Turismo resiste, mas metade das empresas ainda devem demitir

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Divulgação
O dado foi levantado em pesquisa do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau
O dado foi levantado em pesquisa do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau
O Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau realizou pesquisa com o intuito de identificar os primeiros impactos causados nos empregos do setor turístico pela pandemia de coronavírus. O levantamento realizado com os associados do BC Convention entre os dias 24 e 26 de março aponta que as empresas estão resistindo às demissões, mas que mais da metade ainda realizarão cortes durante a crise.

“Há esperança que o trabalho se restabeleça e que as equipes voltem a atuar. Vemos que as medidas governamentais para ajuda às empresas do setor são tímidas e lentas. Este panorama pode afetar a decisão das empresas que ainda estão analisando o cenário e, pela falta de apoio rápido e contundente as novas demissões, poderão acontecer em maior número do que pensado em um primeiro momento”, analisou a presidente do BC Convention, Margot Rosenbrock Libório.

O estudo revelou que 79,9% dos colaboradores entraram em férias, 10,6% continuaram trabalhando e apenas 9,5% dos colaboradores tiveram contratos encerrados após o decreto Nº515 do Governo de Santa Catarina, que dispõe sobre a necessidade de isolamento social. Sobre demissões futuras, 52,9% das empresas informaram que farão (neste momento estimadas em 8% do número total de colaboradores do setor), 22,6% das empresas estão analisando o cenário antes da tomada de decisão, enquanto que 24,5% das empresas não pretendem fazer novas demissões.

O proprietário da Kombina Felice, Rafael Scalco, afirmou que "a crise está causando um grande impacto econômico em todo o setor, pois a maioria das empresas tem caixa para passar no máximo um mês sem faturamento. Neste primeiro momento o impacto foi minimizado com a possibilidade das férias coletivas, porém se a quarentena persistir haverá demissões em massa, pois não será possível manter os empregos sem faturamento”.
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