Karina Cedeño   |   16/07/2026 19:27
Atualizada em 16/07/2026 19:28

Resorts Brasil e Sindepat anunciam cases de sucesso em ESG no Turismo; veja os vencedores

3º Fórum ESG divulgou boas práticas desenvolvidas por resorts, parques e empreendimentos turísticos


Divulgação/Resorts Brasil
Gestão Integrada de Desperdícios, do Grupo Tauá, foi o destaque da categoria Ambiental. Na foto: Fernanda Louback, Isis Batista, do Tauá, Flávia Buiati, da AHI/Resorts Brasil, Juliana Salles, da Resorts Brasil, e Izabel Reigada, do Sindepat
Gestão Integrada de Desperdícios, do Grupo Tauá, foi o destaque da categoria Ambiental. Na foto: Fernanda Louback, Isis Batista, do Tauá, Flávia Buiati, da AHI/Resorts Brasil, Juliana Salles, da Resorts Brasil, e Izabel Reigada, do Sindepat

A Resorts Brasil e o Sindepat realizaram o 3º Fórum ESG para divulgar boas práticas desenvolvidas por resorts, parques e empreendimentos turísticos, mostrando que a agenda ESG já integra a estratégia dos negócios e gera impactos positivos para empresas, comunidades e destinos.

A sustentabilidade vem ocupando um espaço cada vez mais estratégico na gestão dos empreendimentos turísticos brasileiros. Em diferentes regiões do Brasil, diversos players do setor desenvolvem projetos que unem eficiência operacional, preservação ambiental, fortalecimento das comunidades e boas práticas de governança, com o intuito de mostrar que é possível gerar valor para os negócios enquanto se produz impacto positivo para a sociedade.

As experiências compartilhadas revelam que não existe um único caminho para incorporar o ESG à gestão. Cada empreendimento encontrou soluções alinhadas à sua realidade, mas todos compartilham o compromisso de transformar desafios em oportunidades e gerar resultados mensuráveis.

Veja abaixo alguns exemplos de boas práticas realizadas pelos players do Turismo.

Cases Ambientais

A educação ambiental foi o foco do Parque Escola, desenvolvido pelo Unipraias, que promove vivências em meio à natureza para aproximar crianças e jovens dos ecossistemas e estimular uma relação mais consciente com o meio ambiente.

O projeto, apresentado por Caroline da Luz, demonstra que preservar também passa pelo processo de educação e sensibilização. A anfitriã, Viviane Rodrigues, do Bourbon Hospitalidade, apresentou o Refúgio Ambiental, iniciativa que acolhe animais vítimas de maus-tratos e do tráfico ilegal, integrando conservação da fauna, educação ambiental e experiência do hóspede.

Durante a apresentação, Anne Morrisey (também do Bourbon Hospitalidade) destacou que a sustentabilidade faz parte da essência da empresa desde sua fundação e fortalece a conexão entre hóspedes, colaboradores e comunidade.

Representando o Rancho do Peixe, Silmara Ambrósio Américo compartilhou uma trajetória construída a partir da valorização do território, dos saberes locais e da integração entre natureza e hospitalidade. “A natureza é a base de tudo. Ela é o nosso propósito”, afirmou, ao mostrar que preservar também significa fortalecer a identidade cultural dos destinos.

Já Isis Batista e Fernanda Louback, do Grupo Tauá, demonstraram como a troca de experiências entre associados permitiu estruturar um programa integrado de redução de desperdícios que envolveu diferentes áreas da operação e gerou economia superior a R$ 2 milhões. Para Isis, o sucesso da iniciativa está no envolvimento coletivo. “É importante que o projeto tenha um responsável, mas o resultado só acontece quando todos se sentem parte dele", destacou.

Ao final das apresentações, os participantes elegeram a Gestão Integrada de Desperdícios, do Grupo Tauá, como o destaque da categoria Ambiental.

Cases de Governança

Divulgação/Resorts Brasil
Jornada pela Certificação B, do Grupo Tauá, foi o destaque da categoria Governança. Na foto: Fernanda Louback, do Tauá, Flávia Buiati, da AHI/Resorts Brasil, Isis Batista, do Tauá, Juliana Salles, da Resorts Brasil, e Izabel Reigada, do Sindepat
Jornada pela Certificação B, do Grupo Tauá, foi o destaque da categoria Governança. Na foto: Fernanda Louback, do Tauá, Flávia Buiati, da AHI/Resorts Brasil, Isis Batista, do Tauá, Juliana Salles, da Resorts Brasil, e Izabel Reigada, do Sindepat

A jornada do Grupo Tauá rumo à Certificação B evidenciou como a sustentabilidade pode deixar de ser um conjunto de iniciativas isoladas para tornar-se parte da cultura organizacional. A transformação foi conduzida por meio da Teoria da Mudança, com forte participação da liderança e envolvimento das equipes, consolidando o ESG como estratégia permanente de gestão.

