.

INTERNACIONAL
O mercado externo é cada vez mais atraente para as franquias brasileiras, especialmente em um período marcado pela mais forte recessão econômica da história do País. A pesquisa da ABF mostrou que as redes nacionais continuam avançando na internacionalização, onde a presença das marcas "Made in Brazil" em outros países aumentou de 80 para 100 nações. Em 2017, 142 redes de franquias nacionais atuavam no exterior; 129 possuíam operações físicas em outros países e 18 redes exportavam ou distribuíam produtos em mercados estrangeiros.

Os Estados Unidos é o país com maior número de operações físicas de marcas brasileiras (46), seguido do Paraguai e de Portugal, cada um com 34 operações. Entre os segmentos mais internacionalizados, o setor de Moda lidera o ranking, com participação no exterior de 25,4%.

Já com relação à presença das redes estrangeiras no Brasil, a pesquisa da ABF apurou que existem 200 marcas de 26 países atuando no País. Os Estados Unidos também lideram o quadro, com 40% de participação, seguido por Portugal (10,5%) e Argentina (7,0%). De acordo com o ranking do World Franchising Council, o Brasil mantém a 4ª colocação em número de redes e a 6ª posição em número de unidades.
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