Laura Enchioglo   |   11/03/2026 15:09

50% dos viajantes ainda não usam IA para planejar viagens por medo de erros, diz pesquisa

Dados da Civitatis sustentam o lançamento da nova campanha da plataforma Viajar É Humano


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Entre os principais problemas apontados por usuários na pesquisa de viagens com IA está a ocorrência de erros críticos em informações dinâmicas
Entre os principais problemas apontados por usuários na pesquisa de viagens com IA está a ocorrência de erros críticos em informações dinâmicas

Apesar do crescimento do uso de inteligência artificial no planejamento de viagens, metade dos viajantes ainda prefere confiar em informações verificadas e no planejamento próprio. É o que revela uma pesquisa inédita realizada pela Civitatis, que mostra que 50% de uma amostra de mais de 7 mil entrevistados ao redor do mundo ainda não utilizam IA para organizar suas viagens.

Os dados sustentam o lançamento da nova campanha da plataforma, “Viajar é humano”, que busca refletir sobre os limites da tecnologia no planejamento de viagens e reforçar o papel da curadoria humana na escolha de experiências. Na campanha, a Civitatis criou a fictícia Ilha de San Elías, um destino inexistente que aparece como recomendação em algumas respostas geradas por inteligência artificial. A iniciativa busca ilustrar os riscos de confiar cegamente em recomendações automatizadas sem validação humana.

IA ou planejamento próprio? O veredito dos viajantes

Segundo a análise da Civitatis, mesmo entre viajantes frequentes, perfil predominante entre os entrevistados (65% realizam entre 2 e 5 viagens internacionais por ano), o uso da inteligência artificial ainda não conseguiu substituir os métodos tradicionais de planejamento de viagens.

Entre os motivos dessa resistência, destacam-se dois fatores identificados pela plataforma:

  • O valor do planejamento próprio: muitos usuários afirmam que gostam de montar seus itinerários de forma pessoal e direta.
  • Falta de familiaridade com a tecnologia: há uma considerável parcela de usuários que desconhece as aplicações da IA para esse tipo de uso ou não se sente confortável utilizando essas ferramentas de forma geral.

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Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil<br/>
Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil

Entre os principais problemas apontados por usuários na pesquisa de viagens com IA está a ocorrência de erros críticos em informações dinâmicas, especialmente: horários e preços atualizados; links que não funcionam; atrações indicadas como abertas quando estão fechadas, ou até mesmo atividades que sequer existem.

“Os viajantes ainda têm receio, com razão, das informações que surgem na IA, inclusive por, muitas vezes, elas sugerirem experiências ou destinos que nem mesmo são reais. A verdade é que a IA é muito inteligente, mas também muito artificial. É inevitável que mais viajantes passem a utilizar a IA em suas pesquisas, mas é ainda mais inevitável que o olhar e curadoria humana ganhe cada vez mais relevância para discernir o que é informação útil e real, e o que é apenas ruído digital”

Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, Laura Enchioglo é repórter na PANROTAS, onde entrou como estagiária em 2023. Tem experiência em assessoria de imprensa e na cobertura de economia e finanças.