Beatriz Contelli   |   30/01/2026 08:19
Atualizada em 30/01/2026 10:35

Você viajaria com um ex-parceiro? A maioria diz que sim, revela pesquisa inédita

Estudo da TUI Musement aponta que os homens se mostram mais abertos à ideia


Unsplash/Nguy?n Hi?p
Entre a geração Z, 62% não descartariam férias a dois mesmo após o término
Entre a geração Z, 62% não descartariam férias a dois mesmo após o término

Os dados mais recentes de um estudo da TUI Musement, especialista em tours e atividades, mostram que o fim de um relacionamento nem sempre significa o fim dos planos de viagem. Segundo a pesquisa, 51% dos entrevistados viajariam com um ex-parceiro, embora, para 26%, isso só seja possível se a separação tivesse sido amigável.

O recorte de gênero também chama atenção: os homens se mostram mais abertos à ideia do que as mulheres (57% contra 44%). Já a idade pesa na decisão: entre a geração Z, 62% não descartariam férias a dois mesmo após o término, enquanto, a partir dos 45 anos, esse índice cai para 45%.

Viajar é uma das maneiras mais comuns de testar a compatibilidade em um relacionamento e, segundo os resultados do estudo, nem sempre é preciso esperar muito para isso. Mais de 35% dos participantes afirmam se sentir confortáveis em viajar com o parceiro após um mês de relação, e 10% topariam a experiência já depois de apenas uma semana.

De um modo geral, os homens mostram-se mais dispostos a viajar durante os primeiros três meses de namoro, enquanto 16% das mulheres prefeririam esperar pelo menos um ano. Por faixa etária, a geração X (13%) e os baby boomers (14%) destacam-se como os grupos mais propensos a viajar após apenas uma semana de relação, o que sugere que, com o passar dos anos, diminui o tempo necessário para decidir partilhar férias.

Decidir o que ver e o que fazer é um dos aspectos-chave de qualquer viagem em casal. Segundo a sondagem, 66% dos casais prefere tomar estas decisões em conjunto, uma tendência particularmente marcada em Espanha, onde a percentagem atinge 75%. No Reino Unido, pelo contrário, as decisões tendem a ser mais individuais: em 45,5% dos casos, é um dos membros do casal que assume claramente a iniciativa.

A idade também influencia esta divisão de papéis: mais de 70% da geração X e dos baby boomers decide os planos de forma conjunta, face a 51% no caso da geração Z.

As red flags que podem colocar a relação em risco

Embora viajar costume ser associado a prazer e descontração, nem sempre tudo sai como o planejado. Segundo o estudo, mais de 42% dos entrevistados afirmam ter discutido mais do que o esperado com o parceiro durante as férias. Entre os comportamentos que mais geram tensão estão a postura negativa ou o excesso de reclamações, o controle exagerado das decisões sem considerar a opinião do outro, atrasos ou falta de organização e a má administração do dinheiro.

A pesquisa também aponta diferenças de percepção entre homens e mulheres. Para eles, atitudes como a obsessão por fotos ou redes sociais, além de levar bagagem em excesso, estão entre as mais incômodas. Já para elas, priorizar festas em vez de atividades ou experiências compartilhadas é mais frequentemente visto como um sinal de alerta.

A idade também influencia esse olhar: a obsessão por fotos ou redes sociais incomoda apenas 13% da geração Z, percentual que sobe para 24% entre os integrantes da geração X.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Anhembi Morumbi com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FAAP. Entrou na PANROTAS em 2019, com foco especialmente em Branded Content, e, desde 2024, atua como repórter da redação.