Beatriz Contelli   |   20/04/2026 11:46

De compras a transporte: como os brasileiros devem gastar durante a Copa do Mundo 2026?

Nomad mostra como o turista nacional está cada vez mais independente


Divulgação
Viagem de sete dias aos EUA pode custar de R$ 8 mil a R$ 25 mil
Viagem de sete dias aos EUA pode custar de R$ 8 mil a R$ 25 mil

Para facilitar a jornada dos apaixonados por futebol que irão acompanhar a Copa do Mundo Fifa 2026, a Nomad elaborou um guia de custos e analisou o comportamento de consumo do viajante nacional no exterior.

Devido às distâncias continentais, a principal dica de planejamento da Nomad é definir uma "base" para acompanhar os jogos. Nos Estados Unidos, que concentram a maior parte das partidas (11 sedes), o torcedor precisará escolher entre rotas:

  • Costa Leste (como Nova York, Boston e Miami),
  • Costa Oeste (Los Angeles, São Francisco e Seattle),
  • Sul e Centro do país (Dallas, Atlanta e Houston).

Para quem planeja uma viagem de sete dias, a fintech estimou os custos médios (incluindo voos, hospedagem, alimentação e passeios):

  • Estados Unidos - Uma viagem de perfil econômico custa entre R$ 8 mil e R$ 11 mil. Para um roteiro confortável (hotéis 3 ou 4 estrelas e restaurantes), o valor varia de R$ 15 mil a R$ 22 mil. Já viagens de luxo partem de R$ 25 mil.
  • México - Com três sedes (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey), o país desponta como a opção de melhor custo-benefício. Uma viagem econômica fica entre R$ 7 mil e R$ 9 mil, enquanto a versão confortável varia de R$ 12 mil a R$ 16 mil.
  • Canadá - Uma viagem econômica custa entre R$ 10 mil e R$ 13 mil por pessoa. Para um roteiro confortável, o investimento varia de R$ 16 mil a R$ 22 mil. Já os perfis de luxo ultrapassam a marca dos R$ 40 mil.

O que o brasileiro fará nos dias de folga da Copa?

A Nomad também mergulhou nos dados de consumo de seus clientes para entender o que os brasileiros fazem e onde gastam quando estão na América do Norte.

As compras ainda lideram o orçamento, representando 28,1% do número de transações, seguidas por gastos em mercados (21,4%), restaurantes (18,2%), lazer (13,9%) e transportes (13%).

O levantamento mostra tendências curiosas do "novo turista brasileiro", que devem se refletir nos intervalos dos jogos da Copa:

Nos Estados Unidos

O brasileiro abandonou os ônibus de excursão. O uso intenso de transporte público e aplicativos comprova isso: o metrô de Nova York (NYC Subway) é o terceiro estabelecimento com maior número de transações, enquanto a Uber ocupa a 6ª posição geral.

Embora marcas como a Apple liderem em volume financeiro total gasto (TPV), o brasileiro concentra sua energia e frequência de compras na "caça ao tesouro" em lojas de departamento e descontos, como Ross Dress For Less, Marshalls, Burlington e TJ Maxx.

McDonald's e Starbucks dominam as transações diárias de quem está na rua passeando, mas redes como Olive Garden e The Cheesecake Factory seguem como as escolhas favoritas para o momento de sentar e comer com mais tranquilidade.

No Canadá

Em cidades como Toronto e Vancouver, o sistema de integração de metrô e ônibus (Presto) é o quarto estabelecimento com mais transações, provando que o brasileiro vive a cidade como um local.

A CN Tower aparece duas vezes no Top 10 de gastos dos brasileiros no país (ingressos e alimentação), demonstrando que o foco de lazer ali está em investir em experiências com vista panorâmica da cidade.

Diferente dos EUA, no Canadá o brasileiro prestigia fortemente o empreendedorismo nacional: o "Brazilliant Cafe" (em Toronto) marca presença no Top 10 de frequência, servindo como um verdadeiro ponto de encontro.

No México

Enquanto a Uber domina nos EUA, no México os brasileiros adotaram a Didi de forma absoluta, que lidera tanto em número de transações quanto em volume gasto para mobilidade e delivery.

A Starbucks é o segundo local com mais transações no país, funcionando como um porto seguro de Wi-Fi e descanso para o turista no meio das gigantescas metrópoles mexicanas.

Apesar do perfil digital, os saques em caixas eletrônicos (ATMs) em bairros como Masaryk e Madero figuram no Top 5. Isso ocorre porque o brasileiro ainda precisa de pesos em espécie (MXN) para aproveitar os tradicionais mercados de rua e o rico artesanato local.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Anhembi Morumbi com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FAAP. Entrou na PANROTAS em 2019, com foco especialmente em Branded Content, e, desde 2024, atua como repórter da redação.