Turismo perde R$ 52 bi em faturamento em 2020, aponta FecomercioSP

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Levantamento produzido pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) mostra as perdas que parte da cadeia produtiva brasileira teve ao longo de 2020. No recorte específico do Turismo brasileiro, o levantamento mostra que o setor perdeu R$ 52,1 bilhões em faturamento em comparação ao ano anterior, considerando a correção da inflação acumulada no período. O resultado foi um dos piores da história da atividade, representando queda de 38,1% em comparação com o que o setor faturou em 2019.

Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Mesmo com a retomada já em andamento, a previsão para o Turismo é acabar 2021 no vermelho, com baixa de 5% de receitas
Mesmo com a retomada já em andamento, a previsão para o Turismo é acabar 2021 no vermelho, com baixa de 5% de receitas
Ainda de acordo com o estudo, o segmento de viagens está ainda na lista das atividades que não devem recuperar o prejuízo de 2020. Mesmo com a retomada já em andamento, a previsão para o Turismo é acabar 2021 no vermelho, com baixa de 5% de receitas.

ÍNDICES GERAIS
Os índices totais da pesquisa, que levam em conta ainda os setores de serviços, o segmento de veículos e o varejo não essencial, mostram que o volume acumulado de perdas chegou a R$ 225,7 bilhões.

Quem mais perdeu no ano passado foram os serviços que, pelos dados, faturaram praticamente R$ 100 bilhões a menos em relação a 2019 – uma retração de 11,7%. Eles foram os mais afetados por diferentes medidas de restrição de circulação adotadas como forma de conter a disseminação do covid-19 e que, para esses agentes, significaram passar longos períodos com as portas fechadas.

Outrora um setor pujante da economia brasileira, as vendas de veículos também caíram, deixando um prejuízo de R$ 41,2 bilhões (queda de 11,5% na comparação com 2019). Esse dado, por sua vez, pode ser explicado pelo fato de, na pandemia, as famílias estarem evitando aumentar os gastos. Tudo isso em meio a um contexto de crescimento do desemprego e do custo de vida e da queda na renda.

Entra na conta ainda o varejo não essencial, como lojas de roupas, por exemplo, que fechou 2020 com um rombo de R$ 32 bilhões em comparação ao ano anterior, representando a perda de um décimo do seu tamanho (-10,3%).
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