O Grupo Pontes apresentou a evolução de sua agenda ESG, estruturada a partir da escuta de colaboradores, comunidade e demais públicos de interesse. Segundo Ítalo Leal, esse processo permitiu definir prioridades, incorporar o ESG entre os pilares estratégicos da organização e lançar o primeiro Relatório ESG da empresa.

Complementando as apresentações sobre governança, o Grupo Amarante compartilhou sua trajetória de sustentabilidade construída a partir da escuta de mais de dois mil stakeholders. As contribuições recebidas foram transformadas em metas, programas e indicadores de desempenho que hoje orientam a estratégia ESG da empresa. Durante a apresentação, Hugo Chaves reforçou que a transparência faz parte desse processo ao destacar que as metas para 2030 foram tornadas públicas, fortalecendo a prestação de contas e o compromisso com a melhoria contínua.

Ao final das apresentações, os participantes elegeram a jornada pela Certificação B, do Grupo Tauá, como o destaque da categoria Governança.

Cases Sociais

Divulgação/Resorts Brasil
Projeto “Do Campo ao Prato”, do Tivoli Ecoresort Praia do Forte, foi o destaque da categoria Social. Na foto: Flávia Buiati, da AHI/Resorts Brasil, Carolina Soares, do Tivoli Ecoresort Praia do Forte, Juliana Salles, da Resorts Brasil, e Izabel Reigada, do Sindepat
Projeto “Do Campo ao Prato”, do Tivoli Ecoresort Praia do Forte, foi o destaque da categoria Social. Na foto: Flávia Buiati, da AHI/Resorts Brasil, Carolina Soares, do Tivoli Ecoresort Praia do Forte, Juliana Salles, da Resorts Brasil, e Izabel Reigada, do Sindepat

A transformação da atuação social do Grupo Tauá foi apresentada por meio do Instituto Tauá, criado para estruturar iniciativas voltadas à educação, ao fortalecimento comunitário e à geração de impacto de longo prazo. O projeto passou a acompanhar seus resultados por indicadores, demonstrando que responsabilidade social também exige planejamento, governança e mensuração.

O Tivoli Ecoresort Praia do Forte mostrou como uma meta global da Minor Hotels tornou-se oportunidade para desenvolver fornecedores locais. A implantação do fornecimento de ovos provenientes de galinhas livres de gaiolas fortaleceu produtores da região, gerou empregos e estruturou uma cadeia de suprimentos mais sustentável. Para Carolina Soares, supervisora de Sustentabilidade, a iniciativa demonstra que o desenvolvimento da comunidade também fortalece o próprio negócio.

O Grupo Wish apresentou um projeto de reaproveitamento de alimentos realizado em parceria com a AFA para atender famílias da Comunidade Bubas, em Foz do Iguaçu (PR). A iniciativa reduziu o desperdício, fortaleceu a relação com a comunidade e ampliou o engajamento dos colaboradores. Segundo Cibele Campos, a cooperação entre empresas e organizações sociais potencializa resultados e amplia o impacto positivo das ações.

Representando o Grupo Iter, Paulo Gontijo compartilhou uma metodologia baseada na escuta permanente das comunidades onde a empresa atua. As demandas identificadas passaram a orientar projetos estruturados e indicadores sociais incorporados às metas da organização, substituindo ações assistencialistas por iniciativas planejadas e de longo prazo.

Ana Paula Barbosa e Rafaella Choji, do Novotel Itu, apresentaram o projeto Tarifa com Propósito, que destina parte da receita da hospedagem pet a uma organização dedicada ao resgate de animais vítimas de abandono e maus-tratos. A iniciativa também mobiliza colaboradores e hóspedes em campanhas de arrecadação e feiras de adoção, demonstrando que pequenas ações integradas ao modelo de negócio podem gerar impactos permanentes.

Ao final das apresentações, os participantes elegeram o projeto “Do Campo ao Prato”, do Tivoli Ecoresort Praia do Forte, como o destaque da categoria Social.

As experiências compartilhadas mostram que o ESG deixou de ser uma agenda de intenções para se consolidar como uma estratégia de gestão. Embora distintos em seus objetivos, os projetos apresentados compartilham um mesmo princípio: transformar desafios em oportunidades, fortalecer pessoas, comunidades e destinos e gerar valor para os negócios.

Ao reunir e compartilhar essas iniciativas, a Resorts Brasil e o Sindepat visam reforçar um dos principais legados da agenda ESG: transformar experiências em conhecimento compartilhado, inspirando novos projetos e contribuindo para uma hotelaria e um Turismo cada vez mais sustentáveis, inovadores e colaborativos.

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Karina Cedeño

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.