Programas de fidelidade são atraentes para 90% dos brasileiros

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Pure Metal Cards/Flickr
Um novo estudo da Criteo intitulado Why We Book entrevistou mais de 13 mil pessoas pelo mundo sobre os motivos que os leva a reservar uma viagem. Dos respondentes, 1018 eram brasileiros e 90% deles demonstraram ser atraídos por programas de fidelidade, sendo que 34% adere a algum sistema de pontos ou milhagens. Segundo o levantamento, o Brasil é o quarto país com mais adeptos aos programas no segmento de viagens, turismo e hotelaria.

“Por meio deste estudo, observamos que os programas de fidelidade são a principal razão para a escolha de companhias aéreas ou hotéis específicos no Brasil. Nesse aspecto, somos muito parecidos com os Estados Unidos. Na Europa, por exemplo, os programas de fidelidade têm impacto limitado no que diz respeito à retenção de clientes”, afirmou o diretor geral Latam da Criteo, Tiago Cardoso. Os EUA é o país com mais adeptos aos programas com 47%, seguido por Singapura (43%) e Austrália (36%).

Apesar do sucesso dos programas de fidelidade no país, existe uma lacuna geracional em relação à penetração observada neste mercado. Analisando o perfil dos adeptos, 56% pertencem às gerações Silent (nascidos entre 1928 e 1945) e Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964). Apenas 29% integram faixas etárias mais jovens como Millenials (nascidos entre 1981 e 1996) e Centennials ou Z (nascidos a partir de 1997). “Este cenário indica que os programas de fidelidade talvez ainda precisem de estratégias para atrair e engajar os mais jovens”, acrescentou Cardoso.

Outra importante tendência encontrada pelo levantamento da Criteo é que boa parte dos viajantes brasileiros costuma fazer reservas diretamente com hotéis e companhias aéreas, sem intermédio das agências de viagem. No caso das passagens de avião, 47% deles optam por este método em função do hábito, enquanto 38% acreditam que, deste modo, é possível conseguir melhores preços. Já 31% realizam reservas diretas porque possuem programas de fidelidade relacionados a empresas aéreas específicas.

No que diz respeito aos hotéis, o cenário é similar: 41% entram em contato diretamente com o estabelecimento por uma questão de costume, ao passo que 37% afirmam conseguir melhores preços dessa maneira. Já 26% procuram vagas diretamente com o hotel por fazerem parte do programa de fidelidade que o estabelecimento oferece.

Apesar do hábito de realizar reservas diretas, uma parcela dos viajantes no Brasil também recorre a agências de viagem online (OTAs). As razões para isso são: hábito (41%), busca por melhores preços (35%) e confiança no serviço (31%).
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