Batido o martelo. Varig Log, presidida por um ex-diretor da Varig, é a nova dona da empresa aérea
Batido o martelo. Varig Log, presidida por um ex-diretor da Varig, e a nova dona da empresa aerea O presidente da Varig, Marcelo Bottini, o
Pela proposta, que foi adaptada de última hora pela Varig Log, será criada uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), para administrar os bens remanescentes da Velha Varig, que ficará com uma aeronave, um vôo Congonhas-Porto Seguro-Congonhas, da Nordeste, a marca Nordeste, e todos os imóveis (no valor de R$ 120 milhões), além do centro de treinamento.
Os imóveis e o centro serão alugados à Nova Varig, para garantir fluxo de caixa para pagar as dívidas que chegam a R$ 7 bilhões. O dinheiro da ação que a Varig deve ganhar do governo devido ao congelamento de tarifas em planos econômicos da década de 80 também servirá para abater essas dívidas. Fala-se em R$ 3,5 bilhões. A receita da Varig velha é estimada em R$ 19 milhões no primeiro ano, e o número de funcionários deve ficar em 50.
A antiga Varig terá de encontrar novo nome, provavelmente operando como Nordeste, pois a marca Varig, toda a parte operacional, o Smiles e 13 aeronaves serão vendidos ao vencedor do leilão. Por enquanto há apenas a proposta da Varig Log, que servirá como base para o leilão. Quem fizer uma nova proposta terá de garantir pelo menos US$ 24 milhões, mais uma carta de fiança de US$ 75 milhões e multa de 20% sobre o valor mínimo.
A nova empresa terá no máximo dois mil funcionários, o que significa que oito mil ficarão sem emprego. O faturamento da Nova Varig este mês seria de R$ 32,9 milhões